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Mercadante e Suplicy ‘cutucam’ os tucanos


Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

15/08/2006 | 07:52


O senador e candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, sugeriu ontem que o PSDB explique para a população o motivo de “tantos erros” que o partido acumulou enquanto administrou o Estado.

O petista lamentou as declarações dos tucanos Geraldo Alckmin (presidenciável) e José Serra (governável), que voltaram a apontar possível ligação entre o crime organizado de São Paulo e partidos políticos. Segundo eles, os sucessivos ataques tratam-se de um “ato de terrorismo com fins políticos e eleitorais contra o PSDB”. Embora os tucanos tenham evitado citar nomes de partidos, o ‘recado’ é dirigido exclusivamente ao PT.

Para Mercadante, há um “colapso” na área de segurança pública. “No início, diziam que o PCC (Primeiro Comando da Capital) era invenção da imprensa. Depois, afirmaram que haviam derrotado a facção. No entanto, o PCC foi crescendo e tomando conta dos presídios. A cada acordo feito com o governo eles submergem e voltam mais forte”, destacou. Ainda segundo o petista, “faltam investimentos na inteligência policial e na valorização da polícia”.

Ontem, Mercadante abriu o fórum de debates com candidatos promovido pela ADVB (Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil) e depois participou de carreta no Itaim Paulista, zona Leste de São Paulo, ao lado do também senador Eduardo Suplicy (PT), que concorre à reeleição, e da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy.

O senador Suplicy fez coro à análise de Mercadante e classificou como “insensatas” as declarações de Alckmin e Serra. “Não me parece sensato (o vínculo), pois são ataques feitos contra toda a sociedade. Todos os partidos estão sensibilizados e solidários às vítimas destes ataques”, assegurou, ao citar o caso do seqüestro do jornalista – já libertado – Guilherme Portanova, da Rede Globo.

Explicação – Suplicy destacou que a avaliação dos tucanos é conseqüência de um governo “malsucedido” do PSDB em São Paulo. “É possível que estejam preocupados com o fato de isso (ataques) estar acontecendo no Estado onde estiveram governando por tantos anos. Imaginaram que os problemas de segurança estavam resolvidos, mas isso está longe de acontecer”, acrescentou.

O senador defendeu que o momento requer uma união entre os políticos para combater o crime organizado. “Foi positivo o encontro do presidente Lula com o governador Claudio Lembro (PFL) na última sexta-feira, quando se reuniram para tentar harmonizar e coordenar ações”, ressaltou.

Marta Suplicy acredita que o PT terá dificuldades no processo eleitoral, especialmente a partir de hoje, quando começar a ser veiculado nas rádios e TVs o horário eleitoral gratuito. “Será uma campanha pesada contra o nosso partido. Temos de trabalhar bastante para evitar um retrocesso do país.”


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Mercadante e Suplicy ‘cutucam’ os tucanos

Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

15/08/2006 | 07:52


O senador e candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, sugeriu ontem que o PSDB explique para a população o motivo de “tantos erros” que o partido acumulou enquanto administrou o Estado.

O petista lamentou as declarações dos tucanos Geraldo Alckmin (presidenciável) e José Serra (governável), que voltaram a apontar possível ligação entre o crime organizado de São Paulo e partidos políticos. Segundo eles, os sucessivos ataques tratam-se de um “ato de terrorismo com fins políticos e eleitorais contra o PSDB”. Embora os tucanos tenham evitado citar nomes de partidos, o ‘recado’ é dirigido exclusivamente ao PT.

Para Mercadante, há um “colapso” na área de segurança pública. “No início, diziam que o PCC (Primeiro Comando da Capital) era invenção da imprensa. Depois, afirmaram que haviam derrotado a facção. No entanto, o PCC foi crescendo e tomando conta dos presídios. A cada acordo feito com o governo eles submergem e voltam mais forte”, destacou. Ainda segundo o petista, “faltam investimentos na inteligência policial e na valorização da polícia”.

Ontem, Mercadante abriu o fórum de debates com candidatos promovido pela ADVB (Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil) e depois participou de carreta no Itaim Paulista, zona Leste de São Paulo, ao lado do também senador Eduardo Suplicy (PT), que concorre à reeleição, e da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy.

O senador Suplicy fez coro à análise de Mercadante e classificou como “insensatas” as declarações de Alckmin e Serra. “Não me parece sensato (o vínculo), pois são ataques feitos contra toda a sociedade. Todos os partidos estão sensibilizados e solidários às vítimas destes ataques”, assegurou, ao citar o caso do seqüestro do jornalista – já libertado – Guilherme Portanova, da Rede Globo.

Explicação – Suplicy destacou que a avaliação dos tucanos é conseqüência de um governo “malsucedido” do PSDB em São Paulo. “É possível que estejam preocupados com o fato de isso (ataques) estar acontecendo no Estado onde estiveram governando por tantos anos. Imaginaram que os problemas de segurança estavam resolvidos, mas isso está longe de acontecer”, acrescentou.

O senador defendeu que o momento requer uma união entre os políticos para combater o crime organizado. “Foi positivo o encontro do presidente Lula com o governador Claudio Lembro (PFL) na última sexta-feira, quando se reuniram para tentar harmonizar e coordenar ações”, ressaltou.

Marta Suplicy acredita que o PT terá dificuldades no processo eleitoral, especialmente a partir de hoje, quando começar a ser veiculado nas rádios e TVs o horário eleitoral gratuito. “Será uma campanha pesada contra o nosso partido. Temos de trabalhar bastante para evitar um retrocesso do país.”

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