Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 20 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Nacional

nacional@dgabc.com.br | 4435-8301

São Paulo instala microchips em 480 mil bichos

Ari Paleta/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


11/10/2010 | 07:23


 

O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) da cidade de São Paulo instalará nos próximos dois anos microchips de identificação em 480 mil cães e gatos. A meta é aplicar 20 mil chips por mês. Neles há informações como sexo, idade, histórico de vacinas, dados do proprietário e castração. Segundo a veterinária da instituição Tamara Leite Cortez, o objetivo é controlar a população de animais da Capital, estimada em três milhões, e evitar a proliferação de doenças.

Os primeiros 120 mil aparelhos chegaram em setembro e começaram a ser colocados nos bichos do CCZ neste mês. Para a implantação nos animais fora do centro, a escolha dos locais está sendo definida.

Segundo Tamara, o microchip também ajuda a prevenir maus-tratos. "Se o animal é abandonado, o dono pode ser processado por negligência, além de receber multa de até R$ 500 mil."

A identificação de animais roubados também ficaria mais fácil. "Se o animal aparecer em um pet shop e o proprietário verificar o chip, conseguirá saber a origem e localizar o dono."

TECNOLOGIA
Do tamanho de um grão de arroz, o microchip é introduzido entre as escápulas (ossos das costas) do animal. O procedimento é simples e indolor. Ele dura a vida toda.

Criador do site Cachorro Perdido, Fábio Motta diz que o microchip ajuda a encontrar animais desaparecidos, mas o uso, se levado em conta a população canina da capital, ainda é bastante incipiente. "Quando for bem difundido, popularizado e barateado, será uma ferramenta e tanto."

Ele ressalta que para a tecnologia funcionar é preciso ter aparelhos de leitura ótica nas clínicas veterinárias. "Há poucos equipamentos e tem de haver um banco de dados único para todos acessarem."

Isso porque o microchip para animais não é rastreador. "Só dá para saber quem é o dono se o cachorro perdido for encaminhado à clínica ou pet shop que tenha o scanner ótico, leia essas informações, acesse o cadastro e entre em contato com o dono."

A procura pela aplicação de microchip de identificação para animais domésticos tem crescido nas clínicas particulares da capital paulista. "Além de o produto ter se popularizado, os donos dos animais estão se conscientizando da importância como ferramenta para encontrá-los em caso de perda ou desaparecimento", afirma a veterinária Fabíola Pinheiro.

Há alguns anos, apenas quem vai para o Exterior recorria ao produto. Isso porque as leis de entrada de animais domésticos na Europa e nos Estados Unidos exigem a adoção do sistema. "Se o bicho não estiver ‘chipado', não passa na quarentena da vigilância sanitária desses países", explica Fabíola.

No entanto, o preço ainda pode ser um desestímulo à aplicação do chip no Brasil. Nos estabelecimentos consultados pela reportagem, o procedimento custa de R$ 100 a R$ 150, além do valor da consulta, de R$ 60 a R$ 70.

 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

São Paulo instala microchips em 480 mil bichos


11/10/2010 | 07:23


 

O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) da cidade de São Paulo instalará nos próximos dois anos microchips de identificação em 480 mil cães e gatos. A meta é aplicar 20 mil chips por mês. Neles há informações como sexo, idade, histórico de vacinas, dados do proprietário e castração. Segundo a veterinária da instituição Tamara Leite Cortez, o objetivo é controlar a população de animais da Capital, estimada em três milhões, e evitar a proliferação de doenças.

Os primeiros 120 mil aparelhos chegaram em setembro e começaram a ser colocados nos bichos do CCZ neste mês. Para a implantação nos animais fora do centro, a escolha dos locais está sendo definida.

Segundo Tamara, o microchip também ajuda a prevenir maus-tratos. "Se o animal é abandonado, o dono pode ser processado por negligência, além de receber multa de até R$ 500 mil."

A identificação de animais roubados também ficaria mais fácil. "Se o animal aparecer em um pet shop e o proprietário verificar o chip, conseguirá saber a origem e localizar o dono."

TECNOLOGIA
Do tamanho de um grão de arroz, o microchip é introduzido entre as escápulas (ossos das costas) do animal. O procedimento é simples e indolor. Ele dura a vida toda.

Criador do site Cachorro Perdido, Fábio Motta diz que o microchip ajuda a encontrar animais desaparecidos, mas o uso, se levado em conta a população canina da capital, ainda é bastante incipiente. "Quando for bem difundido, popularizado e barateado, será uma ferramenta e tanto."

Ele ressalta que para a tecnologia funcionar é preciso ter aparelhos de leitura ótica nas clínicas veterinárias. "Há poucos equipamentos e tem de haver um banco de dados único para todos acessarem."

Isso porque o microchip para animais não é rastreador. "Só dá para saber quem é o dono se o cachorro perdido for encaminhado à clínica ou pet shop que tenha o scanner ótico, leia essas informações, acesse o cadastro e entre em contato com o dono."

A procura pela aplicação de microchip de identificação para animais domésticos tem crescido nas clínicas particulares da capital paulista. "Além de o produto ter se popularizado, os donos dos animais estão se conscientizando da importância como ferramenta para encontrá-los em caso de perda ou desaparecimento", afirma a veterinária Fabíola Pinheiro.

Há alguns anos, apenas quem vai para o Exterior recorria ao produto. Isso porque as leis de entrada de animais domésticos na Europa e nos Estados Unidos exigem a adoção do sistema. "Se o bicho não estiver ‘chipado', não passa na quarentena da vigilância sanitária desses países", explica Fabíola.

No entanto, o preço ainda pode ser um desestímulo à aplicação do chip no Brasil. Nos estabelecimentos consultados pela reportagem, o procedimento custa de R$ 100 a R$ 150, além do valor da consulta, de R$ 60 a R$ 70.

 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;