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Witzel discorda da PGR sobre Bolsonaro: Responsabilidade pelo que fala é grande



02/04/2020 | 15:00


O governador do Rio, Wilson Witzel, disse na tarde desta quinta-feira, 2, que o presidente Jair Bolsonaro deve ser responsabilizado por declarações que vão na contramão das orientações de combate ao novo coronavírus. O procurador-geral da República, Augusto Aras, entendeu que o presidente tem liberdade de expressão e a imunidade do cargo para dar esse tipo de opinião.

"A responsabilidade pelo que se fala é muito grande quando se ocupa o cargo de presidente da República. E as sanções por aquilo que se fala podem ser graves", apontou Witzel em entrevista coletiva no Palácio Guanabara. "Então eu espero que o presidente reflita sobre o que está fazendo, porque a população não pode estar confusa nesse momento."

A declaração foi dada quando questionado sobre vídeos compartilhados recentemente nas redes sociais do presidente que contêm ataques aos mandatários estaduais.

Outra crítica do governador tem como foco a provável ida de Bolsonaro ao Rio nesta sexta-feira para encontrar o prefeito Marcelo Crivella, de quem tem se aproximado. O presidente visitaria o hospital de campanha do Riocentro, na zona oeste. Witzel disse que não foi convidado, mas que não iria ao que considera um evento político.

"Neste momento, o exemplo que devemos dar é não fazer política em cima de uma situação dramática como a que estamos vivendo. E muito menos causar aglomeração", criticou o governador, um dos alvos preferidos de Bolsonaro no âmbito da crise.

Witzel também reforçou que os pronunciamentos do presidente não têm validação alguma, já que não foram "colocados no papel". Se transformar suas visões em medidas efetivas, Bolsonaro seria confrontado no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou o mandatário do Rio.

O governador e o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, lamentaram ainda a demora do governo federal em enviar aos Estados materiais como respiradores e testes rápidos da doença. A lentidão em adotar medidas econômicas que favoreçam os Estados também é criticada pelas autoridades fluminenses.

Contato: caio.sartori@estadao.com



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Witzel discorda da PGR sobre Bolsonaro: Responsabilidade pelo que fala é grande


02/04/2020 | 15:00


O governador do Rio, Wilson Witzel, disse na tarde desta quinta-feira, 2, que o presidente Jair Bolsonaro deve ser responsabilizado por declarações que vão na contramão das orientações de combate ao novo coronavírus. O procurador-geral da República, Augusto Aras, entendeu que o presidente tem liberdade de expressão e a imunidade do cargo para dar esse tipo de opinião.

"A responsabilidade pelo que se fala é muito grande quando se ocupa o cargo de presidente da República. E as sanções por aquilo que se fala podem ser graves", apontou Witzel em entrevista coletiva no Palácio Guanabara. "Então eu espero que o presidente reflita sobre o que está fazendo, porque a população não pode estar confusa nesse momento."

A declaração foi dada quando questionado sobre vídeos compartilhados recentemente nas redes sociais do presidente que contêm ataques aos mandatários estaduais.

Outra crítica do governador tem como foco a provável ida de Bolsonaro ao Rio nesta sexta-feira para encontrar o prefeito Marcelo Crivella, de quem tem se aproximado. O presidente visitaria o hospital de campanha do Riocentro, na zona oeste. Witzel disse que não foi convidado, mas que não iria ao que considera um evento político.

"Neste momento, o exemplo que devemos dar é não fazer política em cima de uma situação dramática como a que estamos vivendo. E muito menos causar aglomeração", criticou o governador, um dos alvos preferidos de Bolsonaro no âmbito da crise.

Witzel também reforçou que os pronunciamentos do presidente não têm validação alguma, já que não foram "colocados no papel". Se transformar suas visões em medidas efetivas, Bolsonaro seria confrontado no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou o mandatário do Rio.

O governador e o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, lamentaram ainda a demora do governo federal em enviar aos Estados materiais como respiradores e testes rápidos da doença. A lentidão em adotar medidas econômicas que favoreçam os Estados também é criticada pelas autoridades fluminenses.

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