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Brasileiro está em lista americana de supostos terroristas


Do Diário OnLine

25/09/2001 | 01:22


As autoridades americanas têm o nome de um brasileiro na lista de suspeitos de envolvimento com o terrorismo internacional. Trata-se de Saleh Hage, 37 anos, um filho de imigrantes libaneses que pediu asilo político aos Estados Unidos no ano passado, alegando perseguição por ter testemunhado diversos crimes na capital paulista. Ele seria ligado ao grupo extremista islâmico Hezbolah.

Hage foi denunciado ao Serviço de Imigração dos EUA (INS) na segunda-feira, por Francisco Sampa, presidente da Brazilian American United Association (Baua). A Baua funciona em Nova Jersey, estado vizinho a Nova York, como um 'consulado informal' do Brasil.

Sampa relatou às autoridades da imigração americana que viu fotos de Hage em uma paisagem desértica, posando em frente a uma bandeira do Hezbolah, com uma metralhadora em mãos. O cenário das fotos poderia indicar a passagem do brasileiro por campos de treinamento de terroristas. O presidente da Baua contou ainda que não tem notícia de Hage há cerca de um mês.

'Bye, bye Brasil' - Hage chegou aos EUA em agosto de 2000, acompanhado pelo filho, Rafa, 7 anos. O mesmo membro do serviço de Imigração que recebeu a denúncia de Sampa, na segunda-feira, examinou o caso do brasileiro no ano passado, Chris Shanatta, supervisor do INS.

Ele e o filho chegaram aos EUA com visto de turistas. Mas, quando abordados pela Imigração para um questionário padrão, o brasileiro contou que procurava emprego para poder trabalhar e escola para matricular o garoto. Shanatta, na ocasião, disse que só não deportou Hage na hora por causa do relato que o comerciante fez sobre sua situação no Brasil.

Hage contou que era proprietário de um lava-rápido na Avenida Paraguaçu, em Arthur Alvim, zona Leste de São Paulo. Ele descreveu às autoridades americanas que viu, de seu estabelecimento, assaltos a vários vizinhos. "Como eu fui testemunha na polícia, passei a receber a visita de um sujeito da quadrilha, que me ameaçou de morte", afirmou, na ocasião.

Ele contou ainda que perdeu um irmão, chamado Abdala, em um assalto na região de Santo Amaro, zona Sul de São Paulo, em 1996. "Uns bandidos o mataram para roubar-lhe uma caminhonete", relatou, na época em que chegou aos EUA.

Dizendo-se cansado da violência em São Paulo, Hage contou que fugiu do país logo que teve oportunidade de viajar para os Estados Unidos. "Conseguimos visto de turistas e bye, bye São Paulo", descreveu, na época.

O FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, trabalha com milhares de pistas sobre supostos terroristas que moram e atuam no país. O secretário de Justiça dos Estados Unidos, John Ashcroft, revelou, nesta segunda-feira, que o FBI já deteve 352 pessoas na investigação sobre os atentados terroristas ocorridos 11 de setembro em Nova York e Washington.



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Brasileiro está em lista americana de supostos terroristas

Do Diário OnLine

25/09/2001 | 01:22


As autoridades americanas têm o nome de um brasileiro na lista de suspeitos de envolvimento com o terrorismo internacional. Trata-se de Saleh Hage, 37 anos, um filho de imigrantes libaneses que pediu asilo político aos Estados Unidos no ano passado, alegando perseguição por ter testemunhado diversos crimes na capital paulista. Ele seria ligado ao grupo extremista islâmico Hezbolah.

Hage foi denunciado ao Serviço de Imigração dos EUA (INS) na segunda-feira, por Francisco Sampa, presidente da Brazilian American United Association (Baua). A Baua funciona em Nova Jersey, estado vizinho a Nova York, como um 'consulado informal' do Brasil.

Sampa relatou às autoridades da imigração americana que viu fotos de Hage em uma paisagem desértica, posando em frente a uma bandeira do Hezbolah, com uma metralhadora em mãos. O cenário das fotos poderia indicar a passagem do brasileiro por campos de treinamento de terroristas. O presidente da Baua contou ainda que não tem notícia de Hage há cerca de um mês.

'Bye, bye Brasil' - Hage chegou aos EUA em agosto de 2000, acompanhado pelo filho, Rafa, 7 anos. O mesmo membro do serviço de Imigração que recebeu a denúncia de Sampa, na segunda-feira, examinou o caso do brasileiro no ano passado, Chris Shanatta, supervisor do INS.

Ele e o filho chegaram aos EUA com visto de turistas. Mas, quando abordados pela Imigração para um questionário padrão, o brasileiro contou que procurava emprego para poder trabalhar e escola para matricular o garoto. Shanatta, na ocasião, disse que só não deportou Hage na hora por causa do relato que o comerciante fez sobre sua situação no Brasil.

Hage contou que era proprietário de um lava-rápido na Avenida Paraguaçu, em Arthur Alvim, zona Leste de São Paulo. Ele descreveu às autoridades americanas que viu, de seu estabelecimento, assaltos a vários vizinhos. "Como eu fui testemunha na polícia, passei a receber a visita de um sujeito da quadrilha, que me ameaçou de morte", afirmou, na ocasião.

Ele contou ainda que perdeu um irmão, chamado Abdala, em um assalto na região de Santo Amaro, zona Sul de São Paulo, em 1996. "Uns bandidos o mataram para roubar-lhe uma caminhonete", relatou, na época em que chegou aos EUA.

Dizendo-se cansado da violência em São Paulo, Hage contou que fugiu do país logo que teve oportunidade de viajar para os Estados Unidos. "Conseguimos visto de turistas e bye, bye São Paulo", descreveu, na época.

O FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, trabalha com milhares de pistas sobre supostos terroristas que moram e atuam no país. O secretário de Justiça dos Estados Unidos, John Ashcroft, revelou, nesta segunda-feira, que o FBI já deteve 352 pessoas na investigação sobre os atentados terroristas ocorridos 11 de setembro em Nova York e Washington.

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