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INSS não atende trabalhadora doente


Michele Loureiro
Do Diário do Grande ABC

17/09/2008 | 07:04


"Em atenção ao seu pedido de Auxílio-Doença informamos que não foi reconhecido o direito ao benefício". Esta é a quarta vez, desde fevereiro, que Elayne Cristina Júlio de Lima, 33 anos, recebe esse parecer do INSS de Santo André.

Afastada há cinco anos, depois de um acidente de trabalho, ela está há sete meses sem receber o benefício, já que tem alta do INSS, mas não é aceita de volta ao trabalho.

PEREGRINAÇÃO - Com duas hérnias de disco, fibromialgia e um tumor na hipófise, Elayne compareceu na última sexta-feira (12) para mais uma perícia, mas a médica do INSS não quis dar o parecer final e solicitou um novo exame do ortopedista. "Ela disse que não colocaria a mão em mim sem ter mais uma opinião, e pediu para que eu voltasse na terça-feira", conta.

Quando chegaram no INSS às 13hs de ontem, Elayne e o marido Marco Antônio de Lima foram avisados que a médica fora embora e que o procedimento não poderia ser realizada por outro perito. "Como ela não consegue mais se locomover sozinha, eu tenho que acompanhá-la e perco o dia de serviço. É um sacrifício para ela vir até aqui", conta Marco.

Depois de conversar com a gerência do INSS e não obter resposta, Marco contatou a reportagem do Diário, que foi até o local.

"O tratamento passou a ser diferenciado a partir desse momento", afirma o pintor de veículos. "Tentei agendar uma perícia domiciliar e me negaram porque disseram que minha esposa não era aleijada e tinha que comparecer pessoalmente", completa.

A gerente executiva do INSS de Santo André, Fátima Conceição Gomes, explicou à reportagem, que sempre que um médico inicia o tratamento, deve concluir o parecer. "Houve uma falta de comunicação, mas ela terá que retornar outro dia ou podemos agendar uma perícia domiciliar", disse.

Como a família mora na divisa de Santo André com São Paulo o atendimento seria muito demorado. Para resolver o problema a gerente propôs a realização de uma junta médica, onde três peritos participam. "Há mais de um ano eu peço isso e nunca me concederam", comenta Elayne.

PARECER - Depois de 45 minutos, a junta médica indefereriu o pedido de benefício alegando a necessidade de um documento da empresa onde Elayne trabalhava, justificando porque ela não pode retornar ao trabalho. "Temos o documento, mas eles não argumentam, fecharam a porta e disseram para voltarmos daqui um mês", diz Marco.

Depois de quatro horas no INSS, Elayne voltou para casa de cadeira de rodas e terá que aguardar o tempo determinado para recorrer. "Eu não sei como podem fazer isso. Contribuímos a vida toda e na hora que mais precisamos não podemos contar", desabafa Elayne.



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INSS não atende trabalhadora doente

Michele Loureiro
Do Diário do Grande ABC

17/09/2008 | 07:04


"Em atenção ao seu pedido de Auxílio-Doença informamos que não foi reconhecido o direito ao benefício". Esta é a quarta vez, desde fevereiro, que Elayne Cristina Júlio de Lima, 33 anos, recebe esse parecer do INSS de Santo André.

Afastada há cinco anos, depois de um acidente de trabalho, ela está há sete meses sem receber o benefício, já que tem alta do INSS, mas não é aceita de volta ao trabalho.

PEREGRINAÇÃO - Com duas hérnias de disco, fibromialgia e um tumor na hipófise, Elayne compareceu na última sexta-feira (12) para mais uma perícia, mas a médica do INSS não quis dar o parecer final e solicitou um novo exame do ortopedista. "Ela disse que não colocaria a mão em mim sem ter mais uma opinião, e pediu para que eu voltasse na terça-feira", conta.

Quando chegaram no INSS às 13hs de ontem, Elayne e o marido Marco Antônio de Lima foram avisados que a médica fora embora e que o procedimento não poderia ser realizada por outro perito. "Como ela não consegue mais se locomover sozinha, eu tenho que acompanhá-la e perco o dia de serviço. É um sacrifício para ela vir até aqui", conta Marco.

Depois de conversar com a gerência do INSS e não obter resposta, Marco contatou a reportagem do Diário, que foi até o local.

"O tratamento passou a ser diferenciado a partir desse momento", afirma o pintor de veículos. "Tentei agendar uma perícia domiciliar e me negaram porque disseram que minha esposa não era aleijada e tinha que comparecer pessoalmente", completa.

A gerente executiva do INSS de Santo André, Fátima Conceição Gomes, explicou à reportagem, que sempre que um médico inicia o tratamento, deve concluir o parecer. "Houve uma falta de comunicação, mas ela terá que retornar outro dia ou podemos agendar uma perícia domiciliar", disse.

Como a família mora na divisa de Santo André com São Paulo o atendimento seria muito demorado. Para resolver o problema a gerente propôs a realização de uma junta médica, onde três peritos participam. "Há mais de um ano eu peço isso e nunca me concederam", comenta Elayne.

PARECER - Depois de 45 minutos, a junta médica indefereriu o pedido de benefício alegando a necessidade de um documento da empresa onde Elayne trabalhava, justificando porque ela não pode retornar ao trabalho. "Temos o documento, mas eles não argumentam, fecharam a porta e disseram para voltarmos daqui um mês", diz Marco.

Depois de quatro horas no INSS, Elayne voltou para casa de cadeira de rodas e terá que aguardar o tempo determinado para recorrer. "Eu não sei como podem fazer isso. Contribuímos a vida toda e na hora que mais precisamos não podemos contar", desabafa Elayne.

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