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Audiência expõe
despreparo da Prefeitura

Secretário de Esporte de Santo André se complica ao dar
explicação sobre motivo da paralisação das obras do estádio


Anderson Fattori
Dérek Bittencourt

06/03/2012 | 07:00


Muita conversa, explicações controversas e pouca produtividade. Assim foi a audiência pública realizada ontem à tarde na Câmara de Santo André sobre a paralisação das obras no Estádio Bruno Daniel.

Entre os diálogos, um expôs o despreparo da Prefeitura, quando o Secretário de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo, Carlos Roberto Panini, comparou o Ramalhão ao Corinthians, dizendo que o time da Capital sobrevive até hoje sem ter estádio, em alusão à falta de campo para que a equipe andreense mande seus jogos no Paulista da Série A-2.

"Discordo que o desempenho do Santo André tenha a ver com estádio. Se fosse assim, como o Corinthians sobrevive até hoje?", questionou o secretário, em resposta ao diretor de futebol do Ramalhão, Sérgio do Prado, que compôs a mesa e relacionou o impedimento de jogar no Bruno Daniel como um dos motivos para a má campanha do clube na Série A-2 (é o 15º).

Participaram da audiência o secretário de Finanças, Heitor Sichmann, o diretor de Esporte, Almir Padalino, e a diretora do Procon de Santo André, Ana Paula Satcheki. Curiosamente, o secretário de Obras e Serviços Públicos, Alberto Rodrigues Casalinho, um dos principais envolvidos no assunto, não esteve presente.

Chamou atenção também a pouca adesão dos vereadores - dos 21 parlamentares, apenas Thiago Nogueira (PT), José Montoro Filho, o Montorinho (PT) e Evilásio Santana, o Bahia (DEM) estiveram presentes - e o número minúsculo de torcedores presentes ao plenário, cerca de 15 no total.

Durante mais de três horas, público e clube acusaram representantes da Prefeitura de falta de transparência e vontade para resolver o problema e cobraram recomeço imediato das obras (leia mais ao lado).

Sérgio do Prado, inclusive, solicitou que Padalino estivesse mais presente ao estádio. "Completo 100 dias desde que voltei ao Santo André, trabalho das 8h às 20h, nunca faltei e jamais vi o diretor de Esporte pelos lados do Bruno Daniel", cobrou o dirigente.

Surpreendido com a indagação, Panini garantiu que os responsáveis pela secretaria visitam esporadicamente a praça esportiva e finalizou dizendo. "Nunca estivemos longe, mas queremos estar mais perto."

Desfecho da novela sairá hoje após parecer definitivo do STJD

Se tudo correr dentro do esperado pelo Santo André, a resolução sobre a interdição do Bruno Daniel sai hoje. O presidente do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) Rubens Aprobatto Machado, deve dar o parecer a respeito da construção do muro de contenção e do laudo de aprovação da Polícia Militar, para a partir daí oficializar relatório de desinterdição do estádio.

Na sequência, são esperadas resolução da FPF (Federação Paulista de Futebol) liberando a praça esportiva e posicionamento da Prefeitura para retirar o veto imposto em novembro, quando oficializou que o Brunão estava fechado por tempo indeterminado para obras.

Ontem, durante audiência pública, o secretário de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo, Carlos Roberto Panini, firmou o compromisso de liberar o estádio a partir do momento em que for da competência apenas da administração pública tal problema. "Não há intenção em vetar os jogos do Santo André lá (Bruno Daniel). Desde que órgãos competentes liberem, retiramos o veto."

Aliás, outra promessa feita pelo secretário foi retomar as obras - paralisadas desde setembro - em abril. "A prioridade é a liberação e desinterdição, o mais rápido possível, mas recebemos informações da Sosp (Secretaria de Obras e Serviços Públicos) de que as obras serão reiniciadas até abril", afirmou.

Dinheiro para isso não falta. Segundo o secretário de Finanças, Heitor Sichmann, a verba separada para as obras não pode mais ser utilizada por fazer parte do Orçamento de 2011 e necessita ser alocada novamente. "Nos comprometemos a disponibilizar quantia semelhante (cerca de R$ 5 milhões) para as obras assim que for solicitado. Este processo é bem rápido", garantiu.

