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Medidas contra pandemia viram embate político em Mauá

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Empresário pré-candidato e prefeito travam disputa judicial sobre iniciativas de prevenção


Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

10/05/2020 | 07:00


Medidas para enfrentamento da pandemia de Covid-19 se converteram em queda de braço político entre o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), e o empresário José Roberto Lourencini, pré-candidato do PSDB ao Paço. Desde o mês passado, a dupla trava disputa judicial envolvendo as ações de prevenção contra a Covid-19.

Responsável por tradicional rede de supermercados na cidade, Lourencini entrou com pedido de mandado de segurança na Justiça a fim de impedir que a gestão Atila obrigue os estabelecimentos a fornecer EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) a funcionários, como máscaras e luvas, e distribuição de álcool gel aos clientes durante a pandemia, determinações estabelecidas por decreto municipal.

De um lado, o município alega que as iniciativas servem para evitar a proliferação do novo coronavírus. De outro, o empresário – que foi acompanhado por outras redes de supermercados – alega que a imposição dessas obrigações por parte do município é abuso de poder e argumenta que as normas de segurança do trabalho só podem ser fixadas pela União. Na prática, o pedido na Justiça foi para que a empresa fosse desobrigada de cumprir as normas e que ficasse isenta de punições.

Na primeira instância, a Justiça de Mauá concedeu liminar para Lourencini, mas o Paço mauaense recorreu e conseguiu suspender os efeitos da decisão no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). Nos autos, o empresário relatou dificuldades para aquisição dos equipamentos, escassez dos materiais e reportou ter sido multado pelo município. 

Paralelamente a isso, Atila também promoveu pessoalmente ações de fiscalização de preços em comércios da cidade. Nas redes sociais, Lourencini reclamou de perseguição política por ser pré-candidato. “Esta situação que está acontecendo em Mauá é atípica, é politicagem. Eu estou aparecendo em primeiro lugar nas pesquisas e em alguns pontos em segundo lugar. Peço perdão aos supermercadistas, mas esse é o único motivo. (Mauá é) A única cidade de São Paulo e do Brasil onde está tendo esta ação, porque eu sou pré-candidato a prefeito”, reclamou.

Atila, porém, não limitou a fiscalização apenas a supermercados. “Estamos recebendo várias denúncias de agências bancárias fechadas e isso acaba causando filas e colocando a vida das pessoas em risco. Não é simplesmente olhat a pessoa como cliente, mas como ser humano. Estamos de olho em todos para combater o coronavírus.”  



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Medidas contra pandemia viram embate político em Mauá

Empresário pré-candidato e prefeito travam disputa judicial sobre iniciativas de prevenção

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

10/05/2020 | 07:00


Medidas para enfrentamento da pandemia de Covid-19 se converteram em queda de braço político entre o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), e o empresário José Roberto Lourencini, pré-candidato do PSDB ao Paço. Desde o mês passado, a dupla trava disputa judicial envolvendo as ações de prevenção contra a Covid-19.

Responsável por tradicional rede de supermercados na cidade, Lourencini entrou com pedido de mandado de segurança na Justiça a fim de impedir que a gestão Atila obrigue os estabelecimentos a fornecer EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) a funcionários, como máscaras e luvas, e distribuição de álcool gel aos clientes durante a pandemia, determinações estabelecidas por decreto municipal.

De um lado, o município alega que as iniciativas servem para evitar a proliferação do novo coronavírus. De outro, o empresário – que foi acompanhado por outras redes de supermercados – alega que a imposição dessas obrigações por parte do município é abuso de poder e argumenta que as normas de segurança do trabalho só podem ser fixadas pela União. Na prática, o pedido na Justiça foi para que a empresa fosse desobrigada de cumprir as normas e que ficasse isenta de punições.

Na primeira instância, a Justiça de Mauá concedeu liminar para Lourencini, mas o Paço mauaense recorreu e conseguiu suspender os efeitos da decisão no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). Nos autos, o empresário relatou dificuldades para aquisição dos equipamentos, escassez dos materiais e reportou ter sido multado pelo município. 

Paralelamente a isso, Atila também promoveu pessoalmente ações de fiscalização de preços em comércios da cidade. Nas redes sociais, Lourencini reclamou de perseguição política por ser pré-candidato. “Esta situação que está acontecendo em Mauá é atípica, é politicagem. Eu estou aparecendo em primeiro lugar nas pesquisas e em alguns pontos em segundo lugar. Peço perdão aos supermercadistas, mas esse é o único motivo. (Mauá é) A única cidade de São Paulo e do Brasil onde está tendo esta ação, porque eu sou pré-candidato a prefeito”, reclamou.

Atila, porém, não limitou a fiscalização apenas a supermercados. “Estamos recebendo várias denúncias de agências bancárias fechadas e isso acaba causando filas e colocando a vida das pessoas em risco. Não é simplesmente olhat a pessoa como cliente, mas como ser humano. Estamos de olho em todos para combater o coronavírus.”  

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