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Feijão e leite continuam subindo no Grande ABC

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Por outro lado, preço total da cesta básica na
região caiu 0,28% na semana, segundo Craisa


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

08/07/2016 | 07:00


Dois itens quase imprescindíveis na dieta de muitas famílias brasileiras, o feijão-carioca e o leite continuam subindo na região, segundo pesquisa da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) feita semanalmente em supermercados de seis cidades do Grande ABC, com exceção de Rio Grande da Serra.

O feijão-carioca tipo 1 teve elevação de 9,48% – foi a oitava semana seguida de alta. O preço médio do pacote de um quilo chegou a R$ 7,62, já que a cotação é feita com base no produto mais barato de cada estabelecimento. As marcas de melhor qualidade, entretanto, estão sendo vendidas entre R$ 13 e R$ 15.

O leite integral longa vida subiu 7,08% na comparação com a semana anterior e atingiu a média de R$ 3,63 o litro. Entretanto, os preços das embalagens das marcas mais conceituadas chegam perto de R$ 6.

O técnico agrícola da Craisa José Marcelo Lisboa explica que o feijão deve continuar caro pelo menos até o fim de agosto, quando será iniciada a colheita da próxima safra. “O excesso de chuvas no início do ano prejudicou o plantio, diminuindo a oferta disponível”, explica. Ele acrescenta que, ao longo de 2015, o preço médio do grão ficou baixo – inferior a R$ 3 – o que desestimulou os agricultores a produzir.

Já a alta do leite está atrelada às baixas temperaturas nas últimas semanas. “O frio estraga as pastagens, o que obriga os pecuaristas a lançar mão de rações para alimentar o gado. Isso influencia no preço final”, acrescenta Lisboa.

As carnes bovinas ficaram mais baratas no período. Os cortes de primeira qualidade recuaram 1,88% e passaram a ser vendidos a R$ 22,93 o quilo, enquanto os de segunda caíram 1,89%, chegando a R$ 16,60. O técnico da Craisa explica que a redução não era esperada e que provavelmente os preços médios foram puxados para baixo em razão de liquidações feitas pelos supermercados. A tendência seria de alta, também motivada pelos problemas nas pastagens.

O inverno também tem provocado o encarecimento dos ovos de galinha. Na última semana, a dúzia subiu 3,82%, atingindo a média de R$ 5,71. “Com o frio, os produtores precisam utilizar aquecedores nas granjas. Isso eleva o gasto com energia elétrica, o que também acaba sendo repassado ao consumidor.”

Por outro lado, a batata caiu 13,96% na semana e agora está custando, em média, R$ 6,04 o quilo. A cebola ficou 11,92% mais barata e chegou a R$ 2,66. O valor cobrado pelo tomate foi reduzido em 8,59%, para R$ 4,47.

O preço total da cesta básica, que inclui 34 produtos, ficou praticamente estável em relação à semana passada, com leve queda de 0,28%, passando a custar R$ 574,51. O grupo de alimentos em geral foi o único que ficou mais caro, com variação de 1,42% no período. Os hortifrutigranjeiros tiveram retração de 7,11%. Já os itens de limpeza doméstica e de higiene pessoal caíram 2,31% e 0,7%, respectivamente. 



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Feijão e leite continuam subindo no Grande ABC

Por outro lado, preço total da cesta básica na
região caiu 0,28% na semana, segundo Craisa

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

08/07/2016 | 07:00


Dois itens quase imprescindíveis na dieta de muitas famílias brasileiras, o feijão-carioca e o leite continuam subindo na região, segundo pesquisa da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) feita semanalmente em supermercados de seis cidades do Grande ABC, com exceção de Rio Grande da Serra.

O feijão-carioca tipo 1 teve elevação de 9,48% – foi a oitava semana seguida de alta. O preço médio do pacote de um quilo chegou a R$ 7,62, já que a cotação é feita com base no produto mais barato de cada estabelecimento. As marcas de melhor qualidade, entretanto, estão sendo vendidas entre R$ 13 e R$ 15.

O leite integral longa vida subiu 7,08% na comparação com a semana anterior e atingiu a média de R$ 3,63 o litro. Entretanto, os preços das embalagens das marcas mais conceituadas chegam perto de R$ 6.

O técnico agrícola da Craisa José Marcelo Lisboa explica que o feijão deve continuar caro pelo menos até o fim de agosto, quando será iniciada a colheita da próxima safra. “O excesso de chuvas no início do ano prejudicou o plantio, diminuindo a oferta disponível”, explica. Ele acrescenta que, ao longo de 2015, o preço médio do grão ficou baixo – inferior a R$ 3 – o que desestimulou os agricultores a produzir.

Já a alta do leite está atrelada às baixas temperaturas nas últimas semanas. “O frio estraga as pastagens, o que obriga os pecuaristas a lançar mão de rações para alimentar o gado. Isso influencia no preço final”, acrescenta Lisboa.

As carnes bovinas ficaram mais baratas no período. Os cortes de primeira qualidade recuaram 1,88% e passaram a ser vendidos a R$ 22,93 o quilo, enquanto os de segunda caíram 1,89%, chegando a R$ 16,60. O técnico da Craisa explica que a redução não era esperada e que provavelmente os preços médios foram puxados para baixo em razão de liquidações feitas pelos supermercados. A tendência seria de alta, também motivada pelos problemas nas pastagens.

O inverno também tem provocado o encarecimento dos ovos de galinha. Na última semana, a dúzia subiu 3,82%, atingindo a média de R$ 5,71. “Com o frio, os produtores precisam utilizar aquecedores nas granjas. Isso eleva o gasto com energia elétrica, o que também acaba sendo repassado ao consumidor.”

Por outro lado, a batata caiu 13,96% na semana e agora está custando, em média, R$ 6,04 o quilo. A cebola ficou 11,92% mais barata e chegou a R$ 2,66. O valor cobrado pelo tomate foi reduzido em 8,59%, para R$ 4,47.

O preço total da cesta básica, que inclui 34 produtos, ficou praticamente estável em relação à semana passada, com leve queda de 0,28%, passando a custar R$ 574,51. O grupo de alimentos em geral foi o único que ficou mais caro, com variação de 1,42% no período. Os hortifrutigranjeiros tiveram retração de 7,11%. Já os itens de limpeza doméstica e de higiene pessoal caíram 2,31% e 0,7%, respectivamente. 

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