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Rua de Mauá despenca há 11 anos


Bruno Ribeiro
Especial para o Diário

17/01/2006 | 08:19


No verão de 1995, a encosta do morro que fica embaixo da rua João Salvador Peres Toledo, no Alto da Boa Vista, em Mauá, começou a desabar, comprometendo o asfalto e colocando em risco as casas da parte de baixo do morro. Até hoje o problema não está resolvido. Os moradores consertam a guia da rua por conta própria, por falta de ação do poder público, mas não têm condições técnicas para conter o barranco, que desmorona mais a cada verão. No último dia 6, após uma forte chuva, eles chamaram a Prefeitura – como fazem todo ano –, temendo que o morro caísse de vez. Na ocasião, a administração municipal não deixou claro se as obras necessárias para resolver o problema seriam realizadas.

O morador Cícero Teodoro Pereira, 49 anos, que vive na rua João Salvador há 19, conta que as casas embaixo do barranco sofrem riscos constantes. Ele afirma que a guia que eles constroem se distancia do asfalto todos os anos. O comerciante Mauridenis Borges Gonçalvez, 52 anos, diz que, quando a Prefeitura esteve na rua dia 6, um técnico disse que a rua seria diminuída, e que ao invés do muro de arrimo, seria construída uma sarjeta nova em torno do morro desmoronando.

A Prefeitura afirma que uma das obras necessárias para a solução do problema – a drenagem do terreno – deve acontecer em até duas semanas. Os tubos para a realização da obra estão sendo adquiridos. A Secretaria de Serviços Urbanos deve elaborar um orçamento em até dois dias para verificar que tipo de obra pode ser realizada para impedir o desmoronamento do morro – seja um murro de arrimo ou um serviço paliativo.

Para verificar o problema e dar uma posição sobre o assunto ao Diário, a Prefeitura esteve no local. O morador Gonçalvez, que havia feito a denúncia, disse ter sido procurado por um engenheiro propondo que o morador convencesse o jornal a não divulgar o problema do bairro. “Ele disse que ia resolver tudo, mas que se saísse reportagem no jornal, a obra iria demorar mais e que só fariam a sarjeta. Se não saísse, eles fariam o muro, que é o que a gente quer, e em menor tempo.” A Prefeitura nega veementemente tal acusação, e informa que não é política dela esconder fatos para a população.



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Rua de Mauá despenca há 11 anos

Bruno Ribeiro
Especial para o Diário

17/01/2006 | 08:19


No verão de 1995, a encosta do morro que fica embaixo da rua João Salvador Peres Toledo, no Alto da Boa Vista, em Mauá, começou a desabar, comprometendo o asfalto e colocando em risco as casas da parte de baixo do morro. Até hoje o problema não está resolvido. Os moradores consertam a guia da rua por conta própria, por falta de ação do poder público, mas não têm condições técnicas para conter o barranco, que desmorona mais a cada verão. No último dia 6, após uma forte chuva, eles chamaram a Prefeitura – como fazem todo ano –, temendo que o morro caísse de vez. Na ocasião, a administração municipal não deixou claro se as obras necessárias para resolver o problema seriam realizadas.

O morador Cícero Teodoro Pereira, 49 anos, que vive na rua João Salvador há 19, conta que as casas embaixo do barranco sofrem riscos constantes. Ele afirma que a guia que eles constroem se distancia do asfalto todos os anos. O comerciante Mauridenis Borges Gonçalvez, 52 anos, diz que, quando a Prefeitura esteve na rua dia 6, um técnico disse que a rua seria diminuída, e que ao invés do muro de arrimo, seria construída uma sarjeta nova em torno do morro desmoronando.

A Prefeitura afirma que uma das obras necessárias para a solução do problema – a drenagem do terreno – deve acontecer em até duas semanas. Os tubos para a realização da obra estão sendo adquiridos. A Secretaria de Serviços Urbanos deve elaborar um orçamento em até dois dias para verificar que tipo de obra pode ser realizada para impedir o desmoronamento do morro – seja um murro de arrimo ou um serviço paliativo.

Para verificar o problema e dar uma posição sobre o assunto ao Diário, a Prefeitura esteve no local. O morador Gonçalvez, que havia feito a denúncia, disse ter sido procurado por um engenheiro propondo que o morador convencesse o jornal a não divulgar o problema do bairro. “Ele disse que ia resolver tudo, mas que se saísse reportagem no jornal, a obra iria demorar mais e que só fariam a sarjeta. Se não saísse, eles fariam o muro, que é o que a gente quer, e em menor tempo.” A Prefeitura nega veementemente tal acusação, e informa que não é política dela esconder fatos para a população.

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