Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 20 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Atila decide revogar decreto de calamidade financeira de Alaíde

Montagem/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Diário apura que decisão já foi tomada, embora prefeito de Mauá pregue cautela ao atacar ato de sua vice


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

27/09/2018 | 07:00


O prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), vai revogar nos próximos dias o decreto de calamidade financeira editado pela vice Alaíde Damo (MDB) em julho. O socialista ainda prega cautela e evita antecipar a ação, mas, segundo apurou o Diário, já prepara o terreno para reverter a decisão tomada pelo governo interino enquanto estava afastado.

Publicamente, Atila tem adotado caminho republicano para enfraquecer o discurso encampado pela gestão de sua vice de que o decreto era a saída para sanear as contas públicas. Internamente, porém, a análise que o socialista faz é bem mais crítica: além de não surtir efeitos práticos a curto prazo, isto é, de não ter colocado as finanças nos trilhos, o ato assinado por Alaíde também atraiu imagem negativa para a cidade, que já tinha seu nome nos noticiários nacionais com os desdobramentos da Operação Prato Feito.

Ao Diário, o prefeito, que retornou ao posto no dia 11, evitou antecipar a ação, mas voltou questionar a eficácia do decreto, em claro indício de que não pretende deixar seu mandato seguir pautado por ato que tem as digitais do governo interino. “Se o decreto foi para chamar a atenção dos governos estadual e federal, seria necessário que o município fizesse a lição de casa. Não houve redução de contratos nem da folha de pagamento. Outra questão que chamou a nossa atenção foi a frequente quebra da ordem cronológica dos pagamentos (aos fornecedores)”, criticou, ao emendar que a medida “não foi eficiente” e não surtiu “retorno por parte do Palácio dos Bandeirantes e da União”.

Atila também rebateu as insinuações de seu próprio secretário de Finanças, Valtemir Pereira, que, no exercício de chefe da Pasta durante a gestão temporária de Alaíde, disse que o socialista tinha parcela de culpa no desarranjo das contas. “A população de Mauá vem sofrendo abalo financeiro desde a (segunda) gestão de Amaury Fioravanti (1973-1977 e 1989-1992), com o empréstimo para canalização dos córregos. (Essa situação) Passou pelas gestões do Leonel (Damo, de 1983 a 1988 e do fim de 2005 a 2008), do Oswaldo Dias (PT, 1997-2000, 2001-2004 e 2009-2012) e do Donisete (Braga, Pros, 2013-2016). Resolvi a cidade mesmo tendo assumido com R$ 1,3 bilhão em dívidas, sendo R$ 400 milhões em débitos a curto prazo e em nenhum momento pensei em decretar estado de calamidade financeira”, comparou o prefeito.

Atila ficou 126 dias longe da cadeira para o qual foi eleito em 2016. O socialista ficou preso por 37 dias e é acusado pelo MPF (Ministério Público Federal) de lavagem de dinheiro. Ao deflagrar operação que desmontou esquema de desvios em contratos de merenda e material escolares, a PF (Polícia Federal) encontrou R$ 87 mil em dinheiro vivo guardado no armário da cozinha de sua residência. Tanto a soltura quanto o retorno ao cargo foram conquistados por decisões do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Atila nega as acusações a garante que os recursos têm origem lícita.

Porta-voz da emedebista rebate socialista

Porta-voz e homem forte do governo temporário de Alaíde Damo (MDB), Antônio Carlos de Lima (PRTB) rebateu os questionamentos que o prefeito Atila Jacomussi (PSB) tem feito sobre o decreto de calamidade financeira adotada pelo governo interino.

“Se o mesmo (Atila) diz que o decreto é ilegal, por que não o revoga?”, indagou o ex-secretário de Governo. Atila, na verdade, não tem pontuado a legalidade da iniciativa. A narrativa do prefeito vai no sentido de contestar a eficiência da medida. A legalidade ou não do documento tem sido colocada em xeque pela Câmara, através do presidente da Casa, Admir Jacomussi (PRP), pai do prefeito.

Antônio Carlos também refutou o discurso do prefeito, que afirmou que retornaria sem sentimento de vingança, mas que exonerou 12 secretários, indicados por Alaíde, e fez devassa no segundo escalão ao demitir 18 adjuntos. “Se o Atila acha que ela (Alaíde) errou ao trocar os secretários por serem da mesma coligação que os consagrou, por que ele não dá o exemplo e mantém os secretários dela?”

