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Árvores 'espremidas' arrebentam calçadas

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Michelly Cyrillo
Do Diário do Grande ABC

09/08/2010 | 07:18


A arborização de ruas e praças é necessária para atenuar os efeitos da urbanização. Como o plantio geralmente é realizado de forma desordenada, árvores de grande porte acabam por danificar calçadas, asfalto, iluminação e sinalização.

O diretor do Departamento de Parques e Áreas Verdes de Santo André, Valdemar Campeão, dá dica para que as árvores não sejam mais as vilãs do cenário urbano.

Segundo Campeão, para evitar que as raízes estourem o calçamento basta ampliar a área em que a vegetação será plantada. "As pessoas fazem um quadrado pequeno na calçada. As mudas têm o caule fino, mas conforme vão crescendo, a estrutura fica do tamanho do quadrado. É preciso alargar a área. Se não há espaço na terra, a água não consegue penetrar. A raiz, na maioria das espécies, só estoura o pavimento para ficar mais próxima da superfície e pegar água."

Os municípios orientam sobre o tipo de árvore mais adequada para cada região e a maioria oferece mudas cultivadas em viveiros municipais.

"Antigamente, o morador plantava a espécie que queria, mas hoje temos estudo de quais espécies são melhores para cada região, por isso oferecemos as típicas da Mata Atlântica gratuitamente. A Prefeitura orienta por meio de panfleto explicativo sobre os cuidados no plantio", explica Campeão.

RAÍZES CURTAS

As espécies indicadas para o plantio nas calçadas, porque têm raízes mais curtas, são araçá, acácia, arueira vermelha, cambuci, cerejeira e ipê amarelo. Porém , o especialista em Botânica Luiz Sergio Coelho afirma que é preciso analisar o tamanho da calçada. "Não se pode plantar sem autorização da Prefeitura. Os técnicos indicam a melhor muda de acordo com a metragem e profundidade." SC900,115

Região tem 4.000 pedidos pelo 156

Entre janeiro e julho cerca de 3.990 solicitações de poda e remoção de árvores foram feitas no Grande ABC. Segundo as prefeituras todos os pedidos passam por avaliação de técnicos que levam em conta a espécie e o motivo da ocorrência.

"A árvore é um bem público, ninguém pode cortar um galho sequer ou remover. Somente os funcionários das prefeituras. Caso alguém não respeite, fazemos denúncia ao Ministério Público e o autor da infração pode pagar com a doação de quantidade de mudas determinada pelo juiz", afirmou o diretor do Departamento de parques e áreas verdes de Santo André, Valdemar Campeão.

O diretor de Áreas Verdes de São Bernardo, Ricardo Kondratovich, revelou que os pedidos de poda e corte são checados. "Os técnicos avaliam o motivo e as condições das árvores. Dependendo da espécie e do resultado da avaliação. é feito o replantio".

"A árvore é uma das nossas maiores riquezas, por isso é importante este cuidado das administrações", comenta o ambientalista Virgílio Alcides de Farias, presidente do Movimento em Defesa da Vida do Grande ABC.

As solicitações são realizadas por meio do telefone 156 ou de requerimentos nas prefeituras. No primeiro semestre, em Santo André foram registrados 2.250 pedidos; em São Bernardo, 1.000. São Caetano e Diadema tiveram 350 solicitações cada e Mauá outras 140 no mesmo período. Os demais municípios não informaram.



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