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AIEA visita o Brasil para discutir acesso a instalação nuclear


Da AFP

23/09/2004 | 10:53


Inspetores da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) vão fazer uma visita ao Brasil, no próximo mês, para tentar resolver uma disputa sobre a recusa das autoridades brasileiras ao acesso à instalação de enriquecimento de urânio de Resende (Rio de Janeiro), anunciou um porta-voz nesta quinta-feira em Viena.

"A AIEA enviará uma equipe de inspetores que chegará no dia 18 de outubro para visitar o Brasil e examinar possíveis enfoques de verificação nesta instalação", disse o porta-voz da agência, Mark Gwozdecky.

Pouco antes, o ministro brasileiro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, informou que o Brasil havia concluído um acordo com a AIEA. Entretanto, Gwozdecky disse: "Fizemos alguns progressos, mas continuamos em discussões com as autoridades brasileiras sobre esta questão". Um diplomata ocidental vinculado a AIEA afirmou que não houve ainda um acordo.

O Brasil suspeita que os Estados Unidos tentam espionar sua tecnologia de enriquecimento de urânio, já que Washington insiste em que o país aceite inspeções mais detalhadas da AIEA, em Resende.

"Trata-se de um acesso visual, mas não demasiado acesso visual", afirmou o diplomata, acrescentando que a AIEA deve instalar câmaras na fábrica para controlar as atividades de enriquecimento e assegurar-se que materiais nucleares não estão sendo escondidos.

O enriquecimento do urânio permite elaborar combustível para reatores civis, mas também pode ser utilizado para fabricar o núcleo explosivo das bombas atômicas. A AIEA tem um mandato do TNP (Tratado de Não Proliferação Nuclear) para garantir que os países membros não desviem materiais nucleares para fins militares.

O Brasil negou a AIEA o acesso à sua usina de enriquecimento de urânio de Resende alegando que precisa proteger seus segredos industriais. Já o diretor da agência, Mohamed ElBaradei, afirmou que o Brasil não pode ser uma exceção às normas.

ElBaradei declarou em uma entrevista a um jornal brasileiro em Moscou, em junho passado, que a AIEA precisa ver os equipamentos porque é a única forma de garantir que não está sendo enriquecido mais urânio do que o declarado.



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AIEA visita o Brasil para discutir acesso a instalação nuclear

Da AFP

23/09/2004 | 10:53


Inspetores da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) vão fazer uma visita ao Brasil, no próximo mês, para tentar resolver uma disputa sobre a recusa das autoridades brasileiras ao acesso à instalação de enriquecimento de urânio de Resende (Rio de Janeiro), anunciou um porta-voz nesta quinta-feira em Viena.

"A AIEA enviará uma equipe de inspetores que chegará no dia 18 de outubro para visitar o Brasil e examinar possíveis enfoques de verificação nesta instalação", disse o porta-voz da agência, Mark Gwozdecky.

Pouco antes, o ministro brasileiro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, informou que o Brasil havia concluído um acordo com a AIEA. Entretanto, Gwozdecky disse: "Fizemos alguns progressos, mas continuamos em discussões com as autoridades brasileiras sobre esta questão". Um diplomata ocidental vinculado a AIEA afirmou que não houve ainda um acordo.

O Brasil suspeita que os Estados Unidos tentam espionar sua tecnologia de enriquecimento de urânio, já que Washington insiste em que o país aceite inspeções mais detalhadas da AIEA, em Resende.

"Trata-se de um acesso visual, mas não demasiado acesso visual", afirmou o diplomata, acrescentando que a AIEA deve instalar câmaras na fábrica para controlar as atividades de enriquecimento e assegurar-se que materiais nucleares não estão sendo escondidos.

O enriquecimento do urânio permite elaborar combustível para reatores civis, mas também pode ser utilizado para fabricar o núcleo explosivo das bombas atômicas. A AIEA tem um mandato do TNP (Tratado de Não Proliferação Nuclear) para garantir que os países membros não desviem materiais nucleares para fins militares.

O Brasil negou a AIEA o acesso à sua usina de enriquecimento de urânio de Resende alegando que precisa proteger seus segredos industriais. Já o diretor da agência, Mohamed ElBaradei, afirmou que o Brasil não pode ser uma exceção às normas.

ElBaradei declarou em uma entrevista a um jornal brasileiro em Moscou, em junho passado, que a AIEA precisa ver os equipamentos porque é a única forma de garantir que não está sendo enriquecido mais urânio do que o declarado.

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