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Moradores do Jardim Santo André recebem testagem da Covid

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Serão 1.328 exames aplicados para mapear presença do coronavírus na comunidade


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

11/08/2020 | 00:01


A Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo, por meio da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e em parceria com o Instituto Butantan, iniciou ontem a testagem em massa da Covid-19 nos moradores do Jardim Santo André. A ação é realizada na Praça da Cidadania e terá continuidade hoje. Ao todo, serão 1.328 testes, dos quais 328 serão destinados às pessoas com deficiência e aos cuidadores em suas residências.

Santo André é a segunda cidade a receber o programa, depois da Capital, onde foram examinados moradores da Vila Jacuí, na Zona Leste. São aplicados testes do tipo PCR, que recolhem secreções do nariz e da boca, para munícipes que apresentem sintomas da Covid-19 ou que tenham tido contato com alguém que já testou positivo para a doença, e os testes rápidos para os demais moradores. Os exames são pré-agendados com os moradores para evitar aglomerações. 

O secretário de Estado da Habitação, Flavio Amary, comentou que o Jardim Santo André abriga cerca de 25 mil pessoas e que a iniciativa é de extrema importância para analisar o cenário da região. “Após a testagem, os moradores que tiverem diagnóstico positivo recebem kit de acompanhamento da doença, com cesta básica, cobertor e kit de higiene e limpeza”, explica. Todo este material foi doado pelo FUSSP (Fundo Social de São Paulo). Não foi divulgado quantos moradores testaram positivo para a Covid-19 no primeiro dia de exames.

Para o secretário executivo da Habitação e coordenador do programa, Fernando Marangoni, o propósito é identificar, diagnosticar e isolar os casos positivos, evitando a disseminação em áreas vulneráveis. “Estes testes são retratos do comportamento do vírus. O trabalho começou pelo mapeamento da Secretaria de Habitação sobre este comportamento da doença, dando ênfase à Região Metropolitana, onde se concentra 80% de regiões periféricas (do Estado)”, detalha Marangoni.

O secretário reforça que, por meio desta identificação de áreas periféricas, foi tomada a decisão de chegar até o Jardim Santo André, que, inclusive, segundo o boletim epidemiológico da própria Prefeitura andreense, é considerado uma das regiões com maior concentração do coronavírus. “Também analisamos tanto os hospitalizados quanto os óbitos para decidir em qual comunidade realizar os testes. Quando saímos das análises na Capital, encontramos esta incidência (do vírus) no Jardim Santo André”, observa Amary. Já a escolha dos moradores que serão testados é feita por meio de trabalho social realizado pela CDHU juntamente com as lideranças comunitárias.

Estiveram presentes ontem a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade de Santo André, Ana Carolina Barreto Serra, a primeira dama do Estado e presidente do conselho da FUSSP, Bia Doria, e o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas. “É iniciativa importante, porque as populações que estão mais distantes dos grandes centros urbanos têm problemas muito próprios, onde o isolamento e o distanciamento são difíceis. Quando a infecção chega nesses locais, se espalha muito rapidamente”, avalia Dimas.  

Munícipes veem chance como única

Os moradores que foram beneficiados pela testagem em massa da Covid-19 ontem no Jardim Santo André aprovaram a medida e enxergam como “oportunidade única” de realizar os exames.

A desempregada e moradora da comunidade há pelo menos 30 anos Cícera Maria Santos, 46 anos, realizou o teste de PCR, que fica pronto em dois dias. Ela optou pelo teste para tirar dúvida, já que logo no início da pandemia apresentou série de sintomas, como dor de garganta, dor de cabeça e cansaço. “Acabei ficando de quarentena, pois não sabia se era, de fato, a Covid-19 ou não. Além disso, não tenho condições para realizar o teste em rede particular, então, esta oportunidade é única e nos tranquiliza depois que sair o resultado”, comenta Cícera.

O assistente de serviços gerais Robson Silva, 46, também optou pelo teste PCR, já que trabalha em condomínio onde moradores testaram positivo para a doença e, por isso, se preocupa com o seu estado de saúde. Além de ter receio de contrair a doença e contaminar os familiares, tem medo de ficar afastado do trabalho. “Acredito que é fundamental para todos aqui da comunidade. Seria legal se isso já tivesse acontecido logo no início, assim, já ajudava muitos moradores. Mas, mesmo assim, é fundamental”, comenta.

O vigilante Miguel Ferreira, 54, realizou o teste rápido, já que também tem contato direto com muitas pessoas. “É oportunidade que não teremos mais. Além de nos proteger, protegemos a quem gostamos e quem trabalha com a gente também. Além disso, tirar esta dúvida se sou assintomático (sem sintomas)”, analisa Miguel, morador do Jardim Santo André há 33 anos e que testou negativo para a Covid-19. “É um alívio, agora, é redobrar os cuidados e mantê-los”, finaliza.

Os moradores que testarem positivo para Covid-19 recebem voucher para retirada de itens doados. A entrega de 500 kits de higiene e limpeza, 500 cestas básicas e 800 cobertores foi feita ontem pela primeira-dama do Estado e presidente do FUSSP (Fundo Social de São Paulo), Bia Doria.



