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Mourão detalha a Santander ações do conselho da Amazônia

Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


24/07/2020 | 09:26


O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, se encontrou ontem com a cúpula do Santander, em São Paulo, para detalhar os planos e metas do Conselho da Amazônia, do qual é presidente. Em resposta, o presidente do banco espanhol, Sergio Rial, prometeu cooperar em financiamentos para o desenvolvimento da região, com destaque para a bioeconomia.

Em nota, Mourão afirmou que "o diálogo entre instituições públicas e privadas tem sido uma das ênfases do Conselho Nacional da Amazônia Legal". Segundo Mourão, o propósito é "encontrar o melhor caminho para proteger e preservar a Amazônia Legal e desenvolver o Brasil".

Na quarta-feira, o vice-presidente recebeu, no Palácio do Planalto, executivos dos três maiores bancos privados do Brasil - Santander, Bradesco e Itaú - para discutir uma agenda conjunta para a Amazônia. Pelo lado do governo, além de Mourão, estiveram presentes a ministra da Agricultura, Tereza Cristina; o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; e o presidente do BNDES, Gustavo Montezano.

Os bancos se juntam a investidores internacionais e grandes empresas brasileiras, que têm demonstrado desconforto com o efeito da questão ambiental sobre a economia brasileira. Em junho, a situação ficou ainda mais crítica quando representantes de fundos bilionários ameaçarem deixar o País caso o governo brasileiro não tome medidas contra o desmatamento da floresta amazônica, que registram novos recordes desde o ano passado.

Na noite de quarta-feira, Mourão disse ao Estadão que na reunião em Brasília foi reforçado aos representantes dos bancos que é "importante pensarem em formas de financiamento para projetos em bioeconomia, com juros melhores". "Eles não colocaram questão de perda de investimento. Agora, o que é claro hoje é que, com a agenda ambiental, todas as empresas têm uma preocupação sobre onde estão colocando seus recursos e onde estão investindo. E o que a gente vê é que a Amazônia pode ser uma solução em termos de empresas que têm atividades poluentes", afirmou Mourão.

Já agendada

A reunião do vice no Santander já estava marcada há uns dois meses. Mourão foi à sede do banco, em São Paulo, para mostrar o plano do governo para a Amazônia. O encontro teve a presença do comitê executivo e do conselho de administração do banco.

Foi mais uma parada do vice-presidente em uma espécie de "road show" que está sendo feito sobre o tema. Segundo apurou o Estadão, o fato de a reunião ter acontecido um dia depois da apresentação dos planos dos bancos sobre a Amazônia, em Brasília, foi uma coincidência. A reunião no Santander serviu mais para o governo tentar mostrar ao mercado financeiro de que está preocupado e tem uma política para a Amazônia - e não tem relação com a ação dos bancos Itaú, Santander e Bradesco, que ainda está em fase de estruturação.

Os três bancos -Bradesco, Itaú Unibanco e Santander - estavam entre os signatários de carta enviada a Mourão, que pediu, no início do mês, políticas de combate ao desmatamento na Amazônia. O documento fez defesa da agenda do desenvolvimento sustentável e solicitou o combate "inflexível e abrangente" ao desmatamento ilegal na Amazônia. Agora, depois da cobrança e com o plano anunciado na quarta-feira, os bancos têm a intenção de entregar uma forma de ajuda efetiva em relação ao assunto. (Colaboraram Fernando Scheller e Fernanda Guimarães). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Mourão detalha a Santander ações do conselho da Amazônia


24/07/2020 | 09:26


O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, se encontrou ontem com a cúpula do Santander, em São Paulo, para detalhar os planos e metas do Conselho da Amazônia, do qual é presidente. Em resposta, o presidente do banco espanhol, Sergio Rial, prometeu cooperar em financiamentos para o desenvolvimento da região, com destaque para a bioeconomia.

Em nota, Mourão afirmou que "o diálogo entre instituições públicas e privadas tem sido uma das ênfases do Conselho Nacional da Amazônia Legal". Segundo Mourão, o propósito é "encontrar o melhor caminho para proteger e preservar a Amazônia Legal e desenvolver o Brasil".

Na quarta-feira, o vice-presidente recebeu, no Palácio do Planalto, executivos dos três maiores bancos privados do Brasil - Santander, Bradesco e Itaú - para discutir uma agenda conjunta para a Amazônia. Pelo lado do governo, além de Mourão, estiveram presentes a ministra da Agricultura, Tereza Cristina; o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; e o presidente do BNDES, Gustavo Montezano.

Os bancos se juntam a investidores internacionais e grandes empresas brasileiras, que têm demonstrado desconforto com o efeito da questão ambiental sobre a economia brasileira. Em junho, a situação ficou ainda mais crítica quando representantes de fundos bilionários ameaçarem deixar o País caso o governo brasileiro não tome medidas contra o desmatamento da floresta amazônica, que registram novos recordes desde o ano passado.

Na noite de quarta-feira, Mourão disse ao Estadão que na reunião em Brasília foi reforçado aos representantes dos bancos que é "importante pensarem em formas de financiamento para projetos em bioeconomia, com juros melhores". "Eles não colocaram questão de perda de investimento. Agora, o que é claro hoje é que, com a agenda ambiental, todas as empresas têm uma preocupação sobre onde estão colocando seus recursos e onde estão investindo. E o que a gente vê é que a Amazônia pode ser uma solução em termos de empresas que têm atividades poluentes", afirmou Mourão.

Já agendada

A reunião do vice no Santander já estava marcada há uns dois meses. Mourão foi à sede do banco, em São Paulo, para mostrar o plano do governo para a Amazônia. O encontro teve a presença do comitê executivo e do conselho de administração do banco.

Foi mais uma parada do vice-presidente em uma espécie de "road show" que está sendo feito sobre o tema. Segundo apurou o Estadão, o fato de a reunião ter acontecido um dia depois da apresentação dos planos dos bancos sobre a Amazônia, em Brasília, foi uma coincidência. A reunião no Santander serviu mais para o governo tentar mostrar ao mercado financeiro de que está preocupado e tem uma política para a Amazônia - e não tem relação com a ação dos bancos Itaú, Santander e Bradesco, que ainda está em fase de estruturação.

Os três bancos -Bradesco, Itaú Unibanco e Santander - estavam entre os signatários de carta enviada a Mourão, que pediu, no início do mês, políticas de combate ao desmatamento na Amazônia. O documento fez defesa da agenda do desenvolvimento sustentável e solicitou o combate "inflexível e abrangente" ao desmatamento ilegal na Amazônia. Agora, depois da cobrança e com o plano anunciado na quarta-feira, os bancos têm a intenção de entregar uma forma de ajuda efetiva em relação ao assunto. (Colaboraram Fernando Scheller e Fernanda Guimarães). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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