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Gilson Menezes assume o
Paço e dispara contra verde

Vice-prefeito assumiu ontem comando interino do Parque do
Paço pela licença de 30 dias pedida pelo prefeito Mário Reali


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

15/09/2012 | 07:02


O vice-prefeito de Diadema, Gilson Menezes (PSB), assumiu ontem o comando interino do Parque do Paço pela licença de 30 dias pedida pelo prefeito Mário Reali (PT). Em seu primeiro dia na gerência da cidade, não poupou críticas ao prefeiturável do PV, Lauro Michels, que na quinta-feira afirmou que Diadema ficaria "à deriva" com a ausência do petista.

"Nada do que o Lauro fala se aproveita", disparou Gilson, iniciando a série de críticas. "Ele sempre fala sem responsabilidade, fala muita asneira. O que ele disse foi muito infeliz e mostra que quem está à deriva no processo eleitoral é ele", arrematou o socialista.

Gilson questionou a empreitada do PV, acusando de o projeto político tentar jogar Diadema para o passado. "Parece que quer colocar Diadema no buraco novamente. O avô dele (o ex-prefeito Lauro Michels, de 1963 a 1967 e de 1976 a 1982) nunca fez ações sociais na cidade", afirmou o socialista, que sucedeu o tio-avô do prefeiturável verde em 1983. "Em duas semanas de mandato, saí com um Fusca da Prefeitura pelas ruas e fui vaiado pela população, tamanho era o descontentamento do povo com o governo que tinha na cidade. Mudamos essa realidade."

O socialista também questionou o plano de Michels de subsidiar o valor adicional que será cobrado para integração do transporte público nos terminais Diadema e Piraporinha. "As contas que ele apresentou estão completamente equivocadas. Só um idiota não sabe que a cobrança a mais vai gerar R$ 40 mil por dia, e não por mês, como ele tem falado", reclamou. "A questão não é pagar, é o princípio. Sempre tivemos esse benefício (a gratuidade) e não podemos perdê-lo."

A pequena cerimônia de posse de Gilson aconteceu ontem pela manhã, no gabinete do presidente da Câmara, Laércio Soares (PCdoB). Além do socialista e do comunista, os vereadores Vaguinho (PSB), Célio Boi (PSB) e Maninho (PT), e do secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura, Airton Germano (PT), compareceram ao ato. A princípio Gilson fica no comando do Paço até 15 de outubro.

 

AINDA EM CAMPANHA

Gilson afiançou que, mesmo na gerência do Executivo, fará campanha para a reeleição de Reali. "Só que a partir de agora começarei as atividades depois das 17h."

O vice não tem feito atividade eleitoral ao lado de Reali. Geralmente percorre bairros distintos do petista em cima do caminhão de som. Seus atos concentram relatos de seu tempo como prefeito, de 1983 a 1988 e de 1997 a 2000 (este último mandato como oposição ao PT).

 

Próximo mandato será melhor, diz petista sobre dificuldades

Em caminhada do Parque Real, o prefeito de Diadema e candidato à reeleição pelo PT, Mário Reali, falou pela primeira vez sobre os percalços enfrentados no primeiro ano de seu mandato, em 2009.

"Tivemos dificuldades no começo do governo e viramos a página no segundo ano, com muita ajuda do governo federal", discursou. "Precisamos de mais quatro anos para avançar com a cidade. Tenho certeza que o próximo mandato será muito melhor."

Os empecilhos citados pelo prefeito são os sequestros de receita sofridos no primeiro ano de gestão para pagamento de precatórios. Entre 2009 e 2010, mais de R$ 40 milhões foram subtraídos dos cofres públicos para quitação de dívidas judiciais.

O rombo - aliado à crise econômica internacional - fez com que houvesse retração entre os Orçamentos de 2009 e 2010. Outro problema foi a falência da ETCD (Empresa de Transporte Coletivo de Diadema) e a perda de processo judicial que forçou a transferência de metade da administração da Saned (Companhia de Saneamento de Diadema) para a Sabesp. A situação só foi equacionada após aprovação de medida que regulamenta o pagamento de precatórios, a privatização das linhas da ETCD e o acordo com a autarquia estadual.



