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Israel evita atentado suicida palestino


Das Agências

09/08/2002 | 09:44


O governo de Israel anunciou nesta sexta-feira que desarmou um atentado suicida palestino. Enquanto isso, a Autoridade Palestina reagia indignada a declarações do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon.

O Exército israelense prendeu nesta sexta dois militantes do braço armado do Movimento de Resistência Islâmica palestino (Hamas), que tinham um cinturão com explosivos em Qalqiliya (Cisjordânia). Os dois indivíduos eram procurados por participação em atentados e preparação de ataques, de acordo com os militares.

Na casa onde estavam, foram encontradas uma metralhadora e uma pistola. Também foram presos outros dois palestinos para serem interrogados. "O cinturão de explosivos estava pronto para ser usado. Tudo indica que se destinava a um atentado suicida em grande escala", afirmou um porta-voz militar.

Segundo fontes da segurança palestina, um dos dois militantes procurados e presos é Ibrahim Dehmess, membro das Brigadas Ezzedin al-Qassam, braço armado do Hamas. Ele sofreu ferimentos leves durante sua captura na cidade de Qalqiliya, junto a Israel, cerca de 15 km ao Leste do Centro de Tel Aviv. A identidade do segundo ativista não foi revelada.

Qalqiliya, assim como outras seis grandes cidades autônomas palestinas da Cisjordânia, foi reocupada em meados de junho pelo Exército israelense no início de uma grande operação chamada "Via Firme" destinada a impedir os atentados.

A Autoridade Palestina presidida por Yasser Arafat respondeu a declarações de Sharon, que nesta quinta acusou a entidade de ser "um bando de assassinos corruptos e terroristas". "Para dar início a um processo político real que possa desembocar na paz, há um obstáculo com o grupo de assassinos corruptos e terroristas da Autoridade Palestina", afirmou o primeiro-ministro israelense.

"A declaração de Sharon se aplica perfeitamente a certas autoridades israelenses que podem ser julgadas em tribunais internacionais por crimes de guerra contra nosso povo", respondeu Nabil Abu Rudeina, um colaborador próximo de Arafat.

Ele acrescentou que este tipo de declaração "prejudica os esforços da comunidade internacional para dar novo impulso ao processo político". "Isto prova as verdadeiras intenções de Sharon e de seu governo e explica o fracasso das discussões sobre a segurança" israelense-palestinas do quarta-feira, afirmou, referindo-se às negociações sobre o plano de retirada israelense gradual da Faixa de Gaza proposto pelo Estado hebreu.

Enquanto Sharon dava estas declarações, uma delegação oficial palestina, dirigida por Saeb Erakat, reunia-se com funcionário do alto escalão americano em Washington. Por outro lado, Sharon perdeu nove pontos no índice de popularidade em três semanas, apesar de ainda ter grandes chances de ganhar as próximas eleições, segundo uma pesquisa publicada nesta sexta-feira pelo jornal Yediot Aharonot.



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