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Risco é reeleger Morando e vê-lo preso, diz Leandro

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Candidato do PSB em S.Bernardo critica campanha governista em meio às denúncias de corrupção


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

25/09/2020 | 00:01


Candidato do PSB à Prefeitura de São Bernardo, o médico Leandro Altrão voltou a criticar o fato de o prefeito Orlando Morando (PSDB) tentar a reeleição respondendo a ações judiciais. “Como a cidade pode correr risco de eleger alguém que pode ser preso no dia seguinte?”, indagou.

O socialista citou os escândalos de corrupção que atingiram o governo tucano neste primeiro mandato, em especial a Operação Prato Feito, conduzida em maio de 2018 pela PF (Polícia Federal) e MPF (Ministério Público Federal). Segundo as autoridades, contratos emergenciais na área de alimentação escolar e de saúde foram firmados com empresas do genro do ex-secretário de Assuntos Governamentais Carlos Maciel – Morando, Maciel e outras 11 pessoas foram denunciadas pelo MPF à Justiça Federal por corrupção no caso.

“Escândalos como esse viram uma mancha para o político. Quando mexe com merenda, ainda por cima, é pior. Tenho andado por aí, escuto as pessoas brincarem com isso, chamando o prefeito de Orlando Merenda”, disparou o socialista. “Pior é que o vice dele (Marcelo Lima, PSD) também é alvo de investigação, na questão da Emparsanco. Imagina o prefeito é preso e o vice também? Como a cidade reage?”

Depois de surpreender ao ser primeiro suplente de vereador pelo PT em 2016, com 2.660 votos, e deixar o petismo reclamando da falta de espaço para renovação interna, Leandro migrou para o PSB avaliando que São Bernardo está “cansada dos mesmos nomes que se revezam nas eleições há pelo menos 20 anos”. “A rejeição do Orlando é alta. A do PT, também. A cidade quer renovação, alguém que pense a política diferente. Se um secretário meu indicasse uma empresa do parente dele para ser fornecedor, eu, na hora, iria cancelar. Vai contra a moralidade que um gestor tem que ter.”

Assim como o ex-prefeito Luiz Marinho, candidato do PT à Prefeitura neste ano, Leandro reprovou a gestão de Morando. Mas com nota pior – Marinho conferiu 1,5. “Para mim é nota 0. Em algumas provas, se você não atende a alguns critérios, é reprovado diretamente. O prefeito não atendeu aos critérios da ética, da lisura, da conduta correta do recurso público. Por isso, é 0.”

A aposta de Leandro é o dia a dia, em uma campanha que se assemelha à de 2016, quando ele estava longe de ser um dos favoritos do PT para vagas na Câmara. Também conta com apoio de figuras que criticam Morando – inclusive que ingressaram com representações contra o tucano – e de funcionalismo público. Sua vice, Sueli Palmeira, é professora da rede municipal.

“Esse governo fez muito mal para o funcionalismo. Fez uma reforma da Previdência criminosa, sem ouvir os funcionários, passando a toque de caixa no Legislativo e forçando vereadores, que sequer leram todo o projeto, a aprovar”, avaliou ele, que também aposta em um bom desempenho do ex-governador Márcio França (PSB) na eleição na Capital. Mas ele garante: não vai se escorar no aliado. “Eu tenho o apoio do Márcio, mas sou o doutor Leandro, tenho meu jeito, não sou figura representativa de ninguém.” 



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Risco é reeleger Morando e vê-lo preso, diz Leandro

Candidato do PSB em S.Bernardo critica campanha governista em meio às denúncias de corrupção

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

25/09/2020 | 00:01


Candidato do PSB à Prefeitura de São Bernardo, o médico Leandro Altrão voltou a criticar o fato de o prefeito Orlando Morando (PSDB) tentar a reeleição respondendo a ações judiciais. “Como a cidade pode correr risco de eleger alguém que pode ser preso no dia seguinte?”, indagou.

O socialista citou os escândalos de corrupção que atingiram o governo tucano neste primeiro mandato, em especial a Operação Prato Feito, conduzida em maio de 2018 pela PF (Polícia Federal) e MPF (Ministério Público Federal). Segundo as autoridades, contratos emergenciais na área de alimentação escolar e de saúde foram firmados com empresas do genro do ex-secretário de Assuntos Governamentais Carlos Maciel – Morando, Maciel e outras 11 pessoas foram denunciadas pelo MPF à Justiça Federal por corrupção no caso.

“Escândalos como esse viram uma mancha para o político. Quando mexe com merenda, ainda por cima, é pior. Tenho andado por aí, escuto as pessoas brincarem com isso, chamando o prefeito de Orlando Merenda”, disparou o socialista. “Pior é que o vice dele (Marcelo Lima, PSD) também é alvo de investigação, na questão da Emparsanco. Imagina o prefeito é preso e o vice também? Como a cidade reage?”

Depois de surpreender ao ser primeiro suplente de vereador pelo PT em 2016, com 2.660 votos, e deixar o petismo reclamando da falta de espaço para renovação interna, Leandro migrou para o PSB avaliando que São Bernardo está “cansada dos mesmos nomes que se revezam nas eleições há pelo menos 20 anos”. “A rejeição do Orlando é alta. A do PT, também. A cidade quer renovação, alguém que pense a política diferente. Se um secretário meu indicasse uma empresa do parente dele para ser fornecedor, eu, na hora, iria cancelar. Vai contra a moralidade que um gestor tem que ter.”

Assim como o ex-prefeito Luiz Marinho, candidato do PT à Prefeitura neste ano, Leandro reprovou a gestão de Morando. Mas com nota pior – Marinho conferiu 1,5. “Para mim é nota 0. Em algumas provas, se você não atende a alguns critérios, é reprovado diretamente. O prefeito não atendeu aos critérios da ética, da lisura, da conduta correta do recurso público. Por isso, é 0.”

A aposta de Leandro é o dia a dia, em uma campanha que se assemelha à de 2016, quando ele estava longe de ser um dos favoritos do PT para vagas na Câmara. Também conta com apoio de figuras que criticam Morando – inclusive que ingressaram com representações contra o tucano – e de funcionalismo público. Sua vice, Sueli Palmeira, é professora da rede municipal.

“Esse governo fez muito mal para o funcionalismo. Fez uma reforma da Previdência criminosa, sem ouvir os funcionários, passando a toque de caixa no Legislativo e forçando vereadores, que sequer leram todo o projeto, a aprovar”, avaliou ele, que também aposta em um bom desempenho do ex-governador Márcio França (PSB) na eleição na Capital. Mas ele garante: não vai se escorar no aliado. “Eu tenho o apoio do Márcio, mas sou o doutor Leandro, tenho meu jeito, não sou figura representativa de ninguém.” 

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