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Começa obra do piscinão Oratório


Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

13/12/2005 | 08:16


Começaram segunda-feira as obras para construção do piscinão do córrego do Oratório, o 17º da região. O reservatório ficará em Santo André, próximo à divisa com a zona Leste de São Paulo, e deve ser entregue em fevereiro de 2007, 14 meses depois do início dos trabalhos e já no final da temporada de chuvas de verão. Com capacidade para armazenar até 300 mil litros de água, o piscinão será o quarto maior do Grande ABC.

A construção do reservatório estava prevista no plano de macrodrenagem do Estado. Mas o dinheiro para obra – R$ 22 milhões – só foi liberado em maio deste ano, após enchente que causou o transbordamento do rio Tietê, em São Paulo. Na época, a previsão era de que os trabalhos começassem em setembro. O atraso de quase três meses ocorreu por problemas na liberação do terreno onde ficará o piscinão.

Segundo o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) – órgão estadual responsável pelos piscinões –, as prefeituras de São Paulo e Santo André não teriam entregue a área dentro do prazo necessário para o início dos trabalhos na data prevista no cronograma. Procurada pelo Diário, a Prefeitura de Santo André nega que tenha havido atraso na liberação do terreno e atribui a demora nas obras ao processo de licitação. Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de São Paulo não se pronunciou sobre o assunto.

Quando estiver concluído, o piscinão do Oratório beneficiará seis bairros: Jardim das Maravilhas, Utinga e Vila Cosmópolis, em Santo André; jardins Adutora e Alzira e Vila Mendes, em São Paulo.

Atrasos – O piscinão do Oratório não é o único que enfrenta problemas. Outros três reservatórios em construção estão com o cronograma de obras atrasado. Dois deles, em Osasco, tiveram problemas no processo licitatório para escolha da empreiteira responsável pela obra. Outro, em São Bernardo, também deve ser entregue após o prazo previsto, mas por conta de um processo judicial.

Em junho, pouco antes do início das obras, o DAEE assinou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público que alterava o projeto do piscinão do Taboão, que captará até 400 mil litros de água do ribeirão dos Couros e amenizará as cheias na ponte do km 13 da via Anchieta. A ação foi movida em dezembro de 2004 pelo Compach (Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural) de São Bernardo.

No processo, a entidade alega que a área – que pertencia à chácara do ex-prefeito de São Bernardo Lauro Gomes – possui um rico acervo de espécies de árvores, como quaresmeiras, palmeiras, tapiás e pinheiros. Pelo TAC, deverão ser preservados cerca de 4 mil m² dos 70 mil m² do terreno na avenida Taboão. Com isso, o reservatório que deveria ser entregue em setembro de 2006, antes da temporada de chuvas, só ficará pronto “no final do ano”.

Em meio a essa série de alterações, o governo do Estado remanejou 47% dos R$ 35,5 milhões previstos na construção dos piscinões para esse ano para as obras de rebaixamento da calha do rio Tietê, em São Paulo. Sendo os piscinões e o rebaixamento classificados como obras de drenagem, não foi necessária alteração no orçamento do governo do Estado para mudança de investimento.


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Começa obra do piscinão Oratório

Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

13/12/2005 | 08:16


Começaram segunda-feira as obras para construção do piscinão do córrego do Oratório, o 17º da região. O reservatório ficará em Santo André, próximo à divisa com a zona Leste de São Paulo, e deve ser entregue em fevereiro de 2007, 14 meses depois do início dos trabalhos e já no final da temporada de chuvas de verão. Com capacidade para armazenar até 300 mil litros de água, o piscinão será o quarto maior do Grande ABC.

A construção do reservatório estava prevista no plano de macrodrenagem do Estado. Mas o dinheiro para obra – R$ 22 milhões – só foi liberado em maio deste ano, após enchente que causou o transbordamento do rio Tietê, em São Paulo. Na época, a previsão era de que os trabalhos começassem em setembro. O atraso de quase três meses ocorreu por problemas na liberação do terreno onde ficará o piscinão.

Segundo o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) – órgão estadual responsável pelos piscinões –, as prefeituras de São Paulo e Santo André não teriam entregue a área dentro do prazo necessário para o início dos trabalhos na data prevista no cronograma. Procurada pelo Diário, a Prefeitura de Santo André nega que tenha havido atraso na liberação do terreno e atribui a demora nas obras ao processo de licitação. Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de São Paulo não se pronunciou sobre o assunto.

Quando estiver concluído, o piscinão do Oratório beneficiará seis bairros: Jardim das Maravilhas, Utinga e Vila Cosmópolis, em Santo André; jardins Adutora e Alzira e Vila Mendes, em São Paulo.

Atrasos – O piscinão do Oratório não é o único que enfrenta problemas. Outros três reservatórios em construção estão com o cronograma de obras atrasado. Dois deles, em Osasco, tiveram problemas no processo licitatório para escolha da empreiteira responsável pela obra. Outro, em São Bernardo, também deve ser entregue após o prazo previsto, mas por conta de um processo judicial.

Em junho, pouco antes do início das obras, o DAEE assinou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público que alterava o projeto do piscinão do Taboão, que captará até 400 mil litros de água do ribeirão dos Couros e amenizará as cheias na ponte do km 13 da via Anchieta. A ação foi movida em dezembro de 2004 pelo Compach (Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural) de São Bernardo.

No processo, a entidade alega que a área – que pertencia à chácara do ex-prefeito de São Bernardo Lauro Gomes – possui um rico acervo de espécies de árvores, como quaresmeiras, palmeiras, tapiás e pinheiros. Pelo TAC, deverão ser preservados cerca de 4 mil m² dos 70 mil m² do terreno na avenida Taboão. Com isso, o reservatório que deveria ser entregue em setembro de 2006, antes da temporada de chuvas, só ficará pronto “no final do ano”.

Em meio a essa série de alterações, o governo do Estado remanejou 47% dos R$ 35,5 milhões previstos na construção dos piscinões para esse ano para as obras de rebaixamento da calha do rio Tietê, em São Paulo. Sendo os piscinões e o rebaixamento classificados como obras de drenagem, não foi necessária alteração no orçamento do governo do Estado para mudança de investimento.

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