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Parada do orgulho gay reúne 6.000 em Sto.André

Ari Paleta/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Natália Fernandjes

07/05/2012 | 07:03


Com o tema A nossa luta é todo dia, Vote Contra a Homofobia, pessoas de diferentes estilos, credos, cores e opções sexuais se reuniram, na tarde de ontem, na oitava edição da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) de Santo André. A expectativa da organização – a ONG ABCD’S (Ação Brotar pela Cidadania da Diversidade Sexual) – era atrair 70 mil participantes. No entanto, a Polícia Militar registrou a presença de 6.000.

O grupo, animado por dois trios elétricos que trouxeram celebridades do mundo LGBT, partiu do Viaduto Acisa, sobre a Avenida XV de Novembro, no bairro Jardim, por volta das 14h30. O movimento seguiu pela Avenida Dom Pedro II em direção ao Parque Prefeito Celso Daniel, desceu a Rua das Caneleiras, percorreu trecho da Avenida Industrial até subir pela Rua Padre Vieira, onde a festa foi finalizada perto das 17h30.

Durante todo o percurso, o microfone foi utilizado para reforçar o tema dessa edição. “A população LGBT precisa se unir e prestar atenção na hora de votar nas eleições”, destaca o presidente da ABCD’S, Marcelo Gil. Para ele, é necessário eleger prefeitos e vereadores compromissados com políticas públicas e ações afirmativas para a comunidade LGBT.

O evento de ontem deu início às atividades que serão realizadas durante 45 dias. São palestras, seminários, mostras de cinema e documentários que pretendem discutir temas de interesse comum à sociedade, como Educação, Saúde, trabalho, moradia, Justiça e segurança. A programação completa pode ser conferida no endereço eletrônico ongabcds.blogspot.com.br.

A ONG teve como parceiros a Prefeitura de Santo André e a Polícia Militar para a realização da parada. Foram disponibilizados 30 agentes de trânsito, 120 policiais militares e 30 guardas-civis, que participaram de palestra para sensibilização sobre o evento. Em 2008 e 2009, a festa acabou em conflito após a polícia impedir a circulação de trios elétricos ao alegar falta de documento.

DIVERSIDADE

Entre a multidão que se divertiu ao som de música eletrônica, foi possível encontrar visitantes de fora do Grande ABC. Exemplo disso é o diretor de escola Rogério Carraro, 34, e o cabeleireiro Clessio Resende, 32, que vieram do bairro da Liberdade, na Capital. O casal, acostumado a participar da tradicional parada do orgulho LGBT realizada na Avenida Paulista, soube do evento pela internet e compareceu.

Já a drag queen Natasha Costlynn, 21, destaca que participa da parada andreense desde sua primeira edição. Moradora de São Bernardo, disse ter assumido sua sexualidade há seis anos.

A fotógrafa Vanessa Roberta Galan, 36, participou da festa pela segunda vez. “No ano passado até trouxe minha filha, fruto de inseminação artificial com uma companheira que tenho há 16 anos.”

Nem todos os presentes estavam na festa para se divertir. A estudante de serviço social Solange Gabelha, 48, aproveitou a mobilização para pedir respeito e o fim da homofobia. Nas mãos, ela carregava cartaz dizendo que é mãe de gay e que, por isso, sente na pele as dificuldades que o filho enfrenta diante daqueles que ainda insistem na discriminação sexual.



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Parada do orgulho gay reúne 6.000 em Sto.André

Natália Fernandjes

07/05/2012 | 07:03


Com o tema A nossa luta é todo dia, Vote Contra a Homofobia, pessoas de diferentes estilos, credos, cores e opções sexuais se reuniram, na tarde de ontem, na oitava edição da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) de Santo André. A expectativa da organização – a ONG ABCD’S (Ação Brotar pela Cidadania da Diversidade Sexual) – era atrair 70 mil participantes. No entanto, a Polícia Militar registrou a presença de 6.000.

O grupo, animado por dois trios elétricos que trouxeram celebridades do mundo LGBT, partiu do Viaduto Acisa, sobre a Avenida XV de Novembro, no bairro Jardim, por volta das 14h30. O movimento seguiu pela Avenida Dom Pedro II em direção ao Parque Prefeito Celso Daniel, desceu a Rua das Caneleiras, percorreu trecho da Avenida Industrial até subir pela Rua Padre Vieira, onde a festa foi finalizada perto das 17h30.

Durante todo o percurso, o microfone foi utilizado para reforçar o tema dessa edição. “A população LGBT precisa se unir e prestar atenção na hora de votar nas eleições”, destaca o presidente da ABCD’S, Marcelo Gil. Para ele, é necessário eleger prefeitos e vereadores compromissados com políticas públicas e ações afirmativas para a comunidade LGBT.

O evento de ontem deu início às atividades que serão realizadas durante 45 dias. São palestras, seminários, mostras de cinema e documentários que pretendem discutir temas de interesse comum à sociedade, como Educação, Saúde, trabalho, moradia, Justiça e segurança. A programação completa pode ser conferida no endereço eletrônico ongabcds.blogspot.com.br.

A ONG teve como parceiros a Prefeitura de Santo André e a Polícia Militar para a realização da parada. Foram disponibilizados 30 agentes de trânsito, 120 policiais militares e 30 guardas-civis, que participaram de palestra para sensibilização sobre o evento. Em 2008 e 2009, a festa acabou em conflito após a polícia impedir a circulação de trios elétricos ao alegar falta de documento.

DIVERSIDADE

Entre a multidão que se divertiu ao som de música eletrônica, foi possível encontrar visitantes de fora do Grande ABC. Exemplo disso é o diretor de escola Rogério Carraro, 34, e o cabeleireiro Clessio Resende, 32, que vieram do bairro da Liberdade, na Capital. O casal, acostumado a participar da tradicional parada do orgulho LGBT realizada na Avenida Paulista, soube do evento pela internet e compareceu.

Já a drag queen Natasha Costlynn, 21, destaca que participa da parada andreense desde sua primeira edição. Moradora de São Bernardo, disse ter assumido sua sexualidade há seis anos.

A fotógrafa Vanessa Roberta Galan, 36, participou da festa pela segunda vez. “No ano passado até trouxe minha filha, fruto de inseminação artificial com uma companheira que tenho há 16 anos.”

Nem todos os presentes estavam na festa para se divertir. A estudante de serviço social Solange Gabelha, 48, aproveitou a mobilização para pedir respeito e o fim da homofobia. Nas mãos, ela carregava cartaz dizendo que é mãe de gay e que, por isso, sente na pele as dificuldades que o filho enfrenta diante daqueles que ainda insistem na discriminação sexual.

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