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Invadindo outros meios

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

27/09/2010 | 07:07


Para muitos personagens, o caminho natural de sua trajetória é partir das páginas das histórias em quadrinhos para outros meios de divulgação. Não é o que ocorreu com Scarygirl (Editora ARX, R$ 42,90, 128 páginas), famosa no meio virtual e no mercado de toy art, que acaba de ganhar versão no formato de graphic novel. O potencial visual da pequena garota deformada é muito bem aproveitado e chama atenção pela qualidade de seu material artístico e gráfico.

Criada pelo australiano Nathan Jurevicius - que mora atualmente no Canadá -, Scarygirl ganhou fama, principalmente entre os jovens, graças ao jogo online gratuito disponibilizado em seu site oficial. A mistura entre universo dark com figuras que podem ser consideradas extremamente infantis chega a lembrar o clássico do stop-motion O Fantástico Mundo de Jack (1993), de Tim Burton.

O livro mostra a estranha menina sendo abandonada em uma praia remota. Ela tem a ajuda de Blister, um polvo gigante que começa a tomar conta da nova protegida. Em um de seus sonhos, Scarygirl tem a visão de um homem misterioso o qual não faz ideia de quem seja. A aparição faz com que novos questionamentos - além do mistério de como ela foi parar naquele local - apareçam e a protagonista acredite que o encontro com a figura de seus delírios é essencial para lhe dar respostas.

No caminho de sua jornada, conhece outros bizarros personagens, caso do coelho místico Bunniguru, do bondoso gigante Sewer Giant e do malvado rato Chihoohoo. Detalhe para o fato de que toda história não conta com diálogos ou qualquer tipo de texto. A apresentação dos seres ocorre nas páginas iniciais e finais, que também apresentam suas características - igualmente estranhas.

O miolo da publicação conta com espaço especial dedicado à entrevista com o criador de Scarygirl. Muito do que ele diz ajuda a entender o colorido projeto. "O universo de Scarygirl partilha algumas regras e filosofias com o nosso mundo (...) O mundo também gira em torno da ideia de que nem sempre as coisas são o que parecem ser e que os pontos fortes de alguém são apresentados por meio de suas fraquezas", explica Nathan Jurevicius. As ‘páginas rosadas' trazem interessante acervo com ilustrações inacabadas que chamam atenção. Como graphic novel, a HQ serve como ótimo exemplo de trabalho visual de qualidade.

Outro ponto importante de Scarygirl é seu enorme potencial no mercado de toy art (peças destinadas a adultos com objetivo de enfeitar ambientes). Alguns bonecos feitos a partir dos personagens são apresentados aos leitores com infográficos detalhados. Os braços deformados, as cabeças com diferentes formatos e a grande quantidade de cores fazem do mundo de Scarygirl prato cheio para as mais variadas vertentes da cultura pop.



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Invadindo outros meios

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

27/09/2010 | 07:07


Para muitos personagens, o caminho natural de sua trajetória é partir das páginas das histórias em quadrinhos para outros meios de divulgação. Não é o que ocorreu com Scarygirl (Editora ARX, R$ 42,90, 128 páginas), famosa no meio virtual e no mercado de toy art, que acaba de ganhar versão no formato de graphic novel. O potencial visual da pequena garota deformada é muito bem aproveitado e chama atenção pela qualidade de seu material artístico e gráfico.

Criada pelo australiano Nathan Jurevicius - que mora atualmente no Canadá -, Scarygirl ganhou fama, principalmente entre os jovens, graças ao jogo online gratuito disponibilizado em seu site oficial. A mistura entre universo dark com figuras que podem ser consideradas extremamente infantis chega a lembrar o clássico do stop-motion O Fantástico Mundo de Jack (1993), de Tim Burton.

O livro mostra a estranha menina sendo abandonada em uma praia remota. Ela tem a ajuda de Blister, um polvo gigante que começa a tomar conta da nova protegida. Em um de seus sonhos, Scarygirl tem a visão de um homem misterioso o qual não faz ideia de quem seja. A aparição faz com que novos questionamentos - além do mistério de como ela foi parar naquele local - apareçam e a protagonista acredite que o encontro com a figura de seus delírios é essencial para lhe dar respostas.

No caminho de sua jornada, conhece outros bizarros personagens, caso do coelho místico Bunniguru, do bondoso gigante Sewer Giant e do malvado rato Chihoohoo. Detalhe para o fato de que toda história não conta com diálogos ou qualquer tipo de texto. A apresentação dos seres ocorre nas páginas iniciais e finais, que também apresentam suas características - igualmente estranhas.

O miolo da publicação conta com espaço especial dedicado à entrevista com o criador de Scarygirl. Muito do que ele diz ajuda a entender o colorido projeto. "O universo de Scarygirl partilha algumas regras e filosofias com o nosso mundo (...) O mundo também gira em torno da ideia de que nem sempre as coisas são o que parecem ser e que os pontos fortes de alguém são apresentados por meio de suas fraquezas", explica Nathan Jurevicius. As ‘páginas rosadas' trazem interessante acervo com ilustrações inacabadas que chamam atenção. Como graphic novel, a HQ serve como ótimo exemplo de trabalho visual de qualidade.

Outro ponto importante de Scarygirl é seu enorme potencial no mercado de toy art (peças destinadas a adultos com objetivo de enfeitar ambientes). Alguns bonecos feitos a partir dos personagens são apresentados aos leitores com infográficos detalhados. Os braços deformados, as cabeças com diferentes formatos e a grande quantidade de cores fazem do mundo de Scarygirl prato cheio para as mais variadas vertentes da cultura pop.

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