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Colesterol alto pode agravar quadro de Covid

Descontrole também está associado a doenças cardíacas, que internaram 13 pessoas ao dia na região


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

06/08/2020 | 00:01


 O colesterol alto, assim como a diabete e a hipertensão, representa fator de risco em casos de Covid-19. Além disso, está diretamente relacionado a doenças cardíacas e aos óbitos em decorrência delas. No Grande ABC, de acordo com números do DataSUS, banco de dados do Ministério da Saúde, ocorreram 2.293 internações em razão de doenças cardíacas, no período de janeiro a junho deste ano, média diária de 13 casos. No mesmo período, também foram registradas 318 mortes por causa destas doenças. No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado em 8 de agosto, especialistas reforçam as medidas de cuidados e prevenção.

A professora do curso de biomedicina da Estácio, campus Conceição, Maíra de Assis Lima explica que os níveis aumentados de colesterol elevam a disponibilidade de receptores ACE2 (enzima de conversão da angiotensina 2) na superfície das células hospedeiras. “Este é o receptor que permite a entrada do vírus na célula, a infectando. Além disso, a maior exposição deste receptor na célula hospedeira também facilita a endocitose e, consequentemente, facilita a entrada do vírus no seu local de ação”, detalha a especialista.

A docente relata que a infecção aguda pelo novo coronavírus também pode levar a instabilidades nas placas de colesterol que se formam nos vasos sanguíneos de pessoas portadoras de colesterol alto, o que pode causar embolia e obstrução da microvasculatura distal, agravando ainda mais o caso. Um nível alto de colesterol também está associado às manifestações mais graves da doença.

O médico Roberto Debski alerta que as pessoas que têm o colesterol elevado normalmente têm outras comorbidades, como doenças cardiovasculares e obesidades, que estão relacionados aos casos graves de Covid-19.

Especialista em cardiologia pelo Instituto do Coração do HC (Hospital das Clínicas), Hermes Toros Xavier destaca que pequenas quantidades de colesterol são fundamentais ao organismo, pois ajudam na absorção dos nutrientes, na síntese de hormônios sexuais e na reparação dos tecidos. “O problema começa quando os níveis sanguíneos, especialmente do colesterol ruim, a fração LDL, se sustentam elevados, permitindo o seu acúmulo na parede das artérias, levando progressivamente à formação de placas, que reduzem o fluxo de sangue pelas artérias, prejudicando o funcionamento dos órgãos, em especial do coração”, pontua. “O colesterol bom, o HDL, também formado internamente, tem efeitos antagônicos aos do LDL, mas sem tanto poder de impedir os malefícios do colesterol ruim.”

Xavier lembra que não existem sintomas associados ao colesterol alto, por isso é importante manter um estilo de vida saudável, com atividades físicas e boa alimentação, além de acompanhamento médico constante. A prevenção para se manter bons níveis de colesterol deve começar ainda na infância, mas após os 40 anos, quando se agravam os fatores de risco para doenças cardiovasculares, a atenção deve ser redobrada. Tabagismo, obesidade e sedentarismo podem agravar o problema. 



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Colesterol alto pode agravar quadro de Covid

Descontrole também está associado a doenças cardíacas, que internaram 13 pessoas ao dia na região

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

06/08/2020 | 00:01


 O colesterol alto, assim como a diabete e a hipertensão, representa fator de risco em casos de Covid-19. Além disso, está diretamente relacionado a doenças cardíacas e aos óbitos em decorrência delas. No Grande ABC, de acordo com números do DataSUS, banco de dados do Ministério da Saúde, ocorreram 2.293 internações em razão de doenças cardíacas, no período de janeiro a junho deste ano, média diária de 13 casos. No mesmo período, também foram registradas 318 mortes por causa destas doenças. No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado em 8 de agosto, especialistas reforçam as medidas de cuidados e prevenção.

A professora do curso de biomedicina da Estácio, campus Conceição, Maíra de Assis Lima explica que os níveis aumentados de colesterol elevam a disponibilidade de receptores ACE2 (enzima de conversão da angiotensina 2) na superfície das células hospedeiras. “Este é o receptor que permite a entrada do vírus na célula, a infectando. Além disso, a maior exposição deste receptor na célula hospedeira também facilita a endocitose e, consequentemente, facilita a entrada do vírus no seu local de ação”, detalha a especialista.

A docente relata que a infecção aguda pelo novo coronavírus também pode levar a instabilidades nas placas de colesterol que se formam nos vasos sanguíneos de pessoas portadoras de colesterol alto, o que pode causar embolia e obstrução da microvasculatura distal, agravando ainda mais o caso. Um nível alto de colesterol também está associado às manifestações mais graves da doença.

O médico Roberto Debski alerta que as pessoas que têm o colesterol elevado normalmente têm outras comorbidades, como doenças cardiovasculares e obesidades, que estão relacionados aos casos graves de Covid-19.

Especialista em cardiologia pelo Instituto do Coração do HC (Hospital das Clínicas), Hermes Toros Xavier destaca que pequenas quantidades de colesterol são fundamentais ao organismo, pois ajudam na absorção dos nutrientes, na síntese de hormônios sexuais e na reparação dos tecidos. “O problema começa quando os níveis sanguíneos, especialmente do colesterol ruim, a fração LDL, se sustentam elevados, permitindo o seu acúmulo na parede das artérias, levando progressivamente à formação de placas, que reduzem o fluxo de sangue pelas artérias, prejudicando o funcionamento dos órgãos, em especial do coração”, pontua. “O colesterol bom, o HDL, também formado internamente, tem efeitos antagônicos aos do LDL, mas sem tanto poder de impedir os malefícios do colesterol ruim.”

Xavier lembra que não existem sintomas associados ao colesterol alto, por isso é importante manter um estilo de vida saudável, com atividades físicas e boa alimentação, além de acompanhamento médico constante. A prevenção para se manter bons níveis de colesterol deve começar ainda na infância, mas após os 40 anos, quando se agravam os fatores de risco para doenças cardiovasculares, a atenção deve ser redobrada. Tabagismo, obesidade e sedentarismo podem agravar o problema. 

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