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Captura de americano agrava crise dos reféns em Jolo


Do Diário do Grande ABC

29/08/2000 | 10:00


A crise dos reféns na Ilha de Jolo, no Sul das Filipinas, se complicou nesta terça-feira, com o anúncio do seqüestro de um norte-americano por rebeldes muçulmanos do grupo Abu Sayyaf, que já têm em seu poder seis europeus e 17 filipinos.

Abu Sabaya, que se apresentou como porta-voz do movimento rebelde, anunciou nesta terça-feira, através da rádio filipina DXRZ, a captura de um norte-americano identificado como Jeffrey Craig Schilling, na segunda-feira, em Zamboanga. Ele teria sido levado depois de barco até a Ilha de Jolo.

Abu Sabaya é membro de uma das facçoes do grupo Abu Sayyaf, que ainda mantêm em seu poder 23 reféns depois da libertaçao, no domingo e segunda-feira, de seis ocidentais que chegaram nesta terça-feira a Trípoli.

Esta captura é um duro golpe para Manila e seu negociador principal, Roberto Aventajado, afirmaram os observadores.

Os serviços de imigraçao filipinos confirmaram nesta terça-feira que a identidade deste cidadao norte-americano, divulgada pelos rebeldes, correspondia a um homem de 24 anos, que chegou nas Filipinas em 8 de março. Por outro lado, a embaixada anunciou nesta terça-feira que trabalhava para confirmar esta captura.

Os rebeldes ameaçaram executar este norte-americano se nao obtiverem a libertaçao de Ramzi Yussef, condenado nos Estados Unidos por um atentado contra o World Trade Center de Nova York.

Além de ameaçar matar o norte-americano, Abu Sabaya disse que os rebeldes fariam dentro de três dias ``dois novos pedidos'', ainda nao especificados, em troca da libertaçao do refém.

O grupo Abu Sayyaf queria há muito tempo capturar cidadaos norte-americanos, segundo Sabaya. Ele assegurou que o dinheiro nao era a ``principal razao'' deste seqüestro, mas advertiu que ``um norte-americano vale dez europeus'' e que a idéia é chamar a atençao da ``superpotência'' americana.

Os rebeldes, que seqüestraram em 23 de abril 21 pessoas, das quais cinco ainda no cativeiro, na ilha malaia de Sipadan, quase alcançaram seu objetivo. Um casal de norte-americanos se recusou a subir no barco que seguiria para Jolo e os rebeldes, ignorando sua nacionalidade, os deixaram sair.

Quatro desses cinco reféns sao turistas ocidentais (um francês, dois finlandeses e um alemao), aos quais se somaram outros dois franceses capturados em 9 de julho e 17 filipinos.

Os rebeldes aceitaram, à base de um acordo concluído graças à mediaçao líbia, a libertaçao de seis reféns ocidentais. Rajab Azzarouk, emissário líbio que os acompanhou até Trípoli, assegurou nesta terça-feira que voltaria na semana que vem às Filipinas e que a libertaçao de todos os reféns agora era ``questao de tempo''.

No entanto, ignora-se se Azzaruk já havia ou nao recebido a notícia da captura do norte-americano, quando fez estas declaraçoes.



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Captura de americano agrava crise dos reféns em Jolo

Do Diário do Grande ABC

29/08/2000 | 10:00


A crise dos reféns na Ilha de Jolo, no Sul das Filipinas, se complicou nesta terça-feira, com o anúncio do seqüestro de um norte-americano por rebeldes muçulmanos do grupo Abu Sayyaf, que já têm em seu poder seis europeus e 17 filipinos.

Abu Sabaya, que se apresentou como porta-voz do movimento rebelde, anunciou nesta terça-feira, através da rádio filipina DXRZ, a captura de um norte-americano identificado como Jeffrey Craig Schilling, na segunda-feira, em Zamboanga. Ele teria sido levado depois de barco até a Ilha de Jolo.

Abu Sabaya é membro de uma das facçoes do grupo Abu Sayyaf, que ainda mantêm em seu poder 23 reféns depois da libertaçao, no domingo e segunda-feira, de seis ocidentais que chegaram nesta terça-feira a Trípoli.

Esta captura é um duro golpe para Manila e seu negociador principal, Roberto Aventajado, afirmaram os observadores.

Os serviços de imigraçao filipinos confirmaram nesta terça-feira que a identidade deste cidadao norte-americano, divulgada pelos rebeldes, correspondia a um homem de 24 anos, que chegou nas Filipinas em 8 de março. Por outro lado, a embaixada anunciou nesta terça-feira que trabalhava para confirmar esta captura.

Os rebeldes ameaçaram executar este norte-americano se nao obtiverem a libertaçao de Ramzi Yussef, condenado nos Estados Unidos por um atentado contra o World Trade Center de Nova York.

Além de ameaçar matar o norte-americano, Abu Sabaya disse que os rebeldes fariam dentro de três dias ``dois novos pedidos'', ainda nao especificados, em troca da libertaçao do refém.

O grupo Abu Sayyaf queria há muito tempo capturar cidadaos norte-americanos, segundo Sabaya. Ele assegurou que o dinheiro nao era a ``principal razao'' deste seqüestro, mas advertiu que ``um norte-americano vale dez europeus'' e que a idéia é chamar a atençao da ``superpotência'' americana.

Os rebeldes, que seqüestraram em 23 de abril 21 pessoas, das quais cinco ainda no cativeiro, na ilha malaia de Sipadan, quase alcançaram seu objetivo. Um casal de norte-americanos se recusou a subir no barco que seguiria para Jolo e os rebeldes, ignorando sua nacionalidade, os deixaram sair.

Quatro desses cinco reféns sao turistas ocidentais (um francês, dois finlandeses e um alemao), aos quais se somaram outros dois franceses capturados em 9 de julho e 17 filipinos.

Os rebeldes aceitaram, à base de um acordo concluído graças à mediaçao líbia, a libertaçao de seis reféns ocidentais. Rajab Azzarouk, emissário líbio que os acompanhou até Trípoli, assegurou nesta terça-feira que voltaria na semana que vem às Filipinas e que a libertaçao de todos os reféns agora era ``questao de tempo''.

No entanto, ignora-se se Azzaruk já havia ou nao recebido a notícia da captura do norte-americano, quando fez estas declaraçoes.

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