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Cresce briga pela
Câmara de Mauá

Sem Hélcio, o presidente da Casa substituirá Donisete
Braga em licenças; secretariado e 2014 estão na pauta


Mark Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

16/11/2012 | 07:27


 

A escolha do próximo presidente da Câmara de Mauá ganha ainda mais importância com a iminente ida do vice-prefeito eleito, Hélcio Silva (PT), para Brasília. Conforme o publicado ontem pelo Diário, o petista está prestes a assumir mandato de deputado federal. Assim, caberá ao futuro comandante do Legislativo municipal governar a cidade em eventuais licenças tiradas pelo prefeito eleito, Donisete Braga (PT).

Desde o fim do segundo turno, no dia 28, dois petistas despontam como favoritos a capitanear a Casa no biênio 2013/2014: os vereadores reeleitos Marcelo Oliveira (o mais votado em outubro, com 4.334 votos), e Paulo Suares.

A disputa transcende o mero confronto entre dois quadros do petismo. Ambos representam duas das diversas alas do PT mauaense. Marcelo é ligado ao bloco liderado por Hélcio, enquanto que Suares é afilhado do vice-prefeito, Paulo Eugenio Pereira Júnior. O primeiro foi, inclusive, cotado para formar chapa com Donisete.

 

AMARRAÇÕES

A vitória no duelo passará necessariamente por outras duas discussões que também fazem efervescer o partido: a formação da equipe de governo de Donisete e a eleição de 2014. Caso a expectativa se confirme e Hélcio assuma mandato em Brasília, ele certamente será candidato à reeleição daqui a dois anos.

Neste cenário, quem teria legenda garantida para se candidatar a deputado estadual é Paulo Eugenio. A candidatura de Marcelo à Assembleia ficaria inviável justamente pela do padrinho à Câmara dos Deputados. A amarração é necessária para contemplar a vertente liderada pelo atual vice, um dos principais articuladores da candidatura de Donisete a prefeito no lugar de Oswaldo Dias, que tentava a reeleição.

Quem também afiançou o nome de Donisete na corrida pelo Paço foi o atual presidente da Câmara, Rogério Santana, líder de ala crescente no petismo mauaense. A retribuição seria o apoio da máquina à sua candidatura a deputado federal em 2014, que míngua com o ingresso de Hélcio em Brasília.

Rogério conseguiu renovar o mandato no Legislativo, mas, como comandou a Casa nos últimos quatro anos, seu nome está descartado da eleição para a presidência, em 1º de janeiro. Por isso, já era cotado para assumir a Secretaria de Serviços Urbanos de Donisete. Suas chances de ingresso no primeiro escalão aumentam com o mandato de Hélcio, que era cogitado para a Secretaria de Obras.

O prefeito eleito tem afirmado que não irá interferir na disputa pela presidência da Câmara e que só começará a discutir a formação de seu secretariado na quarta-feira. O receio de Donisete Braga em antecipar anúncios é o de melindrar quadros do partido e atrapalhar o processo de transição de governo.

 

 



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Cresce briga pela
Câmara de Mauá

Sem Hélcio, o presidente da Casa substituirá Donisete
Braga em licenças; secretariado e 2014 estão na pauta

Mark Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

16/11/2012 | 07:27


 

A escolha do próximo presidente da Câmara de Mauá ganha ainda mais importância com a iminente ida do vice-prefeito eleito, Hélcio Silva (PT), para Brasília. Conforme o publicado ontem pelo Diário, o petista está prestes a assumir mandato de deputado federal. Assim, caberá ao futuro comandante do Legislativo municipal governar a cidade em eventuais licenças tiradas pelo prefeito eleito, Donisete Braga (PT).

Desde o fim do segundo turno, no dia 28, dois petistas despontam como favoritos a capitanear a Casa no biênio 2013/2014: os vereadores reeleitos Marcelo Oliveira (o mais votado em outubro, com 4.334 votos), e Paulo Suares.

A disputa transcende o mero confronto entre dois quadros do petismo. Ambos representam duas das diversas alas do PT mauaense. Marcelo é ligado ao bloco liderado por Hélcio, enquanto que Suares é afilhado do vice-prefeito, Paulo Eugenio Pereira Júnior. O primeiro foi, inclusive, cotado para formar chapa com Donisete.

 

AMARRAÇÕES

A vitória no duelo passará necessariamente por outras duas discussões que também fazem efervescer o partido: a formação da equipe de governo de Donisete e a eleição de 2014. Caso a expectativa se confirme e Hélcio assuma mandato em Brasília, ele certamente será candidato à reeleição daqui a dois anos.

Neste cenário, quem teria legenda garantida para se candidatar a deputado estadual é Paulo Eugenio. A candidatura de Marcelo à Assembleia ficaria inviável justamente pela do padrinho à Câmara dos Deputados. A amarração é necessária para contemplar a vertente liderada pelo atual vice, um dos principais articuladores da candidatura de Donisete a prefeito no lugar de Oswaldo Dias, que tentava a reeleição.

Quem também afiançou o nome de Donisete na corrida pelo Paço foi o atual presidente da Câmara, Rogério Santana, líder de ala crescente no petismo mauaense. A retribuição seria o apoio da máquina à sua candidatura a deputado federal em 2014, que míngua com o ingresso de Hélcio em Brasília.

Rogério conseguiu renovar o mandato no Legislativo, mas, como comandou a Casa nos últimos quatro anos, seu nome está descartado da eleição para a presidência, em 1º de janeiro. Por isso, já era cotado para assumir a Secretaria de Serviços Urbanos de Donisete. Suas chances de ingresso no primeiro escalão aumentam com o mandato de Hélcio, que era cogitado para a Secretaria de Obras.

O prefeito eleito tem afirmado que não irá interferir na disputa pela presidência da Câmara e que só começará a discutir a formação de seu secretariado na quarta-feira. O receio de Donisete Braga em antecipar anúncios é o de melindrar quadros do partido e atrapalhar o processo de transição de governo.

 

 

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