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Tapete verde: exuberantes reservas da Mata Atlântica


Da AJB

23/09/2004 | 09:34


Imagine poder desfrutar a natureza pródiga e exuberante de uma floresta tropical majestosa, dona de uma área de 1,36 milhão de quilômetros quadrados, o equivalente a 15% do território brasileiro e duas vezes o tamanho da França? Literalmente, um sonho. O que originalmente era a Mata Atlântica foi reduzido a 91 mil quilômetros quadrados, menos de 8% do território que um dia pertenceu à floresta. No entanto, apesar da ação predatória do homem, o bioma ainda guarda preservados recantos de extraordinária beleza natural, onde é possível – através de caminhadas pela mata virgem, banhos de cachoeira redentores e passeios por praias remotas e belíssimas – aliviar a alma e as retinas cansadas da vida urbana monocromática e exaustiva. Sem falar nas saborosas doses de adrenalina destiladas em esportes de aventura como rapel, tirolesa e rafting. Com base no Índice de Preservação da Mata Atlântica (IPMA), desenvolvido pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e lançado em maio passado, é possível traçar um leque variado de destinos que possuem mais de 75% da fauna e flora originais preservadas, do Paraná à Bahia, passando por São Paulo e Rio de Janeiro.

O Litoral Norte de São Paulo oferece um banquete natural bastante singular. Conta com quatro municípios entre os 20 primeiros dos 100 que compõem o ranking do IPMA, incluindo Ilhabela, que encabeça a lista. Como revela seu nome, é uma pérola verde cravada no mar. São 32.073 hectares de Mata Atlântica resguardados, o que significa que 92% da área original da floresta continuam incólumes. Ou seja, permanece praticamente intacta a exuberância natural que levou Gaspar de Lemos, em 1502, quando passava com a expedição de Américo Vespúcio pelo arquipélago, a batizar Ilhabela com este nome.

Para quem gosta de caminhar e tomar banho de cachoeira, a ilha oferece um amplo leque de trilhas, de diferentes níveis de dificuldade. Uma das mais procuradas pelos visitantes é a da Água Branca, bem sinalizada e com 2.145 m de extensão, que é feita dentro do Parque Estadual de Ilhabela, responsável por 85% da área da ínsula.

Suave e prazerosa também é a Trilha do Veloso. Os 40 minutos de caminhada culminam com a chegada a uma cachoeira com 50 m de queda d’água. Um mergulho se faz indispensável. O mesmo tempo de duração tem a de Três Tombos, com direito a piscina e tobogãs naturais, onde é possível a prática de rapel.

Fôlego de sobra é preciso para encarar a caminhada de cerca de oito horas até o Pico de São Sebastião, o ponto mais alto da ilha, com 1.379 m. O desgaste físico é recompensado com muito ar puro e deslumbrantes cenários de Mata Atlântica. Disposição também requer percorrer a trilha que leva à praia do Bonete. Mas o esforço vale a pena: depois de cerca de quatro horas e 13 km de caminhada, passando pelas cachoeiras da Lage e do Areado, chega-se a uma das praias mais belas da ilha, de águas muito claras e pontilhada por canoas coloridas. Operadoras de turismo locais oferecem passeios de barco para Bonete e outras praias de singular encanto, como a do Poço, Ponta das Canas, Castelhanos – a mais extensa de Ilhabela, para a qual também há passeios de jipe – e Jabaquara, com uma linda lagoa formada por um rio que deságua em suas areias.



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Tapete verde: exuberantes reservas da Mata Atlântica

Da AJB

23/09/2004 | 09:34


Imagine poder desfrutar a natureza pródiga e exuberante de uma floresta tropical majestosa, dona de uma área de 1,36 milhão de quilômetros quadrados, o equivalente a 15% do território brasileiro e duas vezes o tamanho da França? Literalmente, um sonho. O que originalmente era a Mata Atlântica foi reduzido a 91 mil quilômetros quadrados, menos de 8% do território que um dia pertenceu à floresta. No entanto, apesar da ação predatória do homem, o bioma ainda guarda preservados recantos de extraordinária beleza natural, onde é possível – através de caminhadas pela mata virgem, banhos de cachoeira redentores e passeios por praias remotas e belíssimas – aliviar a alma e as retinas cansadas da vida urbana monocromática e exaustiva. Sem falar nas saborosas doses de adrenalina destiladas em esportes de aventura como rapel, tirolesa e rafting. Com base no Índice de Preservação da Mata Atlântica (IPMA), desenvolvido pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e lançado em maio passado, é possível traçar um leque variado de destinos que possuem mais de 75% da fauna e flora originais preservadas, do Paraná à Bahia, passando por São Paulo e Rio de Janeiro.

O Litoral Norte de São Paulo oferece um banquete natural bastante singular. Conta com quatro municípios entre os 20 primeiros dos 100 que compõem o ranking do IPMA, incluindo Ilhabela, que encabeça a lista. Como revela seu nome, é uma pérola verde cravada no mar. São 32.073 hectares de Mata Atlântica resguardados, o que significa que 92% da área original da floresta continuam incólumes. Ou seja, permanece praticamente intacta a exuberância natural que levou Gaspar de Lemos, em 1502, quando passava com a expedição de Américo Vespúcio pelo arquipélago, a batizar Ilhabela com este nome.

Para quem gosta de caminhar e tomar banho de cachoeira, a ilha oferece um amplo leque de trilhas, de diferentes níveis de dificuldade. Uma das mais procuradas pelos visitantes é a da Água Branca, bem sinalizada e com 2.145 m de extensão, que é feita dentro do Parque Estadual de Ilhabela, responsável por 85% da área da ínsula.

Suave e prazerosa também é a Trilha do Veloso. Os 40 minutos de caminhada culminam com a chegada a uma cachoeira com 50 m de queda d’água. Um mergulho se faz indispensável. O mesmo tempo de duração tem a de Três Tombos, com direito a piscina e tobogãs naturais, onde é possível a prática de rapel.

Fôlego de sobra é preciso para encarar a caminhada de cerca de oito horas até o Pico de São Sebastião, o ponto mais alto da ilha, com 1.379 m. O desgaste físico é recompensado com muito ar puro e deslumbrantes cenários de Mata Atlântica. Disposição também requer percorrer a trilha que leva à praia do Bonete. Mas o esforço vale a pena: depois de cerca de quatro horas e 13 km de caminhada, passando pelas cachoeiras da Lage e do Areado, chega-se a uma das praias mais belas da ilha, de águas muito claras e pontilhada por canoas coloridas. Operadoras de turismo locais oferecem passeios de barco para Bonete e outras praias de singular encanto, como a do Poço, Ponta das Canas, Castelhanos – a mais extensa de Ilhabela, para a qual também há passeios de jipe – e Jabaquara, com uma linda lagoa formada por um rio que deságua em suas areias.

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