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3ª Festa de Ogum traz mensagem antibullying

Presidente da Afecab faz homenagem a estudante que sofreu discriminação em escola do Riacho Grande


Maíra Sanches

07/05/2012 | 07:07


Representantes da umbanda e candomblé da Afecab (Associação Federativa da Cultura e Cultos Afro-Brasileiros) se reuniram ontem à tarde na 3ª Festa de Ogum de São Bernardo no Ginásio Baetão, no Baeta Neves. A presidente da entidade, Maria Emília Campi, aproveitou a oportunidade para fazer apelo contra a discriminação de religiões afro-brasileiras, especialmente entre jovens e crianças.

O adolescente de 15 anos que foi vítima de intolerância religiosa, como resultado da pregação evangélica de uma professora, esteve presente no evento na companhia dos pais. O bullying aconteceu na Escola Estadual Antonio Caputo, no Riacho Grande. Ele passou a ser hostilizado por colegas de classe porque é adepto do candomblé. Em discurso, Maria Emília condenou o preconceito e convocou a comunidade a combatê-lo. “Não queremos controlar nada. Queremos apenas respeito à diversidade religiosa. Não será a primeira dificuldade que esse garoto vai enfrentar. Essa luta não é só dele, mas de todos nós.”

O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), participou do recebimento da imagem de São Jorge (que corresponde a Ogum, no sincretismo) e endossou o discurso contra a discriminação liderado pelas entidades religiosas. “Esse caso é motivo de indignação. Temos de abrir espaço para a comunicação nas escolas e criar uma sociedade saudável, que respeite qualquer decisão.”

O pai do estudante, Sebastião da Silveira, 64 anos, agradeceu o apoio da comunidade religiosa após a repercussão do caso e creditou a recuperação do filho à união espiritual das religiões africanas. “Vim em comemoração a Ogum e à luta que hoje não é só do meu filho. Ele está em recuperação e acredito na força de vontade dele para superar essa fase.”/CW

O estudante foi econômico com as palavras, mas resumiu o momento atual que vive na escola onde permanece matriculado e admitiu que a convivência melhorou após a publicação da denúncia pelo Diário, em março. “As coisas estão normalizando, finalmente.”

APRESENTAÇÕES

Cerca de 2.000 pessoas compareceram à terceira edição da Festa de Ogum. O evento contou com apresentações culturais, como maculelê, percussão, capoeira, congada, grupos musicais, balé afro e apresentação de afoxé. Na área externa do ginásio aconteceu a Feira Afro-Brasileira, com a venda de artesanato, roupas, artigos religiosos e comidas típicas, como acarajé e feijoada. Idosos, crianças, adultos e adolescentes compareceram em peso nas arquibancadas e entoaram cânticos.

Uma das organizadoras da festa e diretora-fiscal da Afecab, Elisabete Amado, comemorou a presença de simpatizantes na celebração. “Queremos desmistificar a ideia de que fazemos parte de religiões ruins. Abaixo de Deus somos todos iguais.”



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3ª Festa de Ogum traz mensagem antibullying

Presidente da Afecab faz homenagem a estudante que sofreu discriminação em escola do Riacho Grande

Maíra Sanches

07/05/2012 | 07:07


Representantes da umbanda e candomblé da Afecab (Associação Federativa da Cultura e Cultos Afro-Brasileiros) se reuniram ontem à tarde na 3ª Festa de Ogum de São Bernardo no Ginásio Baetão, no Baeta Neves. A presidente da entidade, Maria Emília Campi, aproveitou a oportunidade para fazer apelo contra a discriminação de religiões afro-brasileiras, especialmente entre jovens e crianças.

O adolescente de 15 anos que foi vítima de intolerância religiosa, como resultado da pregação evangélica de uma professora, esteve presente no evento na companhia dos pais. O bullying aconteceu na Escola Estadual Antonio Caputo, no Riacho Grande. Ele passou a ser hostilizado por colegas de classe porque é adepto do candomblé. Em discurso, Maria Emília condenou o preconceito e convocou a comunidade a combatê-lo. “Não queremos controlar nada. Queremos apenas respeito à diversidade religiosa. Não será a primeira dificuldade que esse garoto vai enfrentar. Essa luta não é só dele, mas de todos nós.”

O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), participou do recebimento da imagem de São Jorge (que corresponde a Ogum, no sincretismo) e endossou o discurso contra a discriminação liderado pelas entidades religiosas. “Esse caso é motivo de indignação. Temos de abrir espaço para a comunicação nas escolas e criar uma sociedade saudável, que respeite qualquer decisão.”

O pai do estudante, Sebastião da Silveira, 64 anos, agradeceu o apoio da comunidade religiosa após a repercussão do caso e creditou a recuperação do filho à união espiritual das religiões africanas. “Vim em comemoração a Ogum e à luta que hoje não é só do meu filho. Ele está em recuperação e acredito na força de vontade dele para superar essa fase.”/CW

O estudante foi econômico com as palavras, mas resumiu o momento atual que vive na escola onde permanece matriculado e admitiu que a convivência melhorou após a publicação da denúncia pelo Diário, em março. “As coisas estão normalizando, finalmente.”

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Cerca de 2.000 pessoas compareceram à terceira edição da Festa de Ogum. O evento contou com apresentações culturais, como maculelê, percussão, capoeira, congada, grupos musicais, balé afro e apresentação de afoxé. Na área externa do ginásio aconteceu a Feira Afro-Brasileira, com a venda de artesanato, roupas, artigos religiosos e comidas típicas, como acarajé e feijoada. Idosos, crianças, adultos e adolescentes compareceram em peso nas arquibancadas e entoaram cânticos.

Uma das organizadoras da festa e diretora-fiscal da Afecab, Elisabete Amado, comemorou a presença de simpatizantes na celebração. “Queremos desmistificar a ideia de que fazemos parte de religiões ruins. Abaixo de Deus somos todos iguais.”

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