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O tempo é o senhor da razão

O fim da era Ricardo Teixeira à frente da CBF


Especial para o Diário

16/03/2012 | 00:00


José Maria Marin chega à CBF cercado muito mais de dúvidas do que certezas. Suas ações vão dizer quais são as suas pretensões. Não se pode negar que Marin é um homem de sorte e predestinado. Sempre esteve no lugar e hora certos. Foi escolhido vice-governador na chapa biônica de Paulo Maluf em 1978 e, por conveniência deste, tornou-se governador de São Paulo.

Quando fez a campanha na Arena para desbancar Laudo Natel, Maluf não disse que renunciaria ao governo para se candidatar a deputado federal. As circunstâncias e a certeza de imunidade levaram o polêmico político à renúncia. E o comando do maior Estado do País caiu no colo de quem? José Maria Marin!

Sempre ligado ao esporte, especialmente o futebol, Marin, depois dos nove meses de governo, tornou-se presidente da Federação Paulista de Futebol. E também não se pode negar que a gestão foi cercada de polêmicas, para dizer o mínimo.

Sempre muito simpático e atencioso, talvez essas sejam duas de suas maiores qualidades, o atual mandatário da CBF sempre esteve ligado à FPF de Nabi, Farah e Marco Polo. Por isso foi indicado vice da CBF pela região Sudeste.

Sua imagem ficou arranhada recentemente com aquele caso da medalha na final da Taça São Paulo. E os mais radicais já expuseram publicamente que essa gestão na CBF não tem futuro.

O que não se pode negar é que Marin chegou lá dentro da legalidade. Isso é indiscutível. Falta saber e o tempo vai dizer como será a sua gestão. Quem terá prioridade? O futebol brasileiro ou a patota?

Para se manter no cargo sabemos, todos nós, que os métodos são indiscutíveis. Outra coisa que não está clara é até onde ele vai ceder para Marco Polo del Nero e Reinaldo Carneiro Bastos.

O que também precisa ficar claro, e não está, é o acordo de bastidores que ele fez com Ricardo Teixeira. Se os atuais dirigentes e altos funcionários da CBF continuarem em seus cargos não vai mudar nada. Será a gestão da continuidade.

Também vamos saber até quando e quanto os cartolas estão interessados na presidência da CBF. Quantos deles não querem esse cargo, hein? Marco Polo, por sinal, chegou a contar quantos votos teria entre presidentes de federações estaduais naquela Assembleia de duas semanas atrás no Rio de Janeiro. Ele só não teria tentado uma reviravolta porque os clubes também votam e ele não sentiu segurança.

Falta comprovar qual é a de Andrez Sanches. Como se sabe, o ex-presidente do Corinthians circula muito bem entre cartolas. É verdade também que tem certa repugnância de alguns setores, mas é indiscutível que ele é bom articulador.

Finalmente resta saber a posição do governo federal. A mensagem expedida pelo ministro do Esporte, além de inócua, não deixou claro se a esquerda que comanda hoje o País quer a manutenção do conservador e direitista Marin na presidência da CBF.

O tabuleiro de xadrez está armado. As mexidas nas peças vão determinar como ficará a gestão do futebol brasileiro. Marin pode chegar a um xeque-mate. Dele ou contra ele.

Se não bastassem tantos problemas que temos para sediar uma Copa do Mundo, falta-nos autoafirmarão administrativa na cúpula do futebol.

O tempo será o senhor da razão.



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O fim da era Ricardo Teixeira à frente da CBF

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16/03/2012 | 00:00


José Maria Marin chega à CBF cercado muito mais de dúvidas do que certezas. Suas ações vão dizer quais são as suas pretensões. Não se pode negar que Marin é um homem de sorte e predestinado. Sempre esteve no lugar e hora certos. Foi escolhido vice-governador na chapa biônica de Paulo Maluf em 1978 e, por conveniência deste, tornou-se governador de São Paulo.

Quando fez a campanha na Arena para desbancar Laudo Natel, Maluf não disse que renunciaria ao governo para se candidatar a deputado federal. As circunstâncias e a certeza de imunidade levaram o polêmico político à renúncia. E o comando do maior Estado do País caiu no colo de quem? José Maria Marin!

Sempre ligado ao esporte, especialmente o futebol, Marin, depois dos nove meses de governo, tornou-se presidente da Federação Paulista de Futebol. E também não se pode negar que a gestão foi cercada de polêmicas, para dizer o mínimo.

Sempre muito simpático e atencioso, talvez essas sejam duas de suas maiores qualidades, o atual mandatário da CBF sempre esteve ligado à FPF de Nabi, Farah e Marco Polo. Por isso foi indicado vice da CBF pela região Sudeste.

Sua imagem ficou arranhada recentemente com aquele caso da medalha na final da Taça São Paulo. E os mais radicais já expuseram publicamente que essa gestão na CBF não tem futuro.

O que não se pode negar é que Marin chegou lá dentro da legalidade. Isso é indiscutível. Falta saber e o tempo vai dizer como será a sua gestão. Quem terá prioridade? O futebol brasileiro ou a patota?

Para se manter no cargo sabemos, todos nós, que os métodos são indiscutíveis. Outra coisa que não está clara é até onde ele vai ceder para Marco Polo del Nero e Reinaldo Carneiro Bastos.

O que também precisa ficar claro, e não está, é o acordo de bastidores que ele fez com Ricardo Teixeira. Se os atuais dirigentes e altos funcionários da CBF continuarem em seus cargos não vai mudar nada. Será a gestão da continuidade.

Também vamos saber até quando e quanto os cartolas estão interessados na presidência da CBF. Quantos deles não querem esse cargo, hein? Marco Polo, por sinal, chegou a contar quantos votos teria entre presidentes de federações estaduais naquela Assembleia de duas semanas atrás no Rio de Janeiro. Ele só não teria tentado uma reviravolta porque os clubes também votam e ele não sentiu segurança.

Falta comprovar qual é a de Andrez Sanches. Como se sabe, o ex-presidente do Corinthians circula muito bem entre cartolas. É verdade também que tem certa repugnância de alguns setores, mas é indiscutível que ele é bom articulador.

Finalmente resta saber a posição do governo federal. A mensagem expedida pelo ministro do Esporte, além de inócua, não deixou claro se a esquerda que comanda hoje o País quer a manutenção do conservador e direitista Marin na presidência da CBF.

O tabuleiro de xadrez está armado. As mexidas nas peças vão determinar como ficará a gestão do futebol brasileiro. Marin pode chegar a um xeque-mate. Dele ou contra ele.

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