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Prédio ocupado continua sem data para reintegração

Saída de 42 famílias está suspensa até que Prefeitura cumpra determinações


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

23/03/2012 | 07:00


As 42 famílias que ocupam há um ano conjunto de prédios inacabados na Rua Pérola, no Jardim Itapark Novo, em Mauá, devem continuar no local por tempo indeterminado. A Prefeitura informou que a data limite para a desocupação, ontem, era apenas para saída voluntária das famílias.

Segundo o advogado que representa os ocupantes, Fábricio Tavares, a ordem judicial que determina a reintegração de posse está suspensa enquanto a administração municipal não cumprir as determinações exigidas pelo juiz para a remoção: bolsa aluguel, abrigo temporário e veículos para levar a mudança das famílias. "Na sexta-feira (hoje) faremos reunião com os ocupantes para explicar esses detalhes, pois eles estão assustados com a saída iminente. Eles têm sim de deixar o local, porque o prédio é destinado a outras famílias, mas não podem fazer isso sem ter para onde ir."

Os moradores não se negam a desocupar a construção, mas afirmam não conseguir imóveis para alugar na cidade. "Até saí para procurar, mas ninguém quer alugar casa para a Prefeitura. A gente tem que ir atrás de tudo, fiador, conta no banco. A maioria aqui nem tem como comprovar renda", reclama a desempregada Viviane Aparecida Batista, 33 anos.

A Prefeitura de Mauá, por sua vez, afirma que a manutenção da ocupação seria injusta, uma vez que os apartamentos estão sendo construídos para famílias anteriormente cadastradas em programas sociais públicos e que participaram dos devidos processos previstos em lei para obter a casa própria.

O poder público garante que, assim que os edifícios forem desocupados pelas famílias, reiniciará a obra do Condomínio Jardim Kennedy, que tem prazo de conclusão de nove meses. A construção foi interrompida ainda na gestão anterior, em 2006, por suspeita de desvio de verbas.



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Prédio ocupado continua sem data para reintegração

Saída de 42 famílias está suspensa até que Prefeitura cumpra determinações

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

23/03/2012 | 07:00


As 42 famílias que ocupam há um ano conjunto de prédios inacabados na Rua Pérola, no Jardim Itapark Novo, em Mauá, devem continuar no local por tempo indeterminado. A Prefeitura informou que a data limite para a desocupação, ontem, era apenas para saída voluntária das famílias.

Segundo o advogado que representa os ocupantes, Fábricio Tavares, a ordem judicial que determina a reintegração de posse está suspensa enquanto a administração municipal não cumprir as determinações exigidas pelo juiz para a remoção: bolsa aluguel, abrigo temporário e veículos para levar a mudança das famílias. "Na sexta-feira (hoje) faremos reunião com os ocupantes para explicar esses detalhes, pois eles estão assustados com a saída iminente. Eles têm sim de deixar o local, porque o prédio é destinado a outras famílias, mas não podem fazer isso sem ter para onde ir."

Os moradores não se negam a desocupar a construção, mas afirmam não conseguir imóveis para alugar na cidade. "Até saí para procurar, mas ninguém quer alugar casa para a Prefeitura. A gente tem que ir atrás de tudo, fiador, conta no banco. A maioria aqui nem tem como comprovar renda", reclama a desempregada Viviane Aparecida Batista, 33 anos.

A Prefeitura de Mauá, por sua vez, afirma que a manutenção da ocupação seria injusta, uma vez que os apartamentos estão sendo construídos para famílias anteriormente cadastradas em programas sociais públicos e que participaram dos devidos processos previstos em lei para obter a casa própria.

O poder público garante que, assim que os edifícios forem desocupados pelas famílias, reiniciará a obra do Condomínio Jardim Kennedy, que tem prazo de conclusão de nove meses. A construção foi interrompida ainda na gestão anterior, em 2006, por suspeita de desvio de verbas.

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