Torcedores se exaltam com declarações evasivas

A falta de convicção dos representantes da Prefeitura presentes à audiência pública sobre o Bruno Daniel proporcionou momentos de exaltação na Câmara. Eduardo Braguirolli, o Esquerdinha, convidado para compor a mesa pelo vereador Luiz Carlos Pinheiro, o Pinheirinho (DEM), que comandou os trabalhos, abandonou a cadeira inconformado com as explicações que ouvia.

Um dos munícipes, Thiago Rocha, desqualificou as respostas do diretor de Esportes, Almir Padalino, o acusando de ser o maior responsável pelo problema que enfrenta o Bruno Daniel e pela situação caótica que se encontra o esporte andreense. Ovídio Simpionatto, líder da Tuda (Torcida Uniformizada Dragão Andreense), lembrou que o dirigente tirou férias durante a disputa dos Jogos Regionais de 2010, que contribuiu para o rebaixamento da cidade.

Sem saída, Padalino chegou a insultar Esquerdinha e esquentou o clima no plenário.

MAL-ENTENDIDO
Ficou evidente a pouca proximidade entre Prefeitura e clube. O secretário de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo, Carlos Roberto Panini, garantiu que convidou, por e-mail, o diretor de futebol do Santo André, Sérgio do Prado, para participar das reuniões relacionadas ao Bruno Daniel, mas o representante do Ramalhão negou ter recebido a mensagem.

Ao mesmo tempo, o cartola assegurou que enviou o laudo emitido pela Polícia Militar atestando a segurança do estádio para jogos, mas que também não teve o recebimento acusado pelo secretário.

A situação constrangedora fez com que Pinheirinho sugerisse que os dois trocassem números de telefone, a fim de agilizar a troca de informações e solucionar o impasse. Como fizera em outras oportunidades, o público reagiu incrédulo, em mistura de risos e lamentações. No fim das contas, aplaudiram sob expectativa de soluções.



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Audiência expõe
despreparo da Prefeitura

Secretário de Esporte de Santo André se complica ao dar
explicação sobre motivo da paralisação das obras do estádio

Anderson Fattori
Dérek Bittencourt

06/03/2012 | 07:00


Muita conversa, explicações controversas e pouca produtividade. Assim foi a audiência pública realizada ontem à tarde na Câmara de Santo André sobre a paralisação das obras no Estádio Bruno Daniel.

Entre os diálogos, um expôs o despreparo da Prefeitura, quando o Secretário de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo, Carlos Roberto Panini, comparou o Ramalhão ao Corinthians, dizendo que o time da Capital sobrevive até hoje sem ter estádio, em alusão à falta de campo para que a equipe andreense mande seus jogos no Paulista da Série A-2.

"Discordo que o desempenho do Santo André tenha a ver com estádio. Se fosse assim, como o Corinthians sobrevive até hoje?", questionou o secretário, em resposta ao diretor de futebol do Ramalhão, Sérgio do Prado, que compôs a mesa e relacionou o impedimento de jogar no Bruno Daniel como um dos motivos para a má campanha do clube na Série A-2 (é o 15º).

Participaram da audiência o secretário de Finanças, Heitor Sichmann, o diretor de Esporte, Almir Padalino, e a diretora do Procon de Santo André, Ana Paula Satcheki. Curiosamente, o secretário de Obras e Serviços Públicos, Alberto Rodrigues Casalinho, um dos principais envolvidos no assunto, não esteve presente.

Chamou atenção também a pouca adesão dos vereadores - dos 21 parlamentares, apenas Thiago Nogueira (PT), José Montoro Filho, o Montorinho (PT) e Evilásio Santana, o Bahia (DEM) estiveram presentes - e o número minúsculo de torcedores presentes ao plenário, cerca de 15 no total.

Durante mais de três horas, público e clube acusaram representantes da Prefeitura de falta de transparência e vontade para resolver o problema e cobraram recomeço imediato das obras (leia mais ao lado).

