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Os acidentes do deficit habitacional

O Minha Casa, Minha Vida já mostrou que pode ser a solução. Falta determinação política para resolver um assunto que beneficia a sociedade


Cláudio Conz

13/09/2012 | 00:00


Não posso deixar de comentar o que está acontecendo nas comunidades carentes de São Paulo. Temos visto dia a dia dezenas de incêndios acometendo as favelas, que têm deixado centenas de famílias desabrigadas, em condições ainda mais precárias que aquelas vividas em suas casas - verdadeiros puxadinhos - construídas de forma inapropriada. O ar seco, aliado à falta de estrutura e às condições ruins das instalações elétricas tornam estes locais perigosos, mesmo com a organização de brigadas de incêndio de moradores.

Estes acontecimentos têm relação direta com a questão do deficit habitacional brasileiro. São mais de 6 milhões de moradias literalmente em falta para nossa população. Quando paramos para analisar, apenas na cidade de São Paulo, temos cerca de 1.632 comunidades como estas. Como fazer para que toda essa gente possa ter moradia adequada, com qualidade de vida, acesso à rede elétrica, à rede de água e esgoto, que tenham um endereço legalizado?

O Minha Casa, Minha Vida já mostrou que pode ser a solução. O que esta faltando é determinação política para resolver um assunto que beneficia a sociedade em vez da visão errada de que solucionando beneficia este ou aquele partido político.

Você já parou para pensar no papel deste consumidor na redução do deficit habitacional? Pesquisas da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), entidade que presido, revelam que 77% do que se vende no Brasil nos dias de hoje é para o consumidor ‘formiga', ou seja, aquele que ele mesmo compra os materiais, contrata (e até mesmo executa) a obra, sem a interferência de outros profissionais, como arquitetos ou construtoras.

Também se está perdendo enorme oportunidade de melhoria da renda. A formação profissional de um homem ou mulher como pintor ou colocador de cerâmica leva 30 dias e representa hoje garantia de ganho muito superior à renda media das pessoas destas comunidades.

Se conseguirmos dar acesso ao material de construção para esse consumidor, imagine só o quanto ele não pode trabalhar pela melhoria das nossas cidades, sua capacidade de diminuir nosso deficit habitacional é gigantesca. É com essa postura que iniciativas públicas e privadas necessitam trabalhar. Ocupar as áreas centrais das cidades hoje degradadas e com baixo uso habitacional também ajudaria, pois essas localidades já são dotadas de infraestrutura e empregos notadamente nas áreas de serviços rápida e facilmente qualificáveis.



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Os acidentes do deficit habitacional

O Minha Casa, Minha Vida já mostrou que pode ser a solução. Falta determinação política para resolver um assunto que beneficia a sociedade

Cláudio Conz

13/09/2012 | 00:00


Não posso deixar de comentar o que está acontecendo nas comunidades carentes de São Paulo. Temos visto dia a dia dezenas de incêndios acometendo as favelas, que têm deixado centenas de famílias desabrigadas, em condições ainda mais precárias que aquelas vividas em suas casas - verdadeiros puxadinhos - construídas de forma inapropriada. O ar seco, aliado à falta de estrutura e às condições ruins das instalações elétricas tornam estes locais perigosos, mesmo com a organização de brigadas de incêndio de moradores.

Estes acontecimentos têm relação direta com a questão do deficit habitacional brasileiro. São mais de 6 milhões de moradias literalmente em falta para nossa população. Quando paramos para analisar, apenas na cidade de São Paulo, temos cerca de 1.632 comunidades como estas. Como fazer para que toda essa gente possa ter moradia adequada, com qualidade de vida, acesso à rede elétrica, à rede de água e esgoto, que tenham um endereço legalizado?

O Minha Casa, Minha Vida já mostrou que pode ser a solução. O que esta faltando é determinação política para resolver um assunto que beneficia a sociedade em vez da visão errada de que solucionando beneficia este ou aquele partido político.

Você já parou para pensar no papel deste consumidor na redução do deficit habitacional? Pesquisas da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), entidade que presido, revelam que 77% do que se vende no Brasil nos dias de hoje é para o consumidor ‘formiga', ou seja, aquele que ele mesmo compra os materiais, contrata (e até mesmo executa) a obra, sem a interferência de outros profissionais, como arquitetos ou construtoras.

Também se está perdendo enorme oportunidade de melhoria da renda. A formação profissional de um homem ou mulher como pintor ou colocador de cerâmica leva 30 dias e representa hoje garantia de ganho muito superior à renda media das pessoas destas comunidades.

Se conseguirmos dar acesso ao material de construção para esse consumidor, imagine só o quanto ele não pode trabalhar pela melhoria das nossas cidades, sua capacidade de diminuir nosso deficit habitacional é gigantesca. É com essa postura que iniciativas públicas e privadas necessitam trabalhar. Ocupar as áreas centrais das cidades hoje degradadas e com baixo uso habitacional também ajudaria, pois essas localidades já são dotadas de infraestrutura e empregos notadamente nas áreas de serviços rápida e facilmente qualificáveis.

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