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Ampliação do toque de recolher afeta 46 milhões na França



23/10/2020 | 07:07


Diante do agravamento dos casos de contágio de coronavírus na França, o governo ampliará a partir deste sábado, 24, o toque de recolher noturno, já vigente em Paris e outras oito cidades, para grande parte do território, o que afetará 46 milhões de franceses. O toque de recolher será estendido para mais 38 departamentos, confinando dois terços dos 67 milhões de habitantes do país em suas casas das 21 horas às 6 horas.

Segundo o primeiro-ministro francês, Jean Castex, "uma segunda onda da epidemia de coronavírus está em curso agora na França e na Europa". "A situação é muito séria", disse Castex em entrevista coletiva.

A França registrou nesta quinta-feira, 22, um recorde de 41.622 novos casos de covid-19 em 24 horas, ou seja, 15 mil a mais do que na véspera, o que evidencia uma deterioração da situação sanitária no país, segundo o governo. De acordo com números oficiais, 165 mortes relacionadas a o novo coronavírus também foram reportadas em um dia.

Desde o início da pandemia, o país registrou 34.237 mortos, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. A França já ultrapassou a marca de um milhão de contágios - atualmente tem 1.041.991 -, é o quinto país mais afetado do mundo e o número de diagnósticos positivos não para de crescer. Depois que a Europa parecia ter recuperado algum controle sobre a epidemia na esteira dos rigorosos lockdowns de março e abril, uma disparada de casos ao longo das últimas semanas reposicionou o continente no centro da crise.

Embora as internações ainda não tenham sobrecarregado os sistemas de saúde, como na onda inicial do começo do ano, as autoridades de muitos países receiam que a situação esteja rapidamente se tornando preocupante. Mais de 5,3 milhões de pessoas de toda a Europa contraíram a doença e pelo menos de 204 mil já morreram, de acordo com o Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças (ECDC). Em comparação, os Estados Unidos somam 8,3 milhões de casos e a Índia outros 7,7 milhões. Às voltas com os custos enormes do coronavírus, líderes europeus estão desesperados para evitar o retorno dos lockdowns generalizados que travaram suas economias no segundo trimestre.

No entanto, como os casos aumentam e os serviços de saúde estão cada vez mais pressionados, foram obrigados a impor e expandir restrições locais a áreas ainda mais amplas, com o objetivo de reduzir as aglomerações públicas.

Na Espanha, cujo ministro da Saúde, Salvador Illa, disse que a epidemia agora está "fora de controle" em muitas áreas, acredita-se que autoridades regionais pressionarão o governo a impor um toque de recolher de âmbito nacional.

"A segunda onda é uma realidade. Em muitas áreas do nosso país, a epidemia está fora de controle", disse Illa à rádio Onda Cero. "Insisto que temos de adotar medidas drásticas, como fazem várias regiões", disse.

Desesperadas para evitar uma repetição da primeira onda, quando o vírus devastou a população de idosos e sobrecarregou o serviço de saúde, várias regiões já adotaram medidas, como ordenar que os restaurantes fechem mais cedo.

Como o lockdown de duas semanas em Madri e cidades vizinhas chega ao fim amanhã e as taxas de contágio estão subindo, é preciso fazer mais, argumentou Illa. "Estamos às portas do inverno, quando a probabilidade de contágio do vírus é maior. Não podemos baixar a guarda." A Espanha já registrou 1.026.281 casos e 34.521 mortes.

O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, anunciou ontem a implantação de um toque de recolher das 0h30 às 5 horas, a partir de amanhã, em Atenas, Tessalônica e outras zonas afetadas pela pandemia de coronavírus. O uso de máscara será obrigatório em espaços fechados e abertos, informou o premiê em discurso transmitido pela televisão, após um novo recorde de 882 casos de coronavírus e 15 mortes, registrados ontem.

