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Companhia cinematografia Vera Cruz, sonho dos anos 50


Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

20/08/2005 | 08:38


É indiscutível a inscrição de São Bernardo na história do cinema nacional. A cidade foi a hospedeira do maior esforço do país em militar no cinema industrial, um privilégio dos norte-americanos e dos indianos e que, como projeto contínuo de produção, não vinga em nenhum outro terreno do mundo. De 1949 a 1954, São Bernardo abrigou a Companhia Cinematográfica Vera Cruz, que teve seus dias de glamour no contexto da agitação cultural do pós-guerra. Glamour que durou apenas meia dezena, de 1949 a 1954.

Por suas dependências, passaram astros e estrelas como Tônia Carrero, Amácio Mazzaropi, Anselmo Duarte, Alberto Cavalcanti e Cacilda Becker. Era tal o desfile pela Vera Cruz que o tapete vermelho não dava conta. Mas, paralelamente, foi registrado um histórico de excessos financeiros e de falta de planejamento no lançamento dos filmes, que contribuíram para a conclusão precoce dos negócios da companhia.

O terreno onde a Vera Cruz foi erigida pertencia a Francisco Matarazzo Sobrinho, o industrial Ciccillo, figura central do mecenato brasileiro no pós-guerra. Atiçado por Franco Zampari, que já fundara o TBC (Teatro Brasileiro de Comédia) em São Paulo, Ciccillo colaborou com a construção dos estúdios da Vera Cruz na rua Lauro Nogueira Garcez, no Jardim do Mar.

Para a direção artística do empreendimento, foi trazido da Europa o brasileiro Alberto Cavalcanti. Sob suas asas, vieram do Velho Mundo técnicos e produtores com o incumbência de transmitir o know-how a colegas brasileiros. "Toda hora chegavam técnicos que eram apresentados como assistentes do (Roberto) Rosselini (diretor do neo-realismo italiano, com obras como Roma, Cidade Aberta). Eu vivia me perguntando como é que num set de filmagem do Rosselini poderia caber tanto assistente assim", lembra Pierino Massenzi, 80 anos, ex-cenógrafo e ex-diretor de arte da Vera Cruz.

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Houve tentativas de reavivar o terreno da companhia como endereço de produção. Um deles, o projeto Nova Vera Cruz (convênio firmado entre a Prefeitura, o Governo do Estado de São Paulo e a Fundação Padre Anchieta), foi rescindido em 2003. Agora a direção dos diálogos sobre o destino da Vera Cruz é rumo ao ambicioso "Projetão", um complexo cultural instalado em 119 mil metros quadrados e que aglutinaria as áreas da antiga companhia, da Cidade da Criança, da Faculdade de Direito, do antigo Fórum (desativado desde 1999) e da Escola Estadual Wallace Cockrane Simonsen. Um projeto gigantesco, sem estimativa de conclusão ou mesmo de início das obras e cuja efetivação não sairia por menos de R$ 100 milhões.

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Serra do Mar e Estoril aproximam turista da natureza\r\n

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Marco Borba<br>Do Diário do Grande ABC\r\n

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São Bernardo tem duas opões de lazer em meio à natureza para quem quer fugir do caótico centro urbano da Região Metropolitana de São Paulo. A primeira é o Parque Estoril, encravado na Mata Atlântica e cercado pela represa Billings. A outra é o Parque Estadual da Serra do Mar, que passou por obras de restauração e foi reaberto ao público no início do ano passado.

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Situado em uma área verde de 373 mil m², o Parque Estoril oferece a crianças e adultos diversões em pedalinhos, esportes náuticos, turismo ecológico, zoológico e serviço de gastronomia.

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Fundada em 4 de novembro de 1949, a Vera Cruz chancelou 18 longas-metragens, do inaugural Caiçara ao derradeiro Floradas na Serra, com destaque para o bem-sucedido O Cangaceiro e para a descoberta de Mazzaropi, ao produzir seus três primeiros filmes, para o cinema popular. Um lançamento atrás do outro acabou por asfixiar o fôlego comercial dos filmes no momento da distribuição.

Houve tentativas de reavivar o terreno da companhia como endereço de produção. Um deles, o projeto Nova Vera Cruz (convênio firmado entre a Prefeitura, o Governo do Estado de São Paulo e a Fundação Padre Anchieta), foi rescindido em 2003. Agora a direção dos diálogos sobre o destino da Vera Cruz é rumo ao ambicioso "Projetão", um complexo cultural instalado em 119 mil metros quadrados e que aglutinaria as áreas da antiga companhia, da Cidade da Criança, da Faculdade de Direito, do antigo Fórum (desativado desde 1999) e da Escola Estadual Wallace Cockrane Simonsen. Um projeto gigantesco, sem estimativa de conclusão ou mesmo de início das obras e cuja efetivação não sairia por menos de R$ 100 milhões.



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