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Gilson Menezes assume o
Paço e dispara contra verde

Vice-prefeito assumiu ontem comando interino do Parque do
Paço pela licença de 30 dias pedida pelo prefeito Mário Reali

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

15/09/2012 | 07:02


O vice-prefeito de Diadema, Gilson Menezes (PSB), assumiu ontem o comando interino do Parque do Paço pela licença de 30 dias pedida pelo prefeito Mário Reali (PT). Em seu primeiro dia na gerência da cidade, não poupou críticas ao prefeiturável do PV, Lauro Michels, que na quinta-feira afirmou que Diadema ficaria "à deriva" com a ausência do petista.

"Nada do que o Lauro fala se aproveita", disparou Gilson, iniciando a série de críticas. "Ele sempre fala sem responsabilidade, fala muita asneira. O que ele disse foi muito infeliz e mostra que quem está à deriva no processo eleitoral é ele", arrematou o socialista.

Gilson questionou a empreitada do PV, acusando de o projeto político tentar jogar Diadema para o passado. "Parece que quer colocar Diadema no buraco novamente. O avô dele (o ex-prefeito Lauro Michels, de 1963 a 1967 e de 1976 a 1982) nunca fez ações sociais na cidade", afirmou o socialista, que sucedeu o tio-avô do prefeiturável verde em 1983. "Em duas semanas de mandato, saí com um Fusca da Prefeitura pelas ruas e fui vaiado pela população, tamanho era o descontentamento do povo com o governo que tinha na cidade. Mudamos essa realidade."

O socialista também questionou o plano de Michels de subsidiar o valor adicional que será cobrado para integração do transporte público nos terminais Diadema e Piraporinha. "As contas que ele apresentou estão completamente equivocadas. Só um idiota não sabe que a cobrança a mais vai gerar R$ 40 mil por dia, e não por mês, como ele tem falado", reclamou. "A questão não é pagar, é o princípio. Sempre tivemos esse benefício (a gratuidade) e não podemos perdê-lo."

A pequena cerimônia de posse de Gilson aconteceu ontem pela manhã, no gabinete do presidente da Câmara, Laércio Soares (PCdoB). Além do socialista e do comunista, os vereadores Vaguinho (PSB), Célio Boi (PSB) e Maninho (PT), e do secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura, Airton Germano (PT), compareceram ao ato. A princípio Gilson fica no comando do Paço até 15 de outubro.

 

AINDA EM CAMPANHA

Gilson afiançou que, mesmo na gerência do Executivo, fará campanha para a reeleição de Reali. "Só que a partir de agora começarei as atividades depois das 17h."

O vice não tem feito atividade eleitoral ao lado de Reali. Geralmente percorre bairros distintos do petista em cima do caminhão de som. Seus atos concentram relatos de seu tempo como prefeito, de 1983 a 1988 e de 1997 a 2000 (este último mandato como oposição ao PT).

 

Próximo mandato será melhor, diz petista sobre dificuldades

Em caminhada do Parque Real, o prefeito de Diadema e candidato à reeleição pelo PT, Mário Reali, falou pela primeira vez sobre os percalços enfrentados no primeiro ano de seu mandato, em 2009.

"Tivemos dificuldades no começo do governo e viramos a página no segundo ano, com muita ajuda do governo federal", discursou. "Precisamos de mais quatro anos para avançar com a cidade. Tenho certeza que o próximo mandato será muito melhor."

Os empecilhos citados pelo prefeito são os sequestros de receita sofridos no primeiro ano de gestão para pagamento de precatórios. Entre 2009 e 2010, mais de R$ 40 milhões foram subtraídos dos cofres públicos para quitação de dívidas judiciais.

O rombo - aliado à crise econômica internacional - fez com que houvesse retração entre os Orçamentos de 2009 e 2010. Outro problema foi a falência da ETCD (Empresa de Transporte Coletivo de Diadema) e a perda de processo judicial que forçou a transferência de metade da administração da Saned (Companhia de Saneamento de Diadema) para a Sabesp. A situação só foi equacionada após aprovação de medida que regulamenta o pagamento de precatórios, a privatização das linhas da ETCD e o acordo com a autarquia estadual.

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