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Vizinhos choram fim de bosque


Bruno Ribeiro
Especial para o Diário

07/03/2006 | 08:29


Um bosque de quase 50 anos que ficava na entrada do Hospital São Caetano, na rua Espírito Santo, em São Caetano, está sendo completamente destruído. A decisão da derrubada das sete árvores trouxe tristeza e revolta a parte da vizinhança, acostumada com a área verde do quarteirão. A direção do hospital argumenta que as árvores estavam tomadas por cupins e que estavam causando danos ao piso da entrada do prédio. Por esse motivo, não havia outra alterntiva senão retirá-las. No local, haverá plantio de árvores de menor porte e será realizado o alinhamento do piso da entrada do hospital.

O diretor do hospital, Antônio Pedro Maida, diz que as espécies derrubadas não eram nativas da região. Além dos perigos causados por uma eventual queda de galhos provocada pelos cupins, o diretor afirma que as espécies traziam muito pólen para a entrada do hospital, o que não é adequado para pessoas com doenças respiratórias que freqüentam o local. Há projeto de reforma ampla na entrada do prédio, com o plantio de árvores de pequeno porte e espécies frutíferas, segundo ele.

A Prefeitura confirma que o hospital solicitou a retirada das árvores – que estão dentro da área particular do hospital. O pedido foi encaminhado ao Fórum da cidade. Uma vistoria foi feita e a solicitação consentida. Equipes da Prefeitura deram suporte ao hospital durante a retirada das plantas, que deve terminar nesta terça.

Alguns, como o aposentado Pedro da Costa Cardoso, 90 anos, lamentam o fim do bosque do hospital. Morador de uma casa em frente ao Hospital São Caetano desde 1949, Cardoso diz ter visto todas as árvores serem plantadas no local, entre 30 e 50 anos atrás. “Agora não adianta, elas vieram abaixo. Isso aqui era um oásis, dá muita tristeza ver como está ficando.”

A comerciante Edith Aparecida Rossi começou a trabalhar em frente ao hospital há cerca de um ano, e quando chegou encontrou o bosque repleto. “Não condeno o hospital, já que não tinha outro jeito. Mas todos ficamos muito chateados com essa história.”



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