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Polícia carioca incinera baloes e fogos apreendidos


Do Diário do Grande ABC

17/08/1999 | 22:43


Parecia festa de Sao Joao ou vitória de time de futebol popular. Mas o festival de luzes que rasgou nesta terça-feira o céu de Inhaúma (Zona Suburbana) nao passava da destruiçao, numa pedreira do bairro, de 350 mil fogos de artifício e 12.500 baloes, apreendidos entre janeiro e julho pela Divisao de Fiscalizaçao e Armas e Explosivos (Defae). Os explosivos, levados do Centro da cidade até a pedreira, foram escoltados por quatro viaturas da Defae e por um caminhao do Corpo de Bombeiros.

De acordo com o delegado da Defae, Fernando Oséas, a maior parte do material destruído segunda-feira foi apreendida durante o período das festas juninas com camelôs e em lojas de fogos clandestinas ou nao autorizadas a vender o produto. ``As pessoas que vendem fogos expoem suas vidas e de outros ao perigo. Na maior parte das vezes, o material está acondicionado de forma precária e perigosa'', disse o delegado.

Entre as apreensoes destacadas pelo policial, estavam as feitas na Zona Oeste e Baixada Fluminense. ``A queima de fogos e a cultura de soltar baloes ainda estao muito enraizadas nessas localidades. A mudança de atitude passa pela repressao e pela conscientizaçao da sociedade'', defende Oséas.

Para o delegado, a fiscalizaçao tem que ser constante, uma vez que locais de comércio, que usualmente nao trabalham com fogos e baloes, este ano quebraram a regra. ``Fizemos uma operaçao no Centro Comercial do Saara, na Rua Uruguaiana, e para nossa surpresa encontramos 5 mil baloes japoneses à venda, que também foram apreendidos'', contou.

A preparaçao da área onde seriam incinerados os fogos atraiu dezenas de curiosos e criou um momento de suspense. Os bombeiros afastaram as pessoas e acenderam um longo pavio. A combustao lenta só fez aumentar a expectativa. Por duas vezes, policiais da Defae foram até o local para ver o motivo da demora. Mas depois que o fogo pegou no papel fino de um dos baloes de mais de 20 metros que estava na pilha, começou o foguetório.

As explosoes, tímidas no princípio, foram ganhando intensidade à medida que o fogo avançava. A mais forte delas levantou uma enorme nuvem de fuligem e deixou os curiosos assustados. As explosoes duraram 15 minutos seguidos.



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Polícia carioca incinera baloes e fogos apreendidos

Do Diário do Grande ABC

17/08/1999 | 22:43


Parecia festa de Sao Joao ou vitória de time de futebol popular. Mas o festival de luzes que rasgou nesta terça-feira o céu de Inhaúma (Zona Suburbana) nao passava da destruiçao, numa pedreira do bairro, de 350 mil fogos de artifício e 12.500 baloes, apreendidos entre janeiro e julho pela Divisao de Fiscalizaçao e Armas e Explosivos (Defae). Os explosivos, levados do Centro da cidade até a pedreira, foram escoltados por quatro viaturas da Defae e por um caminhao do Corpo de Bombeiros.

De acordo com o delegado da Defae, Fernando Oséas, a maior parte do material destruído segunda-feira foi apreendida durante o período das festas juninas com camelôs e em lojas de fogos clandestinas ou nao autorizadas a vender o produto. ``As pessoas que vendem fogos expoem suas vidas e de outros ao perigo. Na maior parte das vezes, o material está acondicionado de forma precária e perigosa'', disse o delegado.

Entre as apreensoes destacadas pelo policial, estavam as feitas na Zona Oeste e Baixada Fluminense. ``A queima de fogos e a cultura de soltar baloes ainda estao muito enraizadas nessas localidades. A mudança de atitude passa pela repressao e pela conscientizaçao da sociedade'', defende Oséas.

Para o delegado, a fiscalizaçao tem que ser constante, uma vez que locais de comércio, que usualmente nao trabalham com fogos e baloes, este ano quebraram a regra. ``Fizemos uma operaçao no Centro Comercial do Saara, na Rua Uruguaiana, e para nossa surpresa encontramos 5 mil baloes japoneses à venda, que também foram apreendidos'', contou.

A preparaçao da área onde seriam incinerados os fogos atraiu dezenas de curiosos e criou um momento de suspense. Os bombeiros afastaram as pessoas e acenderam um longo pavio. A combustao lenta só fez aumentar a expectativa. Por duas vezes, policiais da Defae foram até o local para ver o motivo da demora. Mas depois que o fogo pegou no papel fino de um dos baloes de mais de 20 metros que estava na pilha, começou o foguetório.

As explosoes, tímidas no princípio, foram ganhando intensidade à medida que o fogo avançava. A mais forte delas levantou uma enorme nuvem de fuligem e deixou os curiosos assustados. As explosoes duraram 15 minutos seguidos.

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