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Demora do TRE-SP trava decisões no reduto governista


Cynthia Tavares
Do Diário do Grande ABC

18/08/2012 | 06:43


O grupo político alinhado ao governo de Ribeirão Pires está de mãos atadas. Com mais uma semana sem saber se a Justiça Eleitoral irá deferir ou não o registro do vice-prefeito Edinaldo de Menezes, o Dedé (PPS), indicado pela administração para concorrer ao Paço, o prefeito Clóvis Volpi (PV) admite que só resta esperar a votação do recurso impetrado para reverter a situação jurídica.

Os advogados que cuidam da defesa do popular-socialista junto ao TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) acreditavam que o veredicto dos juízes fosse sair até dia 15, mas a expectativa não foi atingida. “Temos que aguardar, não há outro jeito. Vamos esperar o julgamento e ver o que vai acontecer”, afirma o chefe do Executivo.

Dedé teve o registro de candidatura indeferido após a Justiça Eleitoral de Ribeirão entender que o vice-prefeito está enquadrado na Lei da Ficha Limpa, pois foi condenado por abuso de poder econômico na eleição de 2004. A pena prevista para o crime era três anos, mas após a legislação aprovada em 2010, o prazo subiu para oito anos. A defesa entende que, se condenado, o governista pagará duas vezes pelo mesmo crime, pois ficou inelegível de 2004 a 2007.

Volpi destaca que Dedé continua a campanha normalmente, apesar de o governista ter evitado realizar caminhadas pelos bairros nas últimas semanas. “Ele não está impedido de ir para a rua. O que será julgado é o mérito da ação. As pesquisas apontam bom desempenho do nosso candidato”, reitera o prefeito. A expectativa é que o trabalho na rua retorne hoje com bandeiraço pelo Centro.

O problema na demora do TRE para julgar o caso é a possibilidade de derrota. Neste caso, governistas ligados ao chefe do Executivo defendem a substituição do vice-prefeito, enquanto outra ala deseja recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em busca da manutenção do popular-socialista.

Nos bastidores comenta-se que o prefeito estaria recuando da decisão de substituir o nome. O entendimento é que ficaria inviável fazer campanha majoritária como novo candidato num curto espaço de tempo.

Volpi alega que o ideal seria trocar o cabeça da chapa até 45 dias antes do pleito marcado para 7 de outubro. O prazo apertado faz o discurso ser mais cauteloso. “Temos que esperar. O que nós vamos fazer agora? Sair pela rua igual um louco, bater em todo mundo sem pensar?”, questiona o verde.



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