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FAO acusa países ricos de falta de solidariedade


Da AFP

06/03/2006 | 07:54


Os países ricos têm uma parte importante de responsabilidade na propagação da gripe aviária por terem ignorado os pedidos de solidariedade financeira feitos há mais de dois anos, afirmou o diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação), Jacques Diouf.

Em uma entrevista publicada no jornal francês Liberation, o diretor-geral da FAO acusa os países de terem "pecado por falta de previsão e de solidariedade".

Ao lembrar que a crise da gripe aviária começou no final de 2003 na Ásia, Diouf destacou que sua organização tentou, em vão, alertar a comunidade internacional. "Na época tínhamos todos os trunfos na mão", declarou, antes de explicar que os serviços veterinários poderiam ter sido reforçados nos primeiros países afetados, como Tailândia ou Vietnã.

Porém, segundo Diouf, "os países desenvolvidos pensaram que isto acontecia na Ásia, que era muito longe e que exagerávamos os riscos de epidemia".

"Os países ricos começaram a movimentar-se quando o vírus chegou à Turquia, ou seja, às portas da Europa", acrescentou o dirigente da FAO.

Segundo ele, dos US$ 1,9 bilhão prometidos na conferência internacional de Pequim em janeiro, a FAO só recebeu, até o momento, US$ 16 milhões.



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FAO acusa países ricos de falta de solidariedade

Da AFP

06/03/2006 | 07:54


Os países ricos têm uma parte importante de responsabilidade na propagação da gripe aviária por terem ignorado os pedidos de solidariedade financeira feitos há mais de dois anos, afirmou o diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação), Jacques Diouf.

Em uma entrevista publicada no jornal francês Liberation, o diretor-geral da FAO acusa os países de terem "pecado por falta de previsão e de solidariedade".

Ao lembrar que a crise da gripe aviária começou no final de 2003 na Ásia, Diouf destacou que sua organização tentou, em vão, alertar a comunidade internacional. "Na época tínhamos todos os trunfos na mão", declarou, antes de explicar que os serviços veterinários poderiam ter sido reforçados nos primeiros países afetados, como Tailândia ou Vietnã.

Porém, segundo Diouf, "os países desenvolvidos pensaram que isto acontecia na Ásia, que era muito longe e que exagerávamos os riscos de epidemia".

"Os países ricos começaram a movimentar-se quando o vírus chegou à Turquia, ou seja, às portas da Europa", acrescentou o dirigente da FAO.

Segundo ele, dos US$ 1,9 bilhão prometidos na conferência internacional de Pequim em janeiro, a FAO só recebeu, até o momento, US$ 16 milhões.

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