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Motoristas temem crimes na divisa de São Caetano

Número de roubos e furtos no Heliópolis teve alta no 1º trimestre


Fábio Munhoz

07/05/2012 | 07:01


A criminalidade na divisa entre a Capital e São Caetano tem preocupado moradores e trabalhadores do Grande ABC que utilizam a Avenida Almirante Delamare, no bairro paulistano Heliópolis. Segundo moradores do entorno, são comuns os ataques de criminosos a motoristas, principalmente no horário de pico, quando o trânsito na via é congestionado.

Dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública) revelam que a atividade criminal teve alta no bairro no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano anterior. Furtos e roubos, por exemplo, passaram de 584 para 670 casos – aumento de 14,7%. Já os furtos e roubos de veículos foram de 264 para 348 ocorrências, o que representa aumento de 31,8%. Os dados contabilizam os crimes registrados no 95º DP (Heliópolis).

O comandante do 95º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Eduardo Agrella, informa que, desde fevereiro, são feitas rondas com motocicletas para inibir a ação de criminosos. Além do Heliópolis, o batalhão é responsável pela segurança dos bairros Ipiranga, Sacomã e São João Clímaco. “Destacamos quatro duplas de policiais apenas para as avenidas Almirante Delamare, Comandante Taylor e Estrada das Lágrimas. Isso fez reduzir a criminalidade de fevereiro para cá.”

Os dados da SSP vão na contramão do que diz Agrella. Entre fevereiro e março, furtos e roubos em geral tiveram alta de 17,1%, enquanto furtos e roubos de veículo subiram 25,2%. No 1º DP de São Caetano (Centro), a estatística se manteve estável.

O comandante esclarece que, além das motos, uma viatura permanece parada em frente ao AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Luiz Roberto Barradas Barata, na Almirante Delamare. Do lado de São Caetano, base móvel comunitária do 6º batalhão fica parada durante 24 horas na Praça Benedito Molinari, entre a Delamare e a Rua Baraldi. Agrella descarta reforços. “Quando tem base, os criminosos agem longe dela. Com a moto, a ação da policial é mais dinâmica.”

O secretário de Segurança de São Caetano, Moacyr Rodrigues, reconhece que a divisa é “preocupante”, mas elogia a atuação da polícia. “Sempre que passo pela Delamare vejo motos e viaturas. Isso garante mais segurança”, avalia.

 

Vizinhos relatam falta de policiamento

Moradores do bairro do Heliópolis, na Capital, próximo à divisa com São Caetano, reclamam da falta de policiamento ostensivo no entorno da Avenida Almirante Delamare. “Aqui, depois das 20h, ninguém tem coragem de ficar sozinho no ponto de ônibus. O pessoal rouba mesmo”, relata o jornaleiro Sebastião da Costa Lima, 40 anos. Ele atribui o alto número de assaltos aos usuários de entorpecentes. “Os caras vêm aqui para comprar drogas, não têm dinheiro, e aí roubam para conseguir algum trocado”, afirma.

O chapeiro Salviano Ferreira de Brito, 61, conta que, na semana passada, sua filha foi assaltada a caminho de hipermercado em São Caetano. “Ela estava com R$ 200 para fazer compras. O ladrão roubou o dinheiro e o celular dela, mas, graças a Deus, não a machucou”, lembra.

O morador diz já ter visto arrastões nos veículos quando a avenida está parada. “Eles passam roubando, não tem nem como se defender. E o pior é que isso ocorre a poucos quilômetros do quartel.”

Na opinião da comerciante Joana D’Arc de Souza, 35, a polícia só vai ao bairro para fechar bares com música alta. “Prender ladrão ninguém prende. Mas para impedir nosso trabalho, eles vêm na mesma hora.”

A equipe do Diário esteve no bairro na semana passada e não viu unidades da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas), conforme prometido pelo 36º batalhão da Polícia Militar. Somente foi vista viatura parada em frente ao AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Luiz Roberto Barradas Barata.