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Moradores do Jardim Santo André recebem testagem da Covid

Serão 1.328 exames aplicados para mapear presença do coronavírus na comunidade

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

11/08/2020 | 00:01


A Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo, por meio da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e em parceria com o Instituto Butantan, iniciou ontem a testagem em massa da Covid-19 nos moradores do Jardim Santo André. A ação é realizada na Praça da Cidadania e terá continuidade hoje. Ao todo, serão 1.328 testes, dos quais 328 serão destinados às pessoas com deficiência e aos cuidadores em suas residências.

Santo André é a segunda cidade a receber o programa, depois da Capital, onde foram examinados moradores da Vila Jacuí, na Zona Leste. São aplicados testes do tipo PCR, que recolhem secreções do nariz e da boca, para munícipes que apresentem sintomas da Covid-19 ou que tenham tido contato com alguém que já testou positivo para a doença, e os testes rápidos para os demais moradores. Os exames são pré-agendados com os moradores para evitar aglomerações. 

O secretário de Estado da Habitação, Flavio Amary, comentou que o Jardim Santo André abriga cerca de 25 mil pessoas e que a iniciativa é de extrema importância para analisar o cenário da região. “Após a testagem, os moradores que tiverem diagnóstico positivo recebem kit de acompanhamento da doença, com cesta básica, cobertor e kit de higiene e limpeza”, explica. Todo este material foi doado pelo FUSSP (Fundo Social de São Paulo). Não foi divulgado quantos moradores testaram positivo para a Covid-19 no primeiro dia de exames.

Para o secretário executivo da Habitação e coordenador do programa, Fernando Marangoni, o propósito é identificar, diagnosticar e isolar os casos positivos, evitando a disseminação em áreas vulneráveis. “Estes testes são retratos do comportamento do vírus. O trabalho começou pelo mapeamento da Secretaria de Habitação sobre este comportamento da doença, dando ênfase à Região Metropolitana, onde se concentra 80% de regiões periféricas (do Estado)”, detalha Marangoni.

O secretário reforça que, por meio desta identificação de áreas periféricas, foi tomada a decisão de chegar até o Jardim Santo André, que, inclusive, segundo o boletim epidemiológico da própria Prefeitura andreense, é considerado uma das regiões com maior concentração do coronavírus. “Também analisamos tanto os hospitalizados quanto os óbitos para decidir em qual comunidade realizar os testes. Quando saímos das análises na Capital, encontramos esta incidência (do vírus) no Jardim Santo André”, observa Amary. Já a escolha dos moradores que serão testados é feita por meio de trabalho social realizado pela CDHU juntamente com as lideranças comunitárias.

Estiveram presentes ontem a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade de Santo André, Ana Carolina Barreto Serra, a primeira dama do Estado e presidente do conselho da FUSSP, Bia Doria, e o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas. “É iniciativa importante, porque as populações que estão mais distantes dos grandes centros urbanos têm problemas muito próprios, onde o isolamento e o distanciamento são difíceis. Quando a infecção chega nesses locais, se espalha muito rapidamente”, avalia Dimas.  

Munícipes veem chance como única

Os moradores que foram beneficiados pela testagem em massa da Covid-19 ontem no Jardim Santo André aprovaram a medida e enxergam como “oportunidade única” de realizar os exames.

A desempregada e moradora da comunidade há pelo menos 30 anos Cícera Maria Santos, 46 anos, realizou o teste de PCR, que fica pronto em dois dias. Ela optou pelo teste para tirar dúvida, já que logo no início da pandemia apresentou série de sintomas, como dor de garganta, dor de cabeça e cansaço. “Acabei ficando de quarentena, pois não sabia se era, de fato, a Covid-19 ou não. Além disso, não tenho condições para realizar o teste em rede particular, então, esta oportunidade é única e nos tranquiliza depois que sair o resultado”, comenta Cícera.

O assistente de serviços gerais Robson Silva, 46, também optou pelo teste PCR, já que trabalha em condomínio onde moradores testaram positivo para a doença e, por isso, se preocupa com o seu estado de saúde. Além de ter receio de contrair a doença e contaminar os familiares, tem medo de ficar afastado do trabalho. “Acredito que é fundamental para todos aqui da comunidade. Seria legal se isso já tivesse acontecido logo no início, assim, já ajudava muitos moradores. Mas, mesmo assim, é fundamental”, comenta.

O vigilante Miguel Ferreira, 54, realizou o teste rápido, já que também tem contato direto com muitas pessoas. “É oportunidade que não teremos mais. Além de nos proteger, protegemos a quem gostamos e quem trabalha com a gente também. Além disso, tirar esta dúvida se sou assintomático (sem sintomas)”, analisa Miguel, morador do Jardim Santo André há 33 anos e que testou negativo para a Covid-19. “É um alívio, agora, é redobrar os cuidados e mantê-los”, finaliza.

Os moradores que testarem positivo para Covid-19 recebem voucher para retirada de itens doados. A entrega de 500 kits de higiene e limpeza, 500 cestas básicas e 800 cobertores foi feita ontem pela primeira-dama do Estado e presidente do FUSSP (Fundo Social de São Paulo), Bia Doria.

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