O prefeito ainda não nomeou todos os substitutos para os postos desocupados no primeiro escalão. Apesar de não ter anunciado a demissão de Valtemir Pereira, de Finanças, no site da Prefeitura, Israel Aleixo (PSB), atual secretário de Governo e braço direito do prefeito, aparece como responsável pelo setor. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Atila decide revogar decreto de calamidade financeira de Alaíde

Diário apura que decisão já foi tomada, embora prefeito de Mauá pregue cautela ao atacar ato de sua vice

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

27/09/2018 | 07:00


O prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), vai revogar nos próximos dias o decreto de calamidade financeira editado pela vice Alaíde Damo (MDB) em julho. O socialista ainda prega cautela e evita antecipar a ação, mas, segundo apurou o Diário, já prepara o terreno para reverter a decisão tomada pelo governo interino enquanto estava afastado.

Publicamente, Atila tem adotado caminho republicano para enfraquecer o discurso encampado pela gestão de sua vice de que o decreto era a saída para sanear as contas públicas. Internamente, porém, a análise que o socialista faz é bem mais crítica: além de não surtir efeitos práticos a curto prazo, isto é, de não ter colocado as finanças nos trilhos, o ato assinado por Alaíde também atraiu imagem negativa para a cidade, que já tinha seu nome nos noticiários nacionais com os desdobramentos da Operação Prato Feito.

Ao Diário, o prefeito, que retornou ao posto no dia 11, evitou antecipar a ação, mas voltou questionar a eficácia do decreto, em claro indício de que não pretende deixar seu mandato seguir pautado por ato que tem as digitais do governo interino. “Se o decreto foi para chamar a atenção dos governos estadual e federal, seria necessário que o município fizesse a lição de casa. Não houve redução de contratos nem da folha de pagamento. Outra questão que chamou a nossa atenção foi a frequente quebra da ordem cronológica dos pagamentos (aos fornecedores)”, criticou, ao emendar que a medida “não foi eficiente” e não surtiu “retorno por parte do Palácio dos Bandeirantes e da União”.

Atila também rebateu as insinuações de seu próprio secretário de Finanças, Valtemir Pereira, que, no exercício de chefe da Pasta durante a gestão temporária de Alaíde, disse que o socialista tinha parcela de culpa no desarranjo das contas. “A população de Mauá vem sofrendo abalo financeiro desde a (segunda) gestão de Amaury Fioravanti (1973-1977 e 1989-1992), com o empréstimo para canalização dos córregos. (Essa situação) Passou pelas gestões do Leonel (Damo, de 1983 a 1988 e do fim de 2005 a 2008), do Oswaldo Dias (PT, 1997-2000, 2001-2004 e 2009-2012) e do Donisete (Braga, Pros, 2013-2016). Resolvi a cidade mesmo tendo assumido com R$ 1,3 bilhão em dívidas, sendo R$ 400 milhões em débitos a curto prazo e em nenhum momento pensei em decretar estado de calamidade financeira”, comparou o prefeito.

Atila ficou 126 dias longe da cadeira para o qual foi eleito em 2016. O socialista ficou preso por 37 dias e é acusado pelo MPF (Ministério Público Federal) de lavagem de dinheiro. Ao deflagrar operação que desmontou esquema de desvios em contratos de merenda e material escolares, a PF (Polícia Federal) encontrou R$ 87 mil em dinheiro vivo guardado no armário da cozinha de sua residência. Tanto a soltura quanto o retorno ao cargo foram conquistados por decisões do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Atila nega as acusações a garante que os recursos têm origem lícita.

Porta-voz da emedebista rebate socialista

Porta-voz e homem forte do governo temporário de Alaíde Damo (MDB), Antônio Carlos de Lima (PRTB) rebateu os questionamentos que o prefeito Atila Jacomussi (PSB) tem feito sobre o decreto de calamidade financeira adotada pelo governo interino.

“Se o mesmo (Atila) diz que o decreto é ilegal, por que não o revoga?”, indagou o ex-secretário de Governo. Atila, na verdade, não tem pontuado a legalidade da iniciativa. A narrativa do prefeito vai no sentido de contestar a eficiência da medida. A legalidade ou não do documento tem sido colocada em xeque pela Câmara, através do presidente da Casa, Admir Jacomussi (PRP), pai do prefeito.

Antônio Carlos também refutou o discurso do prefeito, que afirmou que retornaria sem sentimento de vingança, mas que exonerou 12 secretários, indicados por Alaíde, e fez devassa no segundo escalão ao demitir 18 adjuntos. “Se o Atila acha que ela (Alaíde) errou ao trocar os secretários por serem da mesma coligação que os consagrou, por que ele não dá o exemplo e mantém os secretários dela?”

O prefeito ainda não nomeou todos os substitutos para os postos desocupados no primeiro escalão. Apesar de não ter anunciado a demissão de Valtemir Pereira, de Finanças, no site da Prefeitura, Israel Aleixo (PSB), atual secretário de Governo e braço direito do prefeito, aparece como responsável pelo setor. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;