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Enchentes e a incúria do poder público

As inundações são fenômenos naturais frequentes ao longo da vida dos rios


Dgabc

16/03/2012 | 00:00


Artigo

As inundações são fenômenos naturais frequentes ao longo da vida dos rios. Os danos causados pelos extravasamentos são decorrentes da imprevidência e da ambição dos homens que invadem a várzea (leito maior) dos rios e alteram o comportamento hidráulico e hidrológico das suas bacias pela ocupação inadequada do solo. Para o Rio Tietê e seus principais afluentes, rios Pinheiros e Tamanduateí, há que se considerar a complexidade do sistema de aproveitamento de recursos hídricos, abrangendo o controle das inundações, aspectos relativos ao abastecimento urbano, ao controle da poluição e à produção de energia elétrica.

A bacia hidrográfica do Rio Pinheiros não contribui para o agravamento das cheias do curso principal do Rio Tietê, posto que deste é isolada pelo fechamento da estrutura do retiro, ficando o seu esgotamento, à época das enchentes, a cargo das estações de bombeamento de Traição e Pedreira. Quanto ao Rio Tamanduateí, estudos publicados por professores do vetusto Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Escola Politécnica da USP atestam que o nível do Rio Tietê não apresenta influência significativa sobre esse afluente, devido à grande declividade da sua calha (leito menor), a velocidade alta de suas águas (entre dois e três m/s) e a não influência de barramentos a jusante.

Com o intuito de solucionar os problemas das enchentes no Grande ABC, o governo do Estado, através da Emplasa (Empresa Metropolitana de Planejamento de Planejamento da Grande São Paulo S/A), elaborou e distribuiu fartamente nas prefeituras dos seus municípios projeto básico completo denominado Plano Diretor de Drenagem da Bacia Hidrográfica do Alto Tamanduateí. Nesse projeto, elaborado em junho de 1979 (há mais de três décadas), foram apresentados os estudos geológicos e hidrológicos da região, compreendendo a drenagem do Rio Tamanduateí a montante da confluência do Ribeirão dos Meninos. O projeto explicita detalhadamente planos, capacidade de escoamento das calhas, obras de canalização a serem executadas nos ribeirões e córregos que drenam o Grande ABC. Depreende-se, todavia, que os agentes políticos e públicos das prefeituras da região jamais compulsaram o escopo do projeto da Emplasa, relegando-o ao esquecimento, uma vez que a maioria das obras nele indicadas não foi sequer cogitada ou iniciada.

José Araújo Moreira é engenheiro civil-hidráulico e advogado.

Palavra do leitor

Eles podem?
Enquanto a Secretaria de Mobilidade Urbana de Mauá, comandada pelo senhor Renato Incompreendido Moreira, segue fazendo faixas desconexas pela cidade, cobrando a Zona Azul até onde não tem trânsito algum, a Cellopark vai estacionando seus carros onde quer, inclusive onde nem existe vaga, como na Praça XXII de Novembro, no Centro. Nessa hora nunca tem marronzinho lá, não é?
Flávio Pimenta
Mauá

Igualdade social
Se eu tivesse poder de mudar alguma coisa neste País, certamente começaria por três itens que acho que são podres em nosso meio: decretaria que todo funcionário público, desde simples servidor até o presidente da República, deveria ser atendido no SUS. O objetivo seria mostrar que somos todos iguais e o tipo de tratamento e atendimento que tem o cidadão do povo sem plano de saúde particular; acabaria com todos os privilégios que os políticos e empresários têm. O objetivo seria fazer prevalecer a lei e não o poder aquisitivo, obrigaria o réu a devolver o produto do roubo, e cumpriria pena em casa de detenção semelhante ao que fazem com as pessoas pobres. Decretaria crimes inafiançáveis os roubos e falcatruas do dinheiro público; obrigaria e criaria normas e exigências para pessoas ocuparem cargos políticos, deveriam ter o mínimo de preparo para exercer o cargo, assim como as grandes indústrias exigem para contratar os funcionários. Porque só saber assinar o nome é coisa de 1940 e está fora da realidade atual.
Ivanir de Lima
São Bernardo

