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Circo armado


Rodolfo de Souza

28/05/2020 | 00:01


Muito se tem comentado a respeito do espetáculo que foi a reunião ministerial, que os meios de comunicação exibiram exaustivamente nos últimos dias. Na verdade, show protagonizado por sua excelência e alguns nobres, estes imbuídos do desejo quase compulsivo de encher de júbilo o coração do chefe. Tanto é que, feito pastores, inflamaram seus discursos de forma que fossem vistos como impávidos apoiadores de qualquer ideia de sua majestade, por mais tresloucada que seja.

Por esta razão, o que de fato se viu ali foi um ajuntamento de pessoas com o intuito de bajular a coroa, com feitos merecedores de muitos elogios daquela. Não tinham, claro, qualquer compromisso com o pobre súdito deste imenso sertão. Não havia, pois, uma ou duas pautas a serem discutidas, como é de se esperar em qualquer tipo de reunião. Lugar em que há gente envolvida, cada qual com um determinado tipo de trabalho, todos no afã de colocar na mesa suas conquistas e suas propostas. E, assim, debatem, de forma saudável, em busca de soluções para problemas comuns. Mas nada parecido com isso foi o que se viu naquela sessão de cinema em que a chanchada exibida foi das mais ordinárias.

Claro que o povo deste País já se habituou a cenas dantescas como a que assistimos. Todos os dias há uma novidade para escandalizar e fazer com que se torne esquecido o escândalo de ontem. É uma sequência de acontecimentos que se atualizam e acabam por ofuscar o anterior para que as atenções não estejam sempre voltadas para um único bode.

Não bastasse, contudo, tanta dor de cabeça, e o grande urso branco lá do Norte cismou de assinar medida proibindo brasileiro de pisar em terras sagradas de Tio Sam, por causa da pandemia que rola solta em território Tupinambá. Aqui onde quarentena é regra difícil de se respeitar, por causa da pobreza do povo e também por causa do desdém que alguns atribuem à questão.

O homem do topete e cara de mau lá do império sabe que a coisa é bem mais feia lá no seu quintal. Mas também sabe que é ano de eleição e que para faturar uns votos a mais precisa conquistar o eleitor. E, pensando nisso, teve a ideia de chatear o Maduro. Não obteve, no entanto, muito sucesso na empreitada. Ameaçou, então, o Irã, e continuou a cutucar a China. Também não resolveu. Aí decidiu que deveria promover desfeita para o mais frágil, para aquele que se encontra sem liderança, e que, por isso, se curva para qualquer rosnado, e se rebaixa, dizendo que o ídolo tem razão.

E o povo desta rica e cada vez mais desprestigiada Nação se vê às voltas com contratempos os mais variados, que vão de pandemia a pandemônio político, que só faz aumentar o seu desprestígio internacional. Teme-se, inclusive, pela forma como o brasileiro, em futuro não muito distante, venha a ser tratado em terras europeias, por exemplo.

Tudo por causa do rei, que ganhou fama mundial, em razão de sua teimosia em querer navegar contra a corrente, só para aporrinhar, e que, equivocadamente, sonha com um governo só seu.



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