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Motoristas temem crimes na divisa de São Caetano

Número de roubos e furtos no Heliópolis teve alta no 1º trimestre

Fábio Munhoz

07/05/2012 | 07:01


A criminalidade na divisa entre a Capital e São Caetano tem preocupado moradores e trabalhadores do Grande ABC que utilizam a Avenida Almirante Delamare, no bairro paulistano Heliópolis. Segundo moradores do entorno, são comuns os ataques de criminosos a motoristas, principalmente no horário de pico, quando o trânsito na via é congestionado.

Dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública) revelam que a atividade criminal teve alta no bairro no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano anterior. Furtos e roubos, por exemplo, passaram de 584 para 670 casos – aumento de 14,7%. Já os furtos e roubos de veículos foram de 264 para 348 ocorrências, o que representa aumento de 31,8%. Os dados contabilizam os crimes registrados no 95º DP (Heliópolis).

O comandante do 95º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Eduardo Agrella, informa que, desde fevereiro, são feitas rondas com motocicletas para inibir a ação de criminosos. Além do Heliópolis, o batalhão é responsável pela segurança dos bairros Ipiranga, Sacomã e São João Clímaco. “Destacamos quatro duplas de policiais apenas para as avenidas Almirante Delamare, Comandante Taylor e Estrada das Lágrimas. Isso fez reduzir a criminalidade de fevereiro para cá.”

Os dados da SSP vão na contramão do que diz Agrella. Entre fevereiro e março, furtos e roubos em geral tiveram alta de 17,1%, enquanto furtos e roubos de veículo subiram 25,2%. No 1º DP de São Caetano (Centro), a estatística se manteve estável.

O comandante esclarece que, além das motos, uma viatura permanece parada em frente ao AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Luiz Roberto Barradas Barata, na Almirante Delamare. Do lado de São Caetano, base móvel comunitária do 6º batalhão fica parada durante 24 horas na Praça Benedito Molinari, entre a Delamare e a Rua Baraldi. Agrella descarta reforços. “Quando tem base, os criminosos agem longe dela. Com a moto, a ação da policial é mais dinâmica.”

O secretário de Segurança de São Caetano, Moacyr Rodrigues, reconhece que a divisa é “preocupante”, mas elogia a atuação da polícia. “Sempre que passo pela Delamare vejo motos e viaturas. Isso garante mais segurança”, avalia.

 

Vizinhos relatam falta de policiamento

Moradores do bairro do Heliópolis, na Capital, próximo à divisa com São Caetano, reclamam da falta de policiamento ostensivo no entorno da Avenida Almirante Delamare. “Aqui, depois das 20h, ninguém tem coragem de ficar sozinho no ponto de ônibus. O pessoal rouba mesmo”, relata o jornaleiro Sebastião da Costa Lima, 40 anos. Ele atribui o alto número de assaltos aos usuários de entorpecentes. “Os caras vêm aqui para comprar drogas, não têm dinheiro, e aí roubam para conseguir algum trocado”, afirma.

O chapeiro Salviano Ferreira de Brito, 61, conta que, na semana passada, sua filha foi assaltada a caminho de hipermercado em São Caetano. “Ela estava com R$ 200 para fazer compras. O ladrão roubou o dinheiro e o celular dela, mas, graças a Deus, não a machucou”, lembra.

O morador diz já ter visto arrastões nos veículos quando a avenida está parada. “Eles passam roubando, não tem nem como se defender. E o pior é que isso ocorre a poucos quilômetros do quartel.”

Na opinião da comerciante Joana D’Arc de Souza, 35, a polícia só vai ao bairro para fechar bares com música alta. “Prender ladrão ninguém prende. Mas para impedir nosso trabalho, eles vêm na mesma hora.”

A equipe do Diário esteve no bairro na semana passada e não viu unidades da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas), conforme prometido pelo 36º batalhão da Polícia Militar. Somente foi vista viatura parada em frente ao AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Luiz Roberto Barradas Barata.

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