"A máscara é a vacina antes que haja uma vacina", disse. Até agora, a Grécia registrou mais de 28 mil casos e cerca de 500 mortes pela covid-19. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Ampliação do toque de recolher afeta 46 milhões na França


23/10/2020 | 07:07


Diante do agravamento dos casos de contágio de coronavírus na França, o governo ampliará a partir deste sábado, 24, o toque de recolher noturno, já vigente em Paris e outras oito cidades, para grande parte do território, o que afetará 46 milhões de franceses. O toque de recolher será estendido para mais 38 departamentos, confinando dois terços dos 67 milhões de habitantes do país em suas casas das 21 horas às 6 horas.

Segundo o primeiro-ministro francês, Jean Castex, "uma segunda onda da epidemia de coronavírus está em curso agora na França e na Europa". "A situação é muito séria", disse Castex em entrevista coletiva.

A França registrou nesta quinta-feira, 22, um recorde de 41.622 novos casos de covid-19 em 24 horas, ou seja, 15 mil a mais do que na véspera, o que evidencia uma deterioração da situação sanitária no país, segundo o governo. De acordo com números oficiais, 165 mortes relacionadas a o novo coronavírus também foram reportadas em um dia.

Desde o início da pandemia, o país registrou 34.237 mortos, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. A França já ultrapassou a marca de um milhão de contágios - atualmente tem 1.041.991 -, é o quinto país mais afetado do mundo e o número de diagnósticos positivos não para de crescer. Depois que a Europa parecia ter recuperado algum controle sobre a epidemia na esteira dos rigorosos lockdowns de março e abril, uma disparada de casos ao longo das últimas semanas reposicionou o continente no centro da crise.

Embora as internações ainda não tenham sobrecarregado os sistemas de saúde, como na onda inicial do começo do ano, as autoridades de muitos países receiam que a situação esteja rapidamente se tornando preocupante. Mais de 5,3 milhões de pessoas de toda a Europa contraíram a doença e pelo menos de 204 mil já morreram, de acordo com o Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças (ECDC). Em comparação, os Estados Unidos somam 8,3 milhões de casos e a Índia outros 7,7 milhões. Às voltas com os custos enormes do coronavírus, líderes europeus estão desesperados para evitar o retorno dos lockdowns generalizados que travaram suas economias no segundo trimestre.

No entanto, como os casos aumentam e os serviços de saúde estão cada vez mais pressionados, foram obrigados a impor e expandir restrições locais a áreas ainda mais amplas, com o objetivo de reduzir as aglomerações públicas.

Na Espanha, cujo ministro da Saúde, Salvador Illa, disse que a epidemia agora está "fora de controle" em muitas áreas, acredita-se que autoridades regionais pressionarão o governo a impor um toque de recolher de âmbito nacional.

"A segunda onda é uma realidade. Em muitas áreas do nosso país, a epidemia está fora de controle", disse Illa à rádio Onda Cero. "Insisto que temos de adotar medidas drásticas, como fazem várias regiões", disse.

Desesperadas para evitar uma repetição da primeira onda, quando o vírus devastou a população de idosos e sobrecarregou o serviço de saúde, várias regiões já adotaram medidas, como ordenar que os restaurantes fechem mais cedo.

Como o lockdown de duas semanas em Madri e cidades vizinhas chega ao fim amanhã e as taxas de contágio estão subindo, é preciso fazer mais, argumentou Illa. "Estamos às portas do inverno, quando a probabilidade de contágio do vírus é maior. Não podemos baixar a guarda." A Espanha já registrou 1.026.281 casos e 34.521 mortes.

O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, anunciou ontem a implantação de um toque de recolher das 0h30 às 5 horas, a partir de amanhã, em Atenas, Tessalônica e outras zonas afetadas pela pandemia de coronavírus. O uso de máscara será obrigatório em espaços fechados e abertos, informou o premiê em discurso transmitido pela televisão, após um novo recorde de 882 casos de coronavírus e 15 mortes, registrados ontem.

"A máscara é a vacina antes que haja uma vacina", disse. Até agora, a Grécia registrou mais de 28 mil casos e cerca de 500 mortes pela covid-19. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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