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Segredos de quem faz nosso teatro


Mauro Fernando
Do Diário do Grande ABC

13/05/2001 | 16:23


Histórias curiosas, casos engraçados, artistas bem conhecidos. É com esse interessante material que o jornalista Simon Khoury construiu a Série Teatro Brasileiro: Bastidores, editada pela Letras & Expressões. Dois volumes já chegaram às livrarias. O primeiro tem 542 páginas e 237 fotos e o segundo, 576 páginas e 280 fotos. Ambos custam R$ 25.

O primeiro livro traz entrevistas com Paulo Autran, Eva Todor, Milton Moraes e Vanda Lacerda e o segundo, com Dercy Gonçalves, Rubens Corrêa, Suely Franco e Renato Borghi. Dez volumes compõem a série. O próximo trará Henriette Morineau, Jorge Dória, Nicette Bruno e Edwin Luisi.

Nem só revelações pessoais, porém, compõem o esqueleto do trabalho – uma discussão sobre o ato de representar também está na pauta. A idéia é compor um panorama do teatro brasileiro dos últimos 80 anos por meio dos sucessos (e fracassos) das diversas gerações de artistas que o integraram. Suely Franco, por exemplo, foi contundente: “Todo mundo está careca de saber que o único elemento indispensável ao teatro é o ator”.

O estilo de Khoury, que às vezes afaga os entrevistados, mas quase sempre os espeta, o ajuda obter deles informações preciosas. Paulo Autran confessou, entre outras coisas, não ter jeito para lidar com crianças. Mas falou também sobre o começo da carreira, quando abandonou a advocacia e deixou a direção do escritório para o pai.

A estréia profissional do ator aconteceu no Rio, em 13 de dezembro de 1949, ao lado de Tonia Carrero – que também debutava no palco –, na peça Um Deus Dormiu lá em Casa, de Guilherme Figueiredo, sob a direção de Silveira Sampaio. Autran e Tonia ganharam o prêmio de revelação do ano da Associação de Críticos do Rio.

O depoimento de Vanda Lacerda é um dos mais emocionantes. “O fato de, até hoje, eu não ser uma atriz badalada, não sair na capa das revistas nem ser considerada uma estrela talvez se deva ao fato de eu não ser mesmo uma estrela”, disse. A atriz também nomeou, sem meios tons, as pessoas que considera de má índole no meio artístico.

Já o espirituoso, mulherengo e consciente Milton Moraes não mediu as palavras: “Um país só é civilizado quando gasta mais dinheiro com livros, quadros e teatro do que com Coca-Cola, chicletes e matéria plástica”.

Os atores, portanto, falam de suas carreiras e vidas, e é inevitável que dessa forma retratem o próprio fazer teatral. A entrevista com Renato Borghi, por exemplo, revela muito sobre o Teatro Oficina, do qual é um dos fundadores.



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