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Gasolina sobe R$ 0,25 com mudança na Cide

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Entidade do setor estima valor caso a taxa passe dos atuais R$ 0,10 para R$ 0,30 por litro


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

06/05/2020 | 00:01


Para socorrer as usinas produtoras de álcool e açúcar, que sofrem com a retração econômica por causa da pandemia do novo coronavírus, o governo considera aumentar a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). O imposto é cobrado na gasolina e iria dos atuais R$ 0,10 para R$ 0,30. Somado aos demais tributos, o produto poderia ficar cerca de R$ 0,25 mais caro para o consumidor, o que na região significa que voltaria aos patamares mais altos e iria da atual média, de R$ 3,82, para R$ 4,07 o litro.

A Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes) e os sindicatos do setor da revenda, incluindo o Regran (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do ABCDMR), que forneceu a estimativa, enviaram ofício à Presidência da República, no início da semana, com cópia para os ministérios de Minas Energia, Economia e Casa Civil, para pedir ao governo que não aumente o imposto nem eleve a taxa de importação dos combustíveis, conforme pedido feito pelas usinas.

“Seria uma incoerência o governo ajudar os usineiros e prejudicar os consumidores”, disse o presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda. Segundo ele, o impacto seria direto, uma vez que o valor iria ser repassado aos preços nas bombas. “As margens das revendedoras são muito baixas e não teríamos como absorver.”

Em abril, o setor de açúcar e etanol pediu pacote de medidas de apoio ao governo para ajudar as usinas a passar pelo período. Entre as reivindicações estavam o aumento da Cide, de R$ 0,10 para R$ 0,30 no litro da gasolina.

Em carta enviada ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), as revendedoras de combustíveis afirmaram que o aumento viria também em um momento completamente inoportuno para o setor, que também está em crise e amarga queda vertiginosa nas vendas, entre 50% e 75%, em média, no Brasil, assim como para os demais elos da cadeia de combustíveis. O Estado de S. Paulo apurou que as refinarias da Petrobras estão operando a 60% da capacidade.

Questionada pelo Diário sobre a produção, inclusive na unidade de Capuava, em Mauá, a estatal afirmou que, com a evolução da demanda pelos produtos “se mostrando melhor do que o esperado, optamos pelo retorno gradual para um patamar de produção média de óleo de 2,26 MMbpd (milhões de barris de óleo equivalente por dia) em abril, acompanhado de aumento do fator de utilização da capacidade do refino”, informou, em nota.

No Grande ABC, considerando os R$ 0,20 a mais da Cide, o presidente do Regran, Wagner de Souza, também estima que o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) ficaria R$ 0,05 a mais. “É muita coisa em um momento em que o consumidor já está sofrendo com redução de salário e até mesmo o desemprego. O poder aquisitivo de todo mundo diminuiu. Estamos em uma economia de guerra. Agora que o consumidor conseguiria aproveitar a gasolina abaixo dos R$ 4, não é justo ter esse aumento”, disse.

As entidades aguardam retorno do governo federal. Questionado sobre o assunto pelo Diário, o Ministério de Minas e Energia informou que as medidas para o setor sucroenergético permanecem em estudo no âmbito do governo. (com Estadão Conteúdo) 

Combustível está 11% mais barato do que no início do ano

O preço do litro da gasolina no Grande ABC, atualmente, fica em torno de R$ 3,82 nos postos. O valor é 11% mais barato do que o registrado no início do ano, quando chegava a R$ 4,30.

O valor médio da região foi calculado pelo Diário, de acordo com os dados disponibilizados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). O valor médio do etanol é de R$ 2,54 e do diesel, R$ 3,35 (veja mais informações na arte acima).

De acordo com o presidente do Regran (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do ABCDMR), Wagner de Souza, além da diminuição do valor internacional do barril de petróleo, a “lei da oferta e da procura também influenciou. O consumo está mais baixo porque a crise pegou todo mundo”, afirmou.Segundo ele, os estabelecimentos da região continuam com média de 70% de redução no movimento.

NACIONAL 

Questionada sobre os preços dos combustíveis, a Petrobras informou que, com a redução de 10% (ou R$ 0,14 por litro) desde 27 de abril, o preço médio do diesel para as distribuidoras passou a ser de R$ 1,30 por litro. Este é o menor preço praticado pela Petrobras desde 15 de julho de 2012. No acumulado do ano, a redução chega a 44,1%.

O último reajuste da gasolina foi em 21 de abril, e o valor passou a R$ 0,91 por litro nas refinarias. No acumulado de 2020, a redução é de 52,3% no valor médio. Em relação a novos reajustes nos preços dos combustíveis, ainda não há previsão.



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