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Governistas querem usar CPs para evitar nova CPI


Do Diário do Grande ABC

20/08/1999 | 14:59


Diante do fracasso da estratégia montada para rejeitar as comissoes parlamentares de inquérito (CPIs) governista e da oposiçao e da divisao existente no bloco da situaçao na Câmara Municipal de Sao Paulo, os vereadores que apoiam ao prefeito Celso Pitta (sem partido) poderao usar as comissoes processantes (CPs) que julgam a procedência ou nao das acusaçoes de irregularidades apresentadas pela CPI dos Fiscais contra os vereadores José Izar (PFL) e Maeli Vergniano (sem partido) como uma estratégia para reduzir a pressao para aprovaçao de uma nova comissao.

As CPs criadas para julgar Izar e Maeli, respectivamente acusados de usar em benefício próprio as Administraçoes Regionais (ARs) da Lapa e de Pirituba, na zona oeste, devem apresentar os relatórios finais até o fim da próxima semana. Se os dois vereadores perderem os mandatos em plenário, os governistas acreditam que o tema CPI poderá perder força.

O risco, entendem os próprios governistas, é se apenas um for considerado culpado das acusaçoes pelos demais parlamentares. Eles avaliam que um resultado nesse sentido poderia aumentar o "combustível" para uma nova comissao na Câmara.

Um dos vereadores que apostam num eventual efeito positivo das prováveis cassaçoes é o ex-vice-líder do governo na Câmara José Viviani Ferraz (PL). Ele acredita que a bancada governista deveria aguardar o resultado do julgamento de Izar e Maeli para depois levar adiante a estratégia de sepultar as CPIs.

O vereador Miguel Colasuonno (PPB), que preside a CP encarrega de analisar as denúncias formalizadas contra Maeli, disse que permitirá o uso político das comissoes. Colasuonno, que tem defendido uma terceira via para o impasse das CPIs, mas votou contra o requerimento das oposiçoes, acredita que tentar usar politicamente as CPs seria um "erro fatal".

Os vereadores da oposiçao sabem que a intençao dos governistas, ao tentar antecipar os resultados das CPs, pode ser reduzir a atençao sobre a discussao de uma nova CPI. No entanto preferiram nao alimentar uma nova polêmica. "Se as Comissoes Processantes recomendarem as cassaçoes e o plenário conseguir ratificar essa decisao, a Câmara estará demonstrando para a opiniao pública que tem maturidade para punir vereadores culpados e reforçando o trabalho das comissoes parlamentares, que recolheram as provas e apresentaram as denúncias para esse trabalho", avaliou o vereador José Eduardo Martins Carodozo (PT), ex-presidente da CPI dos Fiscais.

Uma ala do bloco governista ainda insiste em aprovar rapidamente o Código de Ética e a Corregedoria da Câmara Municipal como uma forma de demonstrar para a sociedade que estao dispostos a adotar mecanismos para apurar com mais agilidade denúncias de irregularidades.

Outros integrantes desse bloco entendem que qualquer medida que nao seja a CPI será interpretada como mais uma manobra política para evitar que as denúncias sejam investigadas. "Reconheço que a Câmara ficou encalacrada", resumiu Colasuonno.

A soluçao, na opiniao de Colasuonno, seria propor um terceiro pedido de CPI negociado com todas as bancadas. A intençao é delimitar os objetos da investigaçao, proposta que dificilmente será aceita pelos partidos de oposiçao.



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Governistas querem usar CPs para evitar nova CPI

Do Diário do Grande ABC

20/08/1999 | 14:59


Diante do fracasso da estratégia montada para rejeitar as comissoes parlamentares de inquérito (CPIs) governista e da oposiçao e da divisao existente no bloco da situaçao na Câmara Municipal de Sao Paulo, os vereadores que apoiam ao prefeito Celso Pitta (sem partido) poderao usar as comissoes processantes (CPs) que julgam a procedência ou nao das acusaçoes de irregularidades apresentadas pela CPI dos Fiscais contra os vereadores José Izar (PFL) e Maeli Vergniano (sem partido) como uma estratégia para reduzir a pressao para aprovaçao de uma nova comissao.

As CPs criadas para julgar Izar e Maeli, respectivamente acusados de usar em benefício próprio as Administraçoes Regionais (ARs) da Lapa e de Pirituba, na zona oeste, devem apresentar os relatórios finais até o fim da próxima semana. Se os dois vereadores perderem os mandatos em plenário, os governistas acreditam que o tema CPI poderá perder força.

O risco, entendem os próprios governistas, é se apenas um for considerado culpado das acusaçoes pelos demais parlamentares. Eles avaliam que um resultado nesse sentido poderia aumentar o "combustível" para uma nova comissao na Câmara.

Um dos vereadores que apostam num eventual efeito positivo das prováveis cassaçoes é o ex-vice-líder do governo na Câmara José Viviani Ferraz (PL). Ele acredita que a bancada governista deveria aguardar o resultado do julgamento de Izar e Maeli para depois levar adiante a estratégia de sepultar as CPIs.

O vereador Miguel Colasuonno (PPB), que preside a CP encarrega de analisar as denúncias formalizadas contra Maeli, disse que permitirá o uso político das comissoes. Colasuonno, que tem defendido uma terceira via para o impasse das CPIs, mas votou contra o requerimento das oposiçoes, acredita que tentar usar politicamente as CPs seria um "erro fatal".

Os vereadores da oposiçao sabem que a intençao dos governistas, ao tentar antecipar os resultados das CPs, pode ser reduzir a atençao sobre a discussao de uma nova CPI. No entanto preferiram nao alimentar uma nova polêmica. "Se as Comissoes Processantes recomendarem as cassaçoes e o plenário conseguir ratificar essa decisao, a Câmara estará demonstrando para a opiniao pública que tem maturidade para punir vereadores culpados e reforçando o trabalho das comissoes parlamentares, que recolheram as provas e apresentaram as denúncias para esse trabalho", avaliou o vereador José Eduardo Martins Carodozo (PT), ex-presidente da CPI dos Fiscais.

Uma ala do bloco governista ainda insiste em aprovar rapidamente o Código de Ética e a Corregedoria da Câmara Municipal como uma forma de demonstrar para a sociedade que estao dispostos a adotar mecanismos para apurar com mais agilidade denúncias de irregularidades.

Outros integrantes desse bloco entendem que qualquer medida que nao seja a CPI será interpretada como mais uma manobra política para evitar que as denúncias sejam investigadas. "Reconheço que a Câmara ficou encalacrada", resumiu Colasuonno.

A soluçao, na opiniao de Colasuonno, seria propor um terceiro pedido de CPI negociado com todas as bancadas. A intençao é delimitar os objetos da investigaçao, proposta que dificilmente será aceita pelos partidos de oposiçao.

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