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Mercadante ministro?


Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

18/09/2006 | 23:23


O senador Aloizio Mercadante (PT) admitiu segunda-feira, pela primeira vez nesta campanha ao governo estadual, a possibilidade de assumir um Ministério num segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso seja derrotado nas urnas no dia 1º de outubro. Ex-líder do governo federal no Senado, o petista é um dos homens de confiança de Lula. Com as pesquisas apontando vitória de José Serra (PSDB) ainda no primeiro turno, o petista passou a ser cotado para virar ministro caso o presidente seja reeleito. Mercadante, porém, sempre se esquiva do assunto dizendo que vencerá a disputa em São Paulo.

O ato falho aconteceu em São Miguel Paulista, na zona Leste da cidade. Mercadante lamentava o suposto envolvimento do PT na compra de dossiê contra os tucanos Geraldo Alckmin e José Serra quando deixou escapar a declaração. “É inaceitável. Não há sentido. Por que o presidente Lula, com uma eleição ganha e aprovação do povo, aceitaria algo do qual nunca fez na vida? No meu caso, nunca participei de nada irregular e estava no melhor momento da campanha. Mesmo se perder a eleição, tenho quatro anos de mandato no Senado, posso ser ministro se o presidente me convidar ou mesmo participar ativamente do governo. Tenho uma carreira pela frente.”

Ao ser questionado se já havia conversado com Lula sobre o Ministério, ele respondeu: “Não, disse apenas que se ele me convidasse seria uma possibilidade. Mas vencerei a eleição”, apostou. Sobre a participação de Serra na máfia das sanguessugas, Mercadante voltou a ressaltar que não fará pré-julgamentos.

“Não vou condenar quem quer que seja. Isso é muito sério e não transformarei o episódio em palanque eleitoral”, sustentou. “A honra e a história das pessoas está acima da disputa política. E popularidade você ganha ou perde, mas credibilidade você só tem uma. E vou preservar a minha”, acrescentou, afirmando torcer para que a Polícia Federal identifique e puna os responsáveis tanto do caso da compra do dossiê quanto da participação do governo anterior na máfia dos sanguessugas antes do primeiro turno.

“Meu sentimento frente a tudo isso é de quem está enojado, com o estômago embrulhado. Os responsáveis têm de ser punidos, independentemente de partido”, finalizou.



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Mercadante ministro?

Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

18/09/2006 | 23:23


O senador Aloizio Mercadante (PT) admitiu segunda-feira, pela primeira vez nesta campanha ao governo estadual, a possibilidade de assumir um Ministério num segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso seja derrotado nas urnas no dia 1º de outubro. Ex-líder do governo federal no Senado, o petista é um dos homens de confiança de Lula. Com as pesquisas apontando vitória de José Serra (PSDB) ainda no primeiro turno, o petista passou a ser cotado para virar ministro caso o presidente seja reeleito. Mercadante, porém, sempre se esquiva do assunto dizendo que vencerá a disputa em São Paulo.

O ato falho aconteceu em São Miguel Paulista, na zona Leste da cidade. Mercadante lamentava o suposto envolvimento do PT na compra de dossiê contra os tucanos Geraldo Alckmin e José Serra quando deixou escapar a declaração. “É inaceitável. Não há sentido. Por que o presidente Lula, com uma eleição ganha e aprovação do povo, aceitaria algo do qual nunca fez na vida? No meu caso, nunca participei de nada irregular e estava no melhor momento da campanha. Mesmo se perder a eleição, tenho quatro anos de mandato no Senado, posso ser ministro se o presidente me convidar ou mesmo participar ativamente do governo. Tenho uma carreira pela frente.”

Ao ser questionado se já havia conversado com Lula sobre o Ministério, ele respondeu: “Não, disse apenas que se ele me convidasse seria uma possibilidade. Mas vencerei a eleição”, apostou. Sobre a participação de Serra na máfia das sanguessugas, Mercadante voltou a ressaltar que não fará pré-julgamentos.

“Não vou condenar quem quer que seja. Isso é muito sério e não transformarei o episódio em palanque eleitoral”, sustentou. “A honra e a história das pessoas está acima da disputa política. E popularidade você ganha ou perde, mas credibilidade você só tem uma. E vou preservar a minha”, acrescentou, afirmando torcer para que a Polícia Federal identifique e puna os responsáveis tanto do caso da compra do dossiê quanto da participação do governo anterior na máfia dos sanguessugas antes do primeiro turno.

“Meu sentimento frente a tudo isso é de quem está enojado, com o estômago embrulhado. Os responsáveis têm de ser punidos, independentemente de partido”, finalizou.

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