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Comércio de rua tem pouco movimento; shoppings recebem mais público

Claudinei Plaza Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Estabelecimento foram autorizados a abrir a partir de hoje, entre 11h e 19 horas; praças de alimentação seguem fechadas


Aline Melo
Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

18/04/2021 | 17:18


Foi maior nos shoppings do que no comércio de rua do Grande ABC o movimento de consumidores neste primeiro domingo de reabertura de atividades não essenciais, na “fase de transição” do Plano São Paulo para a retomada econômica. As lojas têm autorização para funcionar das 11h às 19 horas, mas as praças de alimentação seguem fechadas, atendendo apenas para que os clientes levem os alimentos para consumir em casa. Os shoppings podem receber até 25% da capacidade.

Pela manhã, o Diário percorreu algumas vias conhecidas por manter comércio em Santo André e também visitou um dos shoppings da cidade, que fica no Centro. No estacionamento do centro de compras, carros estacionados indicavam que o local estava funcionando. Pessoas que passavam em frente ao estabelecimento questionavam se o shopping estava realmente aberto.

“Estava passando aqui e percebi que o shopping estava aberto. Vou ver se consigo resolver um problema no caixa eletrônico do banco”, disse o segurança Cláudio dos Santos, 40 anos, e que estava acompanhado de sua namorada, Fernanda de Sousa, 42, que também atua como vigia. “Eu estava com saudades do shopping. Eu frequentava muito antes da pandemia. Achei um erro terem fechado (o shopping) e deixar aberto mercados, por exemplo”, declarou Fernanda.

No período da tarde, a Rua Oliveira Lima, tradicional centro de compras de Santo André, estava completamente vazia e com todas as lojas fechadas. Já na Rua Marechal Deodoro, em São Bernardo, algumas lojas, a maior parte de calçados, celulares e aparelhos eletrônicos estavam abertas, mas a maioria permanecia fechada. Dona de uma loja de lingerie, Eliane Rodrigues, 58, afirmou que normalmente não abre aos domingos, mas estava aproveitando a retomada. “Quase 40 dias fechada, com as contas chegando, muitas vezes pensei em fechar a loja”, afirmou. Eliane espera que desta vez tenha mais tempo para manter o negócio funcionando. “Essa vacinação precisa andar”, afirmou.

O casal Ademildo Ferreira, 54, motorista, e Ivoneide Ferreira, 43, dona de casa, saíram para ir à farmácia e a uma loja de departamentos na Rua Marechal Deodoro. Para o motoristas, as medidas de fechamento de comércios que têm sido tomadas pelos governos estadual e municipal são exageradas. "As pessoas precisam trabalhar", afirmou. Afastado da sua atividade por ser integrante do grupo de risco, Ferreira está desanimado quando à vacinação. "Quando chegar a minha vez, talvez eu já tenha até morrido", reclamou.

Em Diadema, o maior shopping da cidade recebia bom público, que não podia usar a praça de alimentação, isolada por fitas e sem cadeiras. A engenheira Beatriz Evangelista, 28, foi ao centro de compras para visitar uma loja específica, mas temia que ela estivesse fechada. “Talvez essa reabertura tenha sido precipitada, mas também é necessária. Muitas lojas estão falindo”, afirmou. O autônomo Eneas Felinto, 41, foi apenas passear e tomar um sorvete no shopping. "Já estava na hora de abrir. Eu vinha sempre, estava sentindo falta", declarou.



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