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Greve quase altera sessão em S.Bernardo

Vereadores cogitam trocar horário, já que manifestantes acampam no local, mas medida é cancelada


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

27/05/2015 | 07:00


A presidência da Câmara de São Bernardo cogitou mudar o endereço da sessão que ocorre todas as quartas-feiras por conta da greve do funcionalismo público, mas recuou e, em acordo com a categoria, vai realizar os trabalhos na sede do Legislativo.

Desde a primeira semana de paralisações, alguns servidores dormem nas dependências da Câmara, principalmente nas galerias e no plenário. Em cima da hora, a mesa diretora sugeriu a alteração de local da sessão. Porém, esbarrou em prazos burocráticos – todos os 28 vereadores teriam de ser comunicados oficialmente da alteração, por exemplo.

Diálogo então teve de ser estabelecido com a direção do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) de São Bernardo. O presidente da instituição, Giovani Chagas, garantiu ao mandatário do Legislativo são-bernardense, José Luís Ferrarezi (PT), que protestos ficariam restritos à área de munícipes – funcionários que acampam no plenário deixariam o espaço para realização dos trabalhos.

A expectativa do Sindserv é ter reunião com vereadores logo no início da sessão. O objetivo é avaliar a pauta de votações e, caso não haja projetos de lei de grande relevância ou com máxima urgência de apreciação, os debates ficariam concentrados sobre a greve.

Ferrarezi, aliás, é um dos homens designados pelo prefeito Luiz Marinho (PT) para dialogar com a categoria – outros que atuam na linha de frente são os secretários de Finanças, Paulo José de Almeida, e de Administração, Augusto Pereira (PT).

“O presidente (Ferrarezi) nos garantiu que a sessão será aberta, o que é bom. Vamos tentar levar aos vereadores nossa luta”, declarou Chagas, que prometeu que os acampamentos no Legislativo continuarão.

Servidores públicos pedem 12,54% de reajuste, sendo 8,04% de reposição da inflação e 4,5% de ganho real. Na semana passada, o governo Marinho propôs 7,68%, parcelados em duas vezes – a primeira fatia retroativa a março e a segunda a ser quitada em dezembro. A oferta do Paço já foi rejeitada por assembleia de funcionários.

MAIS MANIFESTAÇÃO
Segundo dados do Sindserv, entre 4.000 e 5.000 pessoas estiveram no protesto de ontem. Novamente partiu da Praça Santa Filomena, às 6h, no Centro, mas, desta vez, seguiu para o hotel Palm Leaf, na Chácara Inglesa, onde Marinho participava de evento voltado à indústria da cidade.

“Nos fizemos ouvir. Ficamos por uma hora e meia e reforçamos nossa reivindicação”, disse Chagas. “O bom é que a greve vem crescendo gradativamente. Os servidores nos procuram porque veem que a Prefeitura não quer diálogo, não quer conversa, e já mandou esse recado claro.”

Por conta da passeata, o trânsito na região central de São Bernardo ficou caótico. Algumas das principais avenidas da cidade foram afetadas, como a Avenida Pereira Barreto, Avenida Lucas Nogueira Garcez, Avenida Brigadeiro Faria Lima e Rua Marechal Deodoro. A situação só foi normalizada por volta das 10h, quando o grupo de dispersou.



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