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Indústria acumula perda de 1,2% em três meses de queda na produção, diz IBGE

ABR Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


03/09/2019 | 11:03


A indústria registrou perdas na produção em 11 das 26 atividades pesquisadas na passagem de junho para julho, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média global, a produção recuou 0,3%, o terceiro mês seguido de resultado negativo, acumulando perda de 1,2% no período.

"Se tem algo diferente este mês, é o fato de que o recuo ficou mais concentrado, teve um número menor de segmentos em queda. Mas tem segmentos importantes que têm comportamento de queda na margem. Essa ideia de que a queda está concentrada é verdadeira. O peso maior dessa queda está nas atividades de maior importância no total da indústria", apontou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.

Em julho, as principais influências negativas foram de outros produtos químicos (-2,6%), bebidas (-4,0%) e produtos alimentícios (-1,0%).

"Alimentos vem com característica adicional que é o terceiro mês seguido de queda na produção. Isso tem relação com açúcar. Tem uma mudança no processamento de cana de açúcar, que direciona a maior parte da cana para o etanol do que para o açúcar. Isso traz impactos negativos para o setor de alimentos", observou Macedo.

Outras contribuições negativas relevantes foram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-3,3%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,6%).

Na direção oposta, as indústrias extrativas tiveram crescimento de 6,0% em julho ante junho, a terceira taxa positiva consecutiva, acumulando uma expansão de 18,5% no período. Nos quatro meses anteriores, porém, houve queda na produção, quando as extrativas acumularam perda de 24,5%.

Em julho, houve retomada de unidades de extração de minério de ferro, mas também alta na produção e petróleo, apontou André Macedo.

Houve expansão também na fabricação de máquinas e equipamentos (6,0%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (6,5%), veículos automotores, reboques e carrocerias (1,5%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (8,4%), celulose, papel e produtos de papel (2,6%) e perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (6,2%).

Revisões

O IBGE revisou também na divulgação desta terça-feira o resultado da produção industrial em junho ante maio, de -0,6% para -0,7%.

Na categoria de bens intermediários, a taxa de junho ante maio foi revisada de -0,3% para -0,6%.

O desempenho dos bens de consumo semi e não duráveis em junho ante maio passou de -1,2% para -1,0%. A taxa de maio ante abril saiu de -1,6% para -1,5%.



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Indústria acumula perda de 1,2% em três meses de queda na produção, diz IBGE


03/09/2019 | 11:03


A indústria registrou perdas na produção em 11 das 26 atividades pesquisadas na passagem de junho para julho, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média global, a produção recuou 0,3%, o terceiro mês seguido de resultado negativo, acumulando perda de 1,2% no período.

"Se tem algo diferente este mês, é o fato de que o recuo ficou mais concentrado, teve um número menor de segmentos em queda. Mas tem segmentos importantes que têm comportamento de queda na margem. Essa ideia de que a queda está concentrada é verdadeira. O peso maior dessa queda está nas atividades de maior importância no total da indústria", apontou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.

Em julho, as principais influências negativas foram de outros produtos químicos (-2,6%), bebidas (-4,0%) e produtos alimentícios (-1,0%).

"Alimentos vem com característica adicional que é o terceiro mês seguido de queda na produção. Isso tem relação com açúcar. Tem uma mudança no processamento de cana de açúcar, que direciona a maior parte da cana para o etanol do que para o açúcar. Isso traz impactos negativos para o setor de alimentos", observou Macedo.

Outras contribuições negativas relevantes foram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-3,3%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,6%).

Na direção oposta, as indústrias extrativas tiveram crescimento de 6,0% em julho ante junho, a terceira taxa positiva consecutiva, acumulando uma expansão de 18,5% no período. Nos quatro meses anteriores, porém, houve queda na produção, quando as extrativas acumularam perda de 24,5%.

Em julho, houve retomada de unidades de extração de minério de ferro, mas também alta na produção e petróleo, apontou André Macedo.

Houve expansão também na fabricação de máquinas e equipamentos (6,0%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (6,5%), veículos automotores, reboques e carrocerias (1,5%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (8,4%), celulose, papel e produtos de papel (2,6%) e perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (6,2%).

Revisões

O IBGE revisou também na divulgação desta terça-feira o resultado da produção industrial em junho ante maio, de -0,6% para -0,7%.

Na categoria de bens intermediários, a taxa de junho ante maio foi revisada de -0,3% para -0,6%.

O desempenho dos bens de consumo semi e não duráveis em junho ante maio passou de -1,2% para -1,0%. A taxa de maio ante abril saiu de -1,6% para -1,5%.

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