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Divisão no governo Lauro anima nomes da oposição

Nario Barbosa/Para Yoshio rejeição favorece Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Yoshio vê com desconfiança nome de Pretinho; Taka estima uma debandada de comissionados


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

26/08/2020 | 00:01


A divisão do governo do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), em torno da candidatura governista à sucessão tem empolgado candidatos da oposição, que veem benefício eleitoral com o racha. Nome escolhido pelo prefeito, Pretinho do Água Santa (DEM) enfrenta resistência de aliados e até candidatura dissidente.

Ao mesmo tempo em que tenta bancar o projeto do presidente da Câmara como plano B após a recusa do deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos) em ser o prefeiturável governista, Lauro assiste ao primo, o vereador Marcos Michels (PSB), levar candidatura ao Paço adiante e carregar parte da base aliada na Câmara. Gesiel Duarte (Republicanos), Denise Ventrici (PRTB) e Arquiteto David (PSC) também sustentam projeto próprio após integrarem a gestão do verde.

“Eu acho que (o racha) é um reflexo claro que o governo Lauro trouxe para Diadema, uma falta de coerência. E essa incoerência não é só na gestão, mas na política também”, analisou o oposicionista Taka Yamauchi (PSD), para quem a divisão no grupo do Parque do Paço “facilita” o cenário para a oposição. “Hoje, dezenas de comissionados e servidores nos procuram de uma forma velada para dizer que o candidato escolhido não os representa, que não concordam com as atitudes dele e muito menos com a forma com que administra”, disse.

Para o vereador Ricardo Yoshio, pré-candidato ao Paço pelo PSDB, a escolha pelo nome de Pretinho ainda gera desconfiança. Reservadamente, ainda há vereadores da própria base aliada de Lauro que acreditam em mudança na definição do candidato. “Só vamos ficar sabendo (quem é o candidato do governo de fato) depois das convenções”, opinou. O tucano cita que, qualquer um dos cenários – com Marcos ou com Pretinho – é favorável. “A gente sabe que há uma rejeição significativa do Pretinho, do (ex-prefeito José de) Filippi (Júnior, PT) e do Marcos, por ser um Michels.”

A última vez que o governo em Diadema partiu para a eleição rachado foi em 2000, quando o então prefeito Gilson Menezes (PSB, que morreu em fevereiro) enfrentou Regina Gonçalves (PV), sua então vice, nas urnas – nenhum dos dois foi eleito. Quatro anos antes, no pleito de 1996, Filippi era o prefeito e lidou com batalha interna no petismo para bancar Joel Fonseca como sucessor. Viu o ex-prefeito José Augusto da Silva Ramos (então no PT e hoje no PSDB) ser o prefeiturável pela legenda e sucumbir à oposição na corrida pela sucessão.

Na quinta-feira, Lauro promoveu ato público na Câmara com Pretinho, Márcio e Regina para tentar estancar a divisão no governo e botar fim às especulações sobre o candidato do governo. Na ocasião, o prefeito bancou o nome do democrata e minimizou o projeto de Marcos. “É a democracia”, sintetizou o verde.  



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Divisão no governo Lauro anima nomes da oposição

Yoshio vê com desconfiança nome de Pretinho; Taka estima uma debandada de comissionados

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

26/08/2020 | 00:01


A divisão do governo do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), em torno da candidatura governista à sucessão tem empolgado candidatos da oposição, que veem benefício eleitoral com o racha. Nome escolhido pelo prefeito, Pretinho do Água Santa (DEM) enfrenta resistência de aliados e até candidatura dissidente.

Ao mesmo tempo em que tenta bancar o projeto do presidente da Câmara como plano B após a recusa do deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos) em ser o prefeiturável governista, Lauro assiste ao primo, o vereador Marcos Michels (PSB), levar candidatura ao Paço adiante e carregar parte da base aliada na Câmara. Gesiel Duarte (Republicanos), Denise Ventrici (PRTB) e Arquiteto David (PSC) também sustentam projeto próprio após integrarem a gestão do verde.

“Eu acho que (o racha) é um reflexo claro que o governo Lauro trouxe para Diadema, uma falta de coerência. E essa incoerência não é só na gestão, mas na política também”, analisou o oposicionista Taka Yamauchi (PSD), para quem a divisão no grupo do Parque do Paço “facilita” o cenário para a oposição. “Hoje, dezenas de comissionados e servidores nos procuram de uma forma velada para dizer que o candidato escolhido não os representa, que não concordam com as atitudes dele e muito menos com a forma com que administra”, disse.

Para o vereador Ricardo Yoshio, pré-candidato ao Paço pelo PSDB, a escolha pelo nome de Pretinho ainda gera desconfiança. Reservadamente, ainda há vereadores da própria base aliada de Lauro que acreditam em mudança na definição do candidato. “Só vamos ficar sabendo (quem é o candidato do governo de fato) depois das convenções”, opinou. O tucano cita que, qualquer um dos cenários – com Marcos ou com Pretinho – é favorável. “A gente sabe que há uma rejeição significativa do Pretinho, do (ex-prefeito José de) Filippi (Júnior, PT) e do Marcos, por ser um Michels.”

A última vez que o governo em Diadema partiu para a eleição rachado foi em 2000, quando o então prefeito Gilson Menezes (PSB, que morreu em fevereiro) enfrentou Regina Gonçalves (PV), sua então vice, nas urnas – nenhum dos dois foi eleito. Quatro anos antes, no pleito de 1996, Filippi era o prefeito e lidou com batalha interna no petismo para bancar Joel Fonseca como sucessor. Viu o ex-prefeito José Augusto da Silva Ramos (então no PT e hoje no PSDB) ser o prefeiturável pela legenda e sucumbir à oposição na corrida pela sucessão.

Na quinta-feira, Lauro promoveu ato público na Câmara com Pretinho, Márcio e Regina para tentar estancar a divisão no governo e botar fim às especulações sobre o candidato do governo. Na ocasião, o prefeito bancou o nome do democrata e minimizou o projeto de Marcos. “É a democracia”, sintetizou o verde.  

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