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Como são feitas as cédulas de dinheiro?

Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Luis Felipe Soares
Diário do Grande ABC

22/10/2017 | 07:00


Todas as cédulas de dinheiro (R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 50 e R$ 100) são produzidas em grande gráfica localizada na Casa da Moeda do Brasil, cuja sede fica na cidade do Rio de Janeiro. Cada uma delas possui projeto e design único, levando em conta elementos como tamanho, cores e desenhos. O processo utiliza materiais que não são encontrados em lojas convencionais, o que torna impossível a impressão de cópias caseiras.

A produção passa por diferentes etapas para desenvolverem determinadas características. No primeiro momento, é usada camada com tinta especial invisível a olho nu (sendo detectada somente com a ajuda de luz específica). O segundo passo leva o material novamente para a máquina para que as ilustrações que vemos nas notas sejam impressas. Já a última etapa é responsável por criar os pequenos relevos no item que sentimos ao passarmos os dedos nas notas. Detalhe para o fato de que o papel utilizado conta com alta resistência para que a durabilidade, de cerca de dez anos, seja eficaz no dia a dia.

O processo de fabricação das cédulas dura, em média, 12 dias para ser finalizado. Um dos pontos mais importantes é a quantidade de itens de segurança presentes no dinheiro, com notas com valores altos tendo ‘detalhes’ mais complexos do que as outras.

A determinação da quantidade – total e dividida entre as diferentes cédulas atuais – a ser produzida parte do Banco Central do Brasil, controlador da inflação no País. É elaborado plano anual em relação à demanda necessária, com o processo sendo dividido ao longo do ano. As encomendas são feitas em milhões ou bilhões de notas, com o Banco Central especificando o número necessário de cada uma a ‘sair do forno’. Como os pedidos são enormes, as cédulas, na verdade, não custam o valor ao qual correspondem, ou seja, R$ 2 não custam R$ 2 para serem produzidos.

No período contemporâneo em que o Banco Central é responsável pelas decisões sobre a emissão das cédulas, o governo realizou sete mudanças no padrão monetário nacional. A última alteração ocorreu em 1994, com a definição do real como moeda brasileira

Consultoria de Álvaro de Oliveira Soares, assessor da presidência da Casa da Moeda do Brasil, do Rio de Janeiro.

 



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Como são feitas as cédulas de dinheiro?

Luis Felipe Soares
Diário do Grande ABC

22/10/2017 | 07:00


Todas as cédulas de dinheiro (R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 50 e R$ 100) são produzidas em grande gráfica localizada na Casa da Moeda do Brasil, cuja sede fica na cidade do Rio de Janeiro. Cada uma delas possui projeto e design único, levando em conta elementos como tamanho, cores e desenhos. O processo utiliza materiais que não são encontrados em lojas convencionais, o que torna impossível a impressão de cópias caseiras.

A produção passa por diferentes etapas para desenvolverem determinadas características. No primeiro momento, é usada camada com tinta especial invisível a olho nu (sendo detectada somente com a ajuda de luz específica). O segundo passo leva o material novamente para a máquina para que as ilustrações que vemos nas notas sejam impressas. Já a última etapa é responsável por criar os pequenos relevos no item que sentimos ao passarmos os dedos nas notas. Detalhe para o fato de que o papel utilizado conta com alta resistência para que a durabilidade, de cerca de dez anos, seja eficaz no dia a dia.

O processo de fabricação das cédulas dura, em média, 12 dias para ser finalizado. Um dos pontos mais importantes é a quantidade de itens de segurança presentes no dinheiro, com notas com valores altos tendo ‘detalhes’ mais complexos do que as outras.

A determinação da quantidade – total e dividida entre as diferentes cédulas atuais – a ser produzida parte do Banco Central do Brasil, controlador da inflação no País. É elaborado plano anual em relação à demanda necessária, com o processo sendo dividido ao longo do ano. As encomendas são feitas em milhões ou bilhões de notas, com o Banco Central especificando o número necessário de cada uma a ‘sair do forno’. Como os pedidos são enormes, as cédulas, na verdade, não custam o valor ao qual correspondem, ou seja, R$ 2 não custam R$ 2 para serem produzidos.

No período contemporâneo em que o Banco Central é responsável pelas decisões sobre a emissão das cédulas, o governo realizou sete mudanças no padrão monetário nacional. A última alteração ocorreu em 1994, com a definição do real como moeda brasileira

Consultoria de Álvaro de Oliveira Soares, assessor da presidência da Casa da Moeda do Brasil, do Rio de Janeiro.

 

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