Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 6 de Abril

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Cultura & Lazer

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Respeito pela história


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

13/09/2009 | 07:00


Basta verificar a diversidade de títulos lançados entre janeiro e agosto para comprovar que a produção cinematográfica brasileira nunca esteve tão afinada com os documentários musicais. Filmes como Waldick Soriano – Sempre no Meu Coração, estreia da atriz Patricia Pillar como diretora, e Loki – cinebiografia do ex-Mutante Arnaldo Baptista dirigida por Paulo Henrique Fontenelle – são apenas dois exemplos da lista numerosa.

A mais recente prova do prestígio dessa linguagem foi dada pela MTV, que criou categoria para o gênero na edição deste ano do VMB (Video Music Brasil), marcada para o dia 1º, no Credicard Hall, em São Paulo. “Antes de começarmos a discutir sobre categorias, chamou a atenção a quantidade de documentários musicais neste ano, que é rara. Também queríamos fazer um VMB que fosse mais abrangente para a audiência”, explica o diretor Cacá Marcondes.

CONCORRÊNCIA
Entre os concorrentes estão Coração Vagabundo, do diretor Fernando Grostein Andrade sobre Caetano Veloso, e Titãs – A Vida Até Parece uma Festa, de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves. Recém-lançado em DVD, o memorável filme sobre a banda paulistana – que teve público de 15 mil espectadores, entre janeiro e junho –, conta com apoio cultural da MTV. A emissora também o exibiu recentemente em programação dedicada a documentários.

Marcondes não vê problemas nessa suposta parcialidade. “A isenção total manda a gente eliminar os que têm relação conosco. Por outro lado, consideramos nossa avaliação importante e não seria justo com a audiência não colocar o filme para concorrer porque nós apoiamos.” Em todas as categorias, o telespectador escolhe o premiado.
 
RESGATE HISTÓRICO
Para André Saddy, produtor executivo de Loki, a abundância de lançamentos tem relação com a crescente preocupação dos diretores em relação à preservação de patrimônios históricos, o que inclui a música.

Além disso, ele acredita que houve mudança na percepção sobre o gênero. “As pessoas ficavam assustadas com documentários. Imaginavam que era uma coisa chata e careta, geralmente com narração.”

Primeira produção do Canal Brasil, o filme também teve público pagante de 15 mil pessoas e foi premiado em festivais como a Mostra Internacional de São Paulo e Cine Fest Petrobras Brasil-NY, realizado em Nova York. Em novembro, será lançado em DVD.
 
DIFERENTES VISÕES
Codiretor de Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, Micael Langer apresenta outra visão sobre o boom dos documentários. “A quantidade de lançamentos é reflexo do maior número de projetos conseguindo recursos para financiamento. Não há relação direta com o público nesse sentido. Quanto ao sucesso, ele é relativo, pois se compararmos os números de bilheteria com os filmes de ficção, há diferença grande”.

O elogiado filme sobre o cantor Wilson Simonal – realizado por Langer em parceria com Claudio Manoel e Calvito Leal – está em cartaz há cerca de quatro meses e foi visto por 70.919 pessoas.

Codiretor de documentário sobre o cantor Herbert Vianna que estreia em outubro, o cineasta Pedro Bronz acredita que a atual demanda tem relação com a maior popularidade da música em relação a outras manifestações artísticas. “É a arte que está anos-luz na frente de todas as outras produções culturais de nosso povo, nosso imaginário popular. Nada mais natural do que fazer filmes sobre esses grandes artistas.”



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Respeito pela história

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

13/09/2009 | 07:00


Basta verificar a diversidade de títulos lançados entre janeiro e agosto para comprovar que a produção cinematográfica brasileira nunca esteve tão afinada com os documentários musicais. Filmes como Waldick Soriano – Sempre no Meu Coração, estreia da atriz Patricia Pillar como diretora, e Loki – cinebiografia do ex-Mutante Arnaldo Baptista dirigida por Paulo Henrique Fontenelle – são apenas dois exemplos da lista numerosa.

A mais recente prova do prestígio dessa linguagem foi dada pela MTV, que criou categoria para o gênero na edição deste ano do VMB (Video Music Brasil), marcada para o dia 1º, no Credicard Hall, em São Paulo. “Antes de começarmos a discutir sobre categorias, chamou a atenção a quantidade de documentários musicais neste ano, que é rara. Também queríamos fazer um VMB que fosse mais abrangente para a audiência”, explica o diretor Cacá Marcondes.

CONCORRÊNCIA
Entre os concorrentes estão Coração Vagabundo, do diretor Fernando Grostein Andrade sobre Caetano Veloso, e Titãs – A Vida Até Parece uma Festa, de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves. Recém-lançado em DVD, o memorável filme sobre a banda paulistana – que teve público de 15 mil espectadores, entre janeiro e junho –, conta com apoio cultural da MTV. A emissora também o exibiu recentemente em programação dedicada a documentários.

Marcondes não vê problemas nessa suposta parcialidade. “A isenção total manda a gente eliminar os que têm relação conosco. Por outro lado, consideramos nossa avaliação importante e não seria justo com a audiência não colocar o filme para concorrer porque nós apoiamos.” Em todas as categorias, o telespectador escolhe o premiado.
 
RESGATE HISTÓRICO
Para André Saddy, produtor executivo de Loki, a abundância de lançamentos tem relação com a crescente preocupação dos diretores em relação à preservação de patrimônios históricos, o que inclui a música.

Além disso, ele acredita que houve mudança na percepção sobre o gênero. “As pessoas ficavam assustadas com documentários. Imaginavam que era uma coisa chata e careta, geralmente com narração.”

Primeira produção do Canal Brasil, o filme também teve público pagante de 15 mil pessoas e foi premiado em festivais como a Mostra Internacional de São Paulo e Cine Fest Petrobras Brasil-NY, realizado em Nova York. Em novembro, será lançado em DVD.
 
DIFERENTES VISÕES
Codiretor de Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, Micael Langer apresenta outra visão sobre o boom dos documentários. “A quantidade de lançamentos é reflexo do maior número de projetos conseguindo recursos para financiamento. Não há relação direta com o público nesse sentido. Quanto ao sucesso, ele é relativo, pois se compararmos os números de bilheteria com os filmes de ficção, há diferença grande”.

O elogiado filme sobre o cantor Wilson Simonal – realizado por Langer em parceria com Claudio Manoel e Calvito Leal – está em cartaz há cerca de quatro meses e foi visto por 70.919 pessoas.

Codiretor de documentário sobre o cantor Herbert Vianna que estreia em outubro, o cineasta Pedro Bronz acredita que a atual demanda tem relação com a maior popularidade da música em relação a outras manifestações artísticas. “É a arte que está anos-luz na frente de todas as outras produções culturais de nosso povo, nosso imaginário popular. Nada mais natural do que fazer filmes sobre esses grandes artistas.”

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;