Sérgio do Prado, inclusive, solicitou que Padalino estivesse mais presente ao estádio. "Completo 100 dias desde que voltei ao Santo André, trabalho das 8h às 20h, nunca faltei e jamais vi o diretor de Esporte pelos lados do Bruno Daniel", cobrou o dirigente.

Surpreendido com a indagação, Panini garantiu que os responsáveis pela secretaria visitam esporadicamente a praça esportiva e finalizou dizendo. "Nunca estivemos longe, mas queremos estar mais perto."

Desfecho da novela sairá hoje após parecer definitivo do STJD

Se tudo correr dentro do esperado pelo Santo André, a resolução sobre a interdição do Bruno Daniel sai hoje. O presidente do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) Rubens Aprobatto Machado, deve dar o parecer a respeito da construção do muro de contenção e do laudo de aprovação da Polícia Militar, para a partir daí oficializar relatório de desinterdição do estádio.

Na sequência, são esperadas resolução da FPF (Federação Paulista de Futebol) liberando a praça esportiva e posicionamento da Prefeitura para retirar o veto imposto em novembro, quando oficializou que o Brunão estava fechado por tempo indeterminado para obras.

Ontem, durante audiência pública, o secretário de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo, Carlos Roberto Panini, firmou o compromisso de liberar o estádio a partir do momento em que for da competência apenas da administração pública tal problema. "Não há intenção em vetar os jogos do Santo André lá (Bruno Daniel). Desde que órgãos competentes liberem, retiramos o veto."

Aliás, outra promessa feita pelo secretário foi retomar as obras - paralisadas desde setembro - em abril. "A prioridade é a liberação e desinterdição, o mais rápido possível, mas recebemos informações da Sosp (Secretaria de Obras e Serviços Públicos) de que as obras serão reiniciadas até abril", afirmou.

Dinheiro para isso não falta. Segundo o secretário de Finanças, Heitor Sichmann, a verba separada para as obras não pode mais ser utilizada por fazer parte do Orçamento de 2011 e necessita ser alocada novamente. "Nos comprometemos a disponibilizar quantia semelhante (cerca de R$ 5 milhões) para as obras assim que for solicitado. Este processo é bem rápido", garantiu.

Torcedores se exaltam com declarações evasivas

A falta de convicção dos representantes da Prefeitura presentes à audiência pública sobre o Bruno Daniel proporcionou momentos de exaltação na Câmara. Eduardo Braguirolli, o Esquerdinha, convidado para compor a mesa pelo vereador Luiz Carlos Pinheiro, o Pinheirinho (DEM), que comandou os trabalhos, abandonou a cadeira inconformado com as explicações que ouvia.

Um dos munícipes, Thiago Rocha, desqualificou as respostas do diretor de Esportes, Almir Padalino, o acusando de ser o maior responsável pelo problema que enfrenta o Bruno Daniel e pela situação caótica que se encontra o esporte andreense. Ovídio Simpionatto, líder da Tuda (Torcida Uniformizada Dragão Andreense), lembrou que o dirigente tirou férias durante a disputa dos Jogos Regionais de 2010, que contribuiu para o rebaixamento da cidade.

Sem saída, Padalino chegou a insultar Esquerdinha e esquentou o clima no plenário.

MAL-ENTENDIDO
Ficou evidente a pouca proximidade entre Prefeitura e clube. O secretário de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo, Carlos Roberto Panini, garantiu que convidou, por e-mail, o diretor de futebol do Santo André, Sérgio do Prado, para participar das reuniões relacionadas ao Bruno Daniel, mas o representante do Ramalhão negou ter recebido a mensagem.

Ao mesmo tempo, o cartola assegurou que enviou o laudo emitido pela Polícia Militar atestando a segurança do estádio para jogos, mas que também não teve o recebimento acusado pelo secretário.

A situação constrangedora fez com que Pinheirinho sugerisse que os dois trocassem números de telefone, a fim de agilizar a troca de informações e solucionar o impasse. Como fizera em outras oportunidades, o público reagiu incrédulo, em mistura de risos e lamentações. No fim das contas, aplaudiram sob expectativa de soluções.

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