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Sto.André contrata empresa
para explicar tremores

Após abalos em prédio, a Prefeitura consultou institutos de
pesquisa e abrirá licitação para fazer um laudo aprofundado


Cadu Proieti
Do Diário do Grande ABC

06/11/2012 | 07:00


A Prefeitura de Santo André irá contratar, em caráter emergencial, instituto de pesquisa para analisar as causas dos tremores no Paço, que aconteceram no mês passado. Apesar de procurar especialistas para saber o que gerou as vibrações no prédio, a administração municipal garante que não há risco de desabamento do edifício. Não há registros de novos abalos.

Ontem, o coordenador da Defesa Civil do município, João Batista Camargo, disse que o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e o Instituto Falcão Bauer da Qualidade foram consultados. "Será contratada uma empresa para resolver isso, com certeza. Até então, não existe nenhuma patologia (no prédio). Já fizemos três vistorias não foram encontrados danos relativos aos tremores", afirmou Camargo.

As duas entidades citadas pesquisaram as causas do desabamento parcial do Edifício Senador, em São Bernardo, que aconteceu em fevereiro e resultou na morte de Júlia Moraes, 3 anos, e Patrícia Alves Farias de Lima, 26. O IC (Instituto de Criminalística) utilizou técnicos do IPT para elaboração do laudo e a Prefeitura contratou o Instituto Falcão Bauer para apurar os motivos do desastre. Ambos apontaram que infiltrações na estrutura causaram o acidente.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, mais um instituto especializado será procurado para que seja realizada licitação antes de contratar o estudo. No entanto, se provado caráter de urgência e emergência, a administração municipal não é obrigada a realizar certame para definir a empresa que fará a pesquisa.

Apesar de buscar os motivos dos tremores no Paço, a Prefeitura informou que não há possibilidade de interdição do prédio, já que, conforme laudo da Defesa Civil, não há risco à estrutura. Nas inspeções iniciais após as vibrações no edifício, a Prefeitura levantou a hipótese de abalo sísmico, que foi descartada posteriormente.

Edifício teve de ser evacuado após primeiros tremores

No dia 18 de outubro, o Paço de Santo André teve de ser evacuado após dois tremores sentidos pelos servidores públicos. No segundo abalo, o alarme de emergência foi acionado, causando pânico nos funcionários da Prefeitura. Cinco dias depois do acontecimento, os trabalhadores sentiram novas vibrações no edifício.

A administração municipal admitiu que havia laudo comprovando sobrepeso no 15° andar, onde fica localizada a promotoria. No entanto, o resultado da inspeção feita pela Defesa Civil e engenheiros após os tremores apontou que o sobrepeso não teria relação com os abalos.

O prédio da Prefeitura teve obras iniciadas em 1966 e foi inaugurado, em partes, até 1971. O projeto é de Rino Levi e o paisagismo de Roberto Burle Marx. Em novembro de 2010, o edifício foi tombado pelo Estado. Qualquer modificação na fachada e nos elementos internos requer autorização do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico do Estado de São Paulo).



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Sto.André contrata empresa
para explicar tremores

Após abalos em prédio, a Prefeitura consultou institutos de
pesquisa e abrirá licitação para fazer um laudo aprofundado

Cadu Proieti
Do Diário do Grande ABC

06/11/2012 | 07:00


A Prefeitura de Santo André irá contratar, em caráter emergencial, instituto de pesquisa para analisar as causas dos tremores no Paço, que aconteceram no mês passado. Apesar de procurar especialistas para saber o que gerou as vibrações no prédio, a administração municipal garante que não há risco de desabamento do edifício. Não há registros de novos abalos.

Ontem, o coordenador da Defesa Civil do município, João Batista Camargo, disse que o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e o Instituto Falcão Bauer da Qualidade foram consultados. "Será contratada uma empresa para resolver isso, com certeza. Até então, não existe nenhuma patologia (no prédio). Já fizemos três vistorias não foram encontrados danos relativos aos tremores", afirmou Camargo.

As duas entidades citadas pesquisaram as causas do desabamento parcial do Edifício Senador, em São Bernardo, que aconteceu em fevereiro e resultou na morte de Júlia Moraes, 3 anos, e Patrícia Alves Farias de Lima, 26. O IC (Instituto de Criminalística) utilizou técnicos do IPT para elaboração do laudo e a Prefeitura contratou o Instituto Falcão Bauer para apurar os motivos do desastre. Ambos apontaram que infiltrações na estrutura causaram o acidente.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, mais um instituto especializado será procurado para que seja realizada licitação antes de contratar o estudo. No entanto, se provado caráter de urgência e emergência, a administração municipal não é obrigada a realizar certame para definir a empresa que fará a pesquisa.

Apesar de buscar os motivos dos tremores no Paço, a Prefeitura informou que não há possibilidade de interdição do prédio, já que, conforme laudo da Defesa Civil, não há risco à estrutura. Nas inspeções iniciais após as vibrações no edifício, a Prefeitura levantou a hipótese de abalo sísmico, que foi descartada posteriormente.

Edifício teve de ser evacuado após primeiros tremores

No dia 18 de outubro, o Paço de Santo André teve de ser evacuado após dois tremores sentidos pelos servidores públicos. No segundo abalo, o alarme de emergência foi acionado, causando pânico nos funcionários da Prefeitura. Cinco dias depois do acontecimento, os trabalhadores sentiram novas vibrações no edifício.

A administração municipal admitiu que havia laudo comprovando sobrepeso no 15° andar, onde fica localizada a promotoria. No entanto, o resultado da inspeção feita pela Defesa Civil e engenheiros após os tremores apontou que o sobrepeso não teria relação com os abalos.

O prédio da Prefeitura teve obras iniciadas em 1966 e foi inaugurado, em partes, até 1971. O projeto é de Rino Levi e o paisagismo de Roberto Burle Marx. Em novembro de 2010, o edifício foi tombado pelo Estado. Qualquer modificação na fachada e nos elementos internos requer autorização do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico do Estado de São Paulo).

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