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Torneio sem graça, partida acaba muito pior entre Timão e River


Raphael Ramos
Do Diário do Grande ABC

15/09/2005 | 00:31


Tido como um torneio de segundo escalão, a Copa Sul-Americana teve uma partida digna de um campeonato sem qualquer apelo popular, na noite desta quarta-feira, no estádio do Morumbi. Corinthians e River Plate não saíram de um chato empate sem gols, no qual até mesmo os jogadores do Timão admitiram a péssima qualidade técnica da partida. Agora, as equipes voltam a se enfrentar pelas oitavas-de-final, no próximo dia 28, em Buenos Aires.

Ao final do jogo, a lamentação pelo futebol ruim apresentado foi geral. “Dos males o menor, pelo menos a gente não tomou gol”, disse o meia Roger. Para Carlos Alberto, os torcedores puderam acompanhar apenas duas equipes aguerridas. E só. “O jogo foi mais pela disputa da bola do que pela qualidade técnica”, lamentou.

O Corinthians começou a partida dando a impressão de que não teria problemas para jogar com uma equipe formada por jogadores sem ritmo de jogo, entrosamento e apoio da torcida. Logo no primeiro minuto, Bobô cruzou para Carlos Alberto, que, de frente para o gol, chutou para fora. No entanto, os argentinos reagiram seis minutos depois numa cabeçada perigosa de Farias, que passou rente à trave.

Armado no 3-5-2 (um esquema no qual a equipe não está acostumada a jogar), o Corinthians tinha dificuldade de marcação no meio-campo e permitia que o adversário tocasse a bola com facilidade. O time só conseguiu equilibrar o posicionamento após os 15 minutos e, aos 19, voltou a atacar com perigo num chute de longa distância de Carlos Alberto.

Com apenas Bobô atuando como atacante de ofício, o Timão não conseguia furar a defesa argentina e, para piorar, os laterais Rosinei (improvisado) e Coelho estavam numa noite de pouca inspiração.

Já o River tinha como principal problema as finalizações. A equipe chegou a criar boas oportunidades de abrir o placar ainda no primeiro tempo, mas mandava a bola para a linha de fundo com freqüência. Até que aos 35, Farias, novamente de cabeça, acertou o gol – mas Marcelo, bem posicionado, foi melhor na defesa.

No segundo tempo, as duas equipes continuaram sem proporcionar grande lance aos pouco mais de seis mil torcedores que se arriscaram a encarar o forte frio e a garoa que caiu no Morumbi.

O Corinthians, por exemplo, teve seu melhor momento apenas aos 17 minutos, numa cabeçada de Sebá. A resposta do River veio seis minutos depois com Farias, que de frente para o gol e sem marcação chutou para fora. Como se estivessem satisfeitos com o empate, as equipes pouco arriscaram-se ao ataque e o jogo ficou sonolento e monótono. Assim, a partida que já estava sem emoções, piorou com o excesso de passes errados e faltas até os minutos finais. Era o calvário de Bobô, que passou a ser alvo das críticas da impaciente torcida a cada vez que tocava na bola.


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Torneio sem graça, partida acaba muito pior entre Timão e River

Raphael Ramos
Do Diário do Grande ABC

15/09/2005 | 00:31


Tido como um torneio de segundo escalão, a Copa Sul-Americana teve uma partida digna de um campeonato sem qualquer apelo popular, na noite desta quarta-feira, no estádio do Morumbi. Corinthians e River Plate não saíram de um chato empate sem gols, no qual até mesmo os jogadores do Timão admitiram a péssima qualidade técnica da partida. Agora, as equipes voltam a se enfrentar pelas oitavas-de-final, no próximo dia 28, em Buenos Aires.

Ao final do jogo, a lamentação pelo futebol ruim apresentado foi geral. “Dos males o menor, pelo menos a gente não tomou gol”, disse o meia Roger. Para Carlos Alberto, os torcedores puderam acompanhar apenas duas equipes aguerridas. E só. “O jogo foi mais pela disputa da bola do que pela qualidade técnica”, lamentou.

O Corinthians começou a partida dando a impressão de que não teria problemas para jogar com uma equipe formada por jogadores sem ritmo de jogo, entrosamento e apoio da torcida. Logo no primeiro minuto, Bobô cruzou para Carlos Alberto, que, de frente para o gol, chutou para fora. No entanto, os argentinos reagiram seis minutos depois numa cabeçada perigosa de Farias, que passou rente à trave.

Armado no 3-5-2 (um esquema no qual a equipe não está acostumada a jogar), o Corinthians tinha dificuldade de marcação no meio-campo e permitia que o adversário tocasse a bola com facilidade. O time só conseguiu equilibrar o posicionamento após os 15 minutos e, aos 19, voltou a atacar com perigo num chute de longa distância de Carlos Alberto.

Com apenas Bobô atuando como atacante de ofício, o Timão não conseguia furar a defesa argentina e, para piorar, os laterais Rosinei (improvisado) e Coelho estavam numa noite de pouca inspiração.

Já o River tinha como principal problema as finalizações. A equipe chegou a criar boas oportunidades de abrir o placar ainda no primeiro tempo, mas mandava a bola para a linha de fundo com freqüência. Até que aos 35, Farias, novamente de cabeça, acertou o gol – mas Marcelo, bem posicionado, foi melhor na defesa.

No segundo tempo, as duas equipes continuaram sem proporcionar grande lance aos pouco mais de seis mil torcedores que se arriscaram a encarar o forte frio e a garoa que caiu no Morumbi.

O Corinthians, por exemplo, teve seu melhor momento apenas aos 17 minutos, numa cabeçada de Sebá. A resposta do River veio seis minutos depois com Farias, que de frente para o gol e sem marcação chutou para fora. Como se estivessem satisfeitos com o empate, as equipes pouco arriscaram-se ao ataque e o jogo ficou sonolento e monótono. Assim, a partida que já estava sem emoções, piorou com o excesso de passes errados e faltas até os minutos finais. Era o calvário de Bobô, que passou a ser alvo das críticas da impaciente torcida a cada vez que tocava na bola.

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