Segurança tardia
Atualmente, o que mais se ouve ou se lê são pedidos de segurança. Isso até nos causa estranheza, porque a segurança para ser válida deve, ou deveria, ser preventiva. A menina foi morta na praia pela moto aquática, agora vão tomar providências. Na Prainha do Riacho Grande, São Bernardo, um menino foi sacrificado pela mesma maneira, agora a Marinha vai fiscalizar. Adolescente caiu de brinquedo de grande altura e morreu. O brinquedo agora será examinado. Outras tantas ocorrências como essas com certeza poderiam ser evitadas se prevenção adequada tivesse sido realizada. Mas parece que esperam algo de triste acontecer para depois sim pensar em algumas medidas de segurança. Tudo pode ser consertado, menos a vida para aquele que a perdeu. E assim, infelizmente, a vida segue, sem sabermos onde chegaremos.
Américo Del Corto
Ribeirão Pires

Vanessa Damo
Comandada pela doutrina Sarney, a deputada Vanessa Damo é exímia praticante teatral. Se autointitulando ‘condutora dos malfeitos aos tribunais', esbraveja: ‘Levarei a Sama às claras!' (Política, dia 14). Ora, cara deputada, os jornais estão exaustos de expor a sua prática de nepotismo indecente. A senhora pertence a uma legenda que encabeça o maior antro de corrupção do País, que visa somente estar com quem está com o poder, para dividir benesses, ilimitando o próprio bônus, em detrimento da sociedade, claramente denotando-a como conivente. Convivente e vistas grossas. Comece as investigações com a família Damo. Que tal?
Paulo Rogério Pereira
Santo André

Capuava
Com relação à reportagem ‘Santo André ainda emperra viaduto do Capuava' (Setecidades, dia 14), a Prefeitura esclarece que trabalha no intuito de preservar a mobilidade e fluidez no trânsito da cidade. Estudos e levantamentos técnicos feitos pelo Departamento de Trânsito mostraram que, mantida a obra com apenas um viaduto, conforme pleiteia a Dersa, irá, em especial por conta do aumento da carga de veículos vindos do Rodoanel, comprometer o tráfego da região. No entendimento da administração, a maneira correta de não prejudicar a fluidez está na manutenção do projeto original, que prevê a construção de dois viadutos.
Prefeitura de Santo André

Panes
As paralisações do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) são por falta de manutenção ou já são o fator eleição?
Tania Tavares
Capital



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Enchentes e a incúria do poder público

As inundações são fenômenos naturais frequentes ao longo da vida dos rios

Dgabc

16/03/2012 | 00:00


Artigo

As inundações são fenômenos naturais frequentes ao longo da vida dos rios. Os danos causados pelos extravasamentos são decorrentes da imprevidência e da ambição dos homens que invadem a várzea (leito maior) dos rios e alteram o comportamento hidráulico e hidrológico das suas bacias pela ocupação inadequada do solo. Para o Rio Tietê e seus principais afluentes, rios Pinheiros e Tamanduateí, há que se considerar a complexidade do sistema de aproveitamento de recursos hídricos, abrangendo o controle das inundações, aspectos relativos ao abastecimento urbano, ao controle da poluição e à produção de energia elétrica.

A bacia hidrográfica do Rio Pinheiros não contribui para o agravamento das cheias do curso principal do Rio Tietê, posto que deste é isolada pelo fechamento da estrutura do retiro, ficando o seu esgotamento, à época das enchentes, a cargo das estações de bombeamento de Traição e Pedreira. Quanto ao Rio Tamanduateí, estudos publicados por professores do vetusto Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Escola Politécnica da USP atestam que o nível do Rio Tietê não apresenta influência significativa sobre esse afluente, devido à grande declividade da sua calha (leito menor), a velocidade alta de suas águas (entre dois e três m/s) e a não influência de barramentos a jusante.

Com o intuito de solucionar os problemas das enchentes no Grande ABC, o governo do Estado, através da Emplasa (Empresa Metropolitana de Planejamento de Planejamento da Grande São Paulo S/A), elaborou e distribuiu fartamente nas prefeituras dos seus municípios projeto básico completo denominado Plano Diretor de Drenagem da Bacia Hidrográfica do Alto Tamanduateí. Nesse projeto, elaborado em junho de 1979 (há mais de três décadas), foram apresentados os estudos geológicos e hidrológicos da região, compreendendo a drenagem do Rio Tamanduateí a montante da confluência do Ribeirão dos Meninos. O projeto explicita detalhadamente planos, capacidade de escoamento das calhas, obras de canalização a serem executadas nos ribeirões e córregos que drenam o Grande ABC. Depreende-se, todavia, que os agentes políticos e públicos das prefeituras da região jamais compulsaram o escopo do projeto da Emplasa, relegando-o ao esquecimento, uma vez que a maioria das obras nele indicadas não foi sequer cogitada ou iniciada.

