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Melhor perspectiva econômica justifica mais altas de juros pelo Fed, diz Mester



14/05/2018 | 04:58


A presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em Cleveland, Loretta Mester, disse nesta segunda-feira que a melhora da economia americana pode significar que a instituição terá de elevar juros mais vezes do que o esperado.

"Com a política fiscal mudando de restritiva para estimulante, a economia crescendo acima da tendência, e os investimentos aumentando, a taxa de equilíbrio de curto prazo está aumentando também", disse Mester em discurso feito durante evento em Paris.

Segundo Mester, à medida que a expansão continuar, o Fed, para atingir suas metas de inflação estável e desemprego baixo, poderá ter de elevar sua taxa básica de juros, durante algum tempo, acima do nível que deverá prevalecer no longo prazo.

Mester, que vota nas reuniões de política monetária do Fed este ano, é uma firme defensora de juros mais altos. O Fed elevou seu juro básico em 0,25 ponto porcentual em março, para uma faixa de 1,5% a 1,75%. Na ocasião, os dirigentes do BC americano também sugeriram que virão mais dois aumentos de juros em 2018, mas recentes dados fortes do mercado de trabalho e crescentes pressões de preços levam analistas a especular sobre a possibilidade de quatro altas de juros este ano.

A mediana das previsões de dirigentes do Fed para o chamado nível neutro da taxa básica é de 3%. Mester lembrou que o gráfico de pontos mais recente do Fed prevê os juros acima de 3% em 2020. "Obviamente, 2020 ainda está distante e a trajetória de política que será de fato seguida responderá a mudanças na perspectiva", ressaltou.

Ainda de acordo com Mester, a economia dos EUA vem apresentando um desempenho muito bom e assim deverá continuar. "Ao longo deste e do próximo ano, espero que a produção cresça acima da tendência, que o mercado de trabalho continue forte e que inflação se torne mais firme.

Para Mester, o mercado de trabalho já deve ter superado o pleno emprego e a inflação deverá se mover de maneira sustentável em direção à meta de 2% do Fed em um ou dois anos.

Neste ambiente, o Fed deverá continuar com seus aumentos graduais de juros, de forma a evitar o superaquecimento da economia, disse Mester. Fonte: Dow Jones Newswires.



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Melhor perspectiva econômica justifica mais altas de juros pelo Fed, diz Mester


14/05/2018 | 04:58


A presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em Cleveland, Loretta Mester, disse nesta segunda-feira que a melhora da economia americana pode significar que a instituição terá de elevar juros mais vezes do que o esperado.

"Com a política fiscal mudando de restritiva para estimulante, a economia crescendo acima da tendência, e os investimentos aumentando, a taxa de equilíbrio de curto prazo está aumentando também", disse Mester em discurso feito durante evento em Paris.

Segundo Mester, à medida que a expansão continuar, o Fed, para atingir suas metas de inflação estável e desemprego baixo, poderá ter de elevar sua taxa básica de juros, durante algum tempo, acima do nível que deverá prevalecer no longo prazo.

Mester, que vota nas reuniões de política monetária do Fed este ano, é uma firme defensora de juros mais altos. O Fed elevou seu juro básico em 0,25 ponto porcentual em março, para uma faixa de 1,5% a 1,75%. Na ocasião, os dirigentes do BC americano também sugeriram que virão mais dois aumentos de juros em 2018, mas recentes dados fortes do mercado de trabalho e crescentes pressões de preços levam analistas a especular sobre a possibilidade de quatro altas de juros este ano.

A mediana das previsões de dirigentes do Fed para o chamado nível neutro da taxa básica é de 3%. Mester lembrou que o gráfico de pontos mais recente do Fed prevê os juros acima de 3% em 2020. "Obviamente, 2020 ainda está distante e a trajetória de política que será de fato seguida responderá a mudanças na perspectiva", ressaltou.

Ainda de acordo com Mester, a economia dos EUA vem apresentando um desempenho muito bom e assim deverá continuar. "Ao longo deste e do próximo ano, espero que a produção cresça acima da tendência, que o mercado de trabalho continue forte e que inflação se torne mais firme.

Para Mester, o mercado de trabalho já deve ter superado o pleno emprego e a inflação deverá se mover de maneira sustentável em direção à meta de 2% do Fed em um ou dois anos.

Neste ambiente, o Fed deverá continuar com seus aumentos graduais de juros, de forma a evitar o superaquecimento da economia, disse Mester. Fonte: Dow Jones Newswires.

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