José Araújo Moreira é engenheiro civil-hidráulico e advogado.

Palavra do leitor

Eles podem?
Enquanto a Secretaria de Mobilidade Urbana de Mauá, comandada pelo senhor Renato Incompreendido Moreira, segue fazendo faixas desconexas pela cidade, cobrando a Zona Azul até onde não tem trânsito algum, a Cellopark vai estacionando seus carros onde quer, inclusive onde nem existe vaga, como na Praça XXII de Novembro, no Centro. Nessa hora nunca tem marronzinho lá, não é?
Flávio Pimenta
Mauá

Igualdade social
Se eu tivesse poder de mudar alguma coisa neste País, certamente começaria por três itens que acho que são podres em nosso meio: decretaria que todo funcionário público, desde simples servidor até o presidente da República, deveria ser atendido no SUS. O objetivo seria mostrar que somos todos iguais e o tipo de tratamento e atendimento que tem o cidadão do povo sem plano de saúde particular; acabaria com todos os privilégios que os políticos e empresários têm. O objetivo seria fazer prevalecer a lei e não o poder aquisitivo, obrigaria o réu a devolver o produto do roubo, e cumpriria pena em casa de detenção semelhante ao que fazem com as pessoas pobres. Decretaria crimes inafiançáveis os roubos e falcatruas do dinheiro público; obrigaria e criaria normas e exigências para pessoas ocuparem cargos políticos, deveriam ter o mínimo de preparo para exercer o cargo, assim como as grandes indústrias exigem para contratar os funcionários. Porque só saber assinar o nome é coisa de 1940 e está fora da realidade atual.
Ivanir de Lima
São Bernardo

Segurança tardia
Atualmente, o que mais se ouve ou se lê são pedidos de segurança. Isso até nos causa estranheza, porque a segurança para ser válida deve, ou deveria, ser preventiva. A menina foi morta na praia pela moto aquática, agora vão tomar providências. Na Prainha do Riacho Grande, São Bernardo, um menino foi sacrificado pela mesma maneira, agora a Marinha vai fiscalizar. Adolescente caiu de brinquedo de grande altura e morreu. O brinquedo agora será examinado. Outras tantas ocorrências como essas com certeza poderiam ser evitadas se prevenção adequada tivesse sido realizada. Mas parece que esperam algo de triste acontecer para depois sim pensar em algumas medidas de segurança. Tudo pode ser consertado, menos a vida para aquele que a perdeu. E assim, infelizmente, a vida segue, sem sabermos onde chegaremos.
Américo Del Corto
Ribeirão Pires

Vanessa Damo
Comandada pela doutrina Sarney, a deputada Vanessa Damo é exímia praticante teatral. Se autointitulando ‘condutora dos malfeitos aos tribunais', esbraveja: ‘Levarei a Sama às claras!' (Política, dia 14). Ora, cara deputada, os jornais estão exaustos de expor a sua prática de nepotismo indecente. A senhora pertence a uma legenda que encabeça o maior antro de corrupção do País, que visa somente estar com quem está com o poder, para dividir benesses, ilimitando o próprio bônus, em detrimento da sociedade, claramente denotando-a como conivente. Convivente e vistas grossas. Comece as investigações com a família Damo. Que tal?
Paulo Rogério Pereira
Santo André

Capuava
Com relação à reportagem ‘Santo André ainda emperra viaduto do Capuava' (Setecidades, dia 14), a Prefeitura esclarece que trabalha no intuito de preservar a mobilidade e fluidez no trânsito da cidade. Estudos e levantamentos técnicos feitos pelo Departamento de Trânsito mostraram que, mantida a obra com apenas um viaduto, conforme pleiteia a Dersa, irá, em especial por conta do aumento da carga de veículos vindos do Rodoanel, comprometer o tráfego da região. No entendimento da administração, a maneira correta de não prejudicar a fluidez está na manutenção do projeto original, que prevê a construção de dois viadutos.
Prefeitura de Santo André

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As paralisações do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) são por falta de manutenção ou já são o